<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252</id><updated>2012-01-22T16:59:27.964Z</updated><category term='regulados a sério'/><category term='caro concidadão'/><title type='text'>DESENHAMENTO</title><subtitle type='html'>a palavra pensa a imagem</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>432</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-2731195934150318009</id><published>2012-01-18T11:00:00.017Z</published><updated>2012-01-22T16:59:27.971Z</updated><title type='text'>A MAIS RELES DIABOLIZAÇÃO DAS TELENOVELAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A EXEMPLAR EXPLICAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DO CRIME&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal é um excessivo produtor de telenovelas, procurando imitar os piores exemplos do Brasil. Começa a exportar estes subprodutos e, na luta tão absurda pelas audiências como a das agências de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; rating&lt;/span&gt; classificando países e empresas de simples &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lixo&lt;/span&gt;, tem nos canais televisivos o melhor veículo daquela produção, produtoras que obrigam excelentes actores a fazerem comédia, tragédia e farsa na mesma cena, se for preciso. Tais produtoras inventam histórias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;onde muitos lobos comem muitas meninas&lt;/span&gt; e onde o luxo encenático mente a todos com todos os dentes. Uma cena dramática, de recorte plausível (são sobras da indigência do imaginário corrente) é quase sempre acompanhada por canções em Inglês ou Português, completamente inadequadas para o efeito e passando para primeiro plano com um som que absorve tudo e em geral obriga a prolongamentos da representação (em detrimento da expressão fílmica) para que haja espaço farto a tão edificante estética melódica, canções em geral rascas, pelo menos desfocadas do seu valor intrínseco pelo uso patético, pelo contexto errado. A cena morre sob o efeito do som.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os valores humanos que poderiam ser tratadas com as mesmas audiências (era só preciso um bocadinho de tempo) desapareceram deste horizonte de horror e pesadelo, entre mil beijos por cada novela. O crime organizado até ao impossível, numa luta contra seres intocáveis, em nome de interesses inconfessáveis, faz-se à base de guiões enovelados e promotores de uma violência perversa, plural, avassaladora, em toda a renda do enredo e só com alguma reedificação benévola (mas pirosa) no fim. Tudo se perdoa no fim e às vezes com dúvida.&lt;br /&gt;Houve uma excepção razoável a isto, e com grande nível de feitura: «Olhos nos Olhos». Aí se verificou a capacidade invulgar dos actores, de uma direcção criativa, de um abrir de portas para a qualidade formal e problemas sócio humanos. Mas agora, tudo vai de mal a pior. Bastou-me ver aquele episódio de «Rosa de Fogo» para chegar a esta indignação mínima, porque vejo cenários, luxos, luzes e trabalho de câmara, entre outros aspectos benignos, engolindo sem fim capaz milhões e milhões de euros para um produto enganador, perverso, anti-pedagógico, inteiramente diabolizado por uma moda que a televisão, como grande invento do Homem para o Homem, não merecia. E parece que o mal, em linguagens vertiginosas e nos vários campos temáticos, se generaliza a todo o mundo. Era bom que a técnica digital se tornasse alérgica a esta grosseira manipulação, de todo em todo amoral.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-EU4RuUkstE8/Txa4yXI_cGI/AAAAAAAAIks/xKoU78X-Cus/s1600/IMG_2544.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 309px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-EU4RuUkstE8/Txa4yXI_cGI/AAAAAAAAIks/xKoU78X-Cus/s320/IMG_2544.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698945553828638818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Este senhor diz chamar-se Pedro e faz-se passar por filho&lt;br /&gt;(perdido) de uma senhora dona de um império&lt;/span&gt; da cosmética.&lt;br /&gt;Quer ficar com tudo, encomendando assassinatos,&lt;br /&gt;partir as pernas de uma bailarina, batendo na amante&lt;br /&gt;e na jagunça de serviço, falsificando documentos,&lt;br /&gt;armadilhando empecilhos, chantageando o seu obediente&lt;br /&gt;faz-tudo, matando até o cão da menina para ela se julgar&lt;br /&gt;assassina do seu bicho muito estimado e protector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-sWM7RjJACIE/Txa4XEsWnjI/AAAAAAAAIkg/d6vGHbr4C9Q/s1600/IMG_2549.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 137px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sWM7RjJACIE/Txa4XEsWnjI/AAAAAAAAIkg/d6vGHbr4C9Q/s200/IMG_2549.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698945085020216882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;2. Adormece&lt;br /&gt;a amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-4QUpRiMdn5A/TxaoOPbXSwI/AAAAAAAAIjw/lFHSmM3XiiU/s1600/IMG_2550.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 148px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4QUpRiMdn5A/TxaoOPbXSwI/AAAAAAAAIjw/lFHSmM3XiiU/s200/IMG_2550.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698927341096880898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;3. adormece o&lt;br /&gt;chantageado&lt;br /&gt;jagunço&lt;br /&gt;a quem&lt;br /&gt;obrigou&lt;br /&gt;a drogar&lt;br /&gt;a bailarina e&lt;br /&gt;a menina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-6k97o58qUvE/TxapA31NEpI/AAAAAAAAIj8/xko10_40P0U/s1600/IMG_2552.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 138px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-6k97o58qUvE/TxapA31NEpI/AAAAAAAAIj8/xko10_40P0U/s200/IMG_2552.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698928210936140434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;4. adormece&lt;br /&gt;a menina&lt;br /&gt;e acorda-a&lt;br /&gt;para ela ver&lt;br /&gt;o seu cão&lt;br /&gt;morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-DuOWjrsguyk/Txanva2auoI/AAAAAAAAIjY/h8LJFSlMFO4/s1600/IMG_2547.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DuOWjrsguyk/Txanva2auoI/AAAAAAAAIjY/h8LJFSlMFO4/s200/IMG_2547.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698926811587197570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Mas há mais danados colaterais. Esta «menina»&lt;br /&gt;faz as maiores patifarias para roubar o&lt;br /&gt;patrão à amada bailarina.&lt;br /&gt;Trata de uma Alzheimer com falso desvelo,&lt;br /&gt;drogado-a e drogando o filho dela&lt;br /&gt;para o alucinar a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-PnZU5OOg2RM/TxanWsYTDSI/AAAAAAAAIjA/c722G3GIC-g/s1600/IMG_2546.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PnZU5OOg2RM/TxanWsYTDSI/AAAAAAAAIjA/c722G3GIC-g/s200/IMG_2546.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698926386795973922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Esta senhora recusa o tratamento de um&lt;br /&gt;cancro, mentindo aos familiares, para levar ao&lt;br /&gt;absurdo a defesa da sua gravidez e do filho.&lt;br /&gt;É mais amiga da vida alheia do que dela mesma,&lt;br /&gt;no fundo suicidando-se em contradição à elegia da&lt;br /&gt;vida. Parece querer acabar com&lt;br /&gt;a lei do aborto, abortando-se e sem ter garantias&lt;br /&gt;de que o filho vive bem, sem ela, e a substituta.&lt;br /&gt;Estas novelas têm, assim, mensagens subliminares&lt;br /&gt;que configuram uma humanidade patológica,&lt;br /&gt;cega por mitos e cânones, decisivamente&lt;br /&gt;antropofágica. Em cadeia, três ou quatro&lt;br /&gt;por cada noite de impaciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-T2MRnijuux4/TxanftrY5TI/AAAAAAAAIjM/QCVURuWibao/s1600/IMG_2545.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 122px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-T2MRnijuux4/TxanftrY5TI/AAAAAAAAIjM/QCVURuWibao/s200/IMG_2545.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698926541763306802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Este senhor, enfermeiro, é irmão da senhora&lt;br /&gt;grávida. Desvia um ventilador e põe a vítima&lt;br /&gt;inconsciente, em assistência artificial, esperando&lt;br /&gt;o fim da gravidez: ambos, obviamente&lt;br /&gt;psicopatas, esperam assim a&lt;br /&gt;consolidação e o nascimento do bebé.&lt;br /&gt;Não sei como acaba essa história,&lt;br /&gt;mas por mim, em coerência, ela devia morrer&lt;br /&gt;sem o benefício almejado de abraçar o filho&lt;br /&gt;oxigenado numa simulação comatosa&lt;br /&gt;da mãe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-2731195934150318009?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/2731195934150318009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=2731195934150318009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/2731195934150318009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/2731195934150318009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2012/01/mais-reles-diabolizacao-das-telenovelas.html' title='A MAIS RELES DIABOLIZAÇÃO DAS TELENOVELAS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EU4RuUkstE8/Txa4yXI_cGI/AAAAAAAAIks/xKoU78X-Cus/s72-c/IMG_2544.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5954362057253642946</id><published>2012-01-17T13:57:00.007Z</published><updated>2012-01-17T16:34:04.528Z</updated><title type='text'>QUE NÃO PENSAR É ESTE PENSAR TÃO ÓBVIO?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A fala é um gesto facial parcialmente engolido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ja9NTvRYVv0/TxV_Rkt14nI/AAAAAAAAIio/qr2eolqHi0Q/s1600/IMG_2541.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 335px; height: 378px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ja9NTvRYVv0/TxV_Rkt14nI/AAAAAAAAIio/qr2eolqHi0Q/s400/IMG_2541.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698600843397685874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que parecia coisa assente era a de que «só consegue pensar quem é capaz de articular palavras.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diz-nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ana Gerschenfeld: &lt;/span&gt;A mente humana terá surgido&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;graças&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a uma capacidade inata para a linguagem falada? O psicólogo propõe uma narrativa da origem da linguagem e do pensamento radicalmente diferente do que estipula a linguística moderna. O credo que Noam Chomsky&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;enunciou há 50 anos poderá estar a abrir brechas. A obra recente de Michael Corballis (Universidade Auckland&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nova Zelândia)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;intitulada&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The «Recursive Mind&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;origins&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;of Human Language&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Thought, and Civilization»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aborda, na perspectiva da psicologia experimental, comportamentos humanos ao nível da linguagem. Aí se lê que os neandertais eram tão inteligentes como nós, capazes de de pensar e comunicar e de comunicar espontaneamente, embora de forma não verbal. Aproxima os chimpanzés, em certa medida, desta condição&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Corballis defende&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não só que as origens da linguagem humana são gestuais e não vocais, mas que o pensamento não precisa&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;da linguagem&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;para surgir. Isto estabelece um corte importante com a ideia defendida até há pouco, a de que sem linguagem não pode&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;haver pensamento&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tendo este surgido por capacidades verbais inatas do homem, mercê de uma evolução recente, repentina e única na história das espécies.&lt;br /&gt;Corballis, falou recentemente em Lisboa e disse que era preciso reposicionar os seres humanos modernos numa perspectiva de continuidade natural com a evolução da vida na Terra. Em entrevista publicada no Público, aquele psicólogo considerou que não é a fala que nos torna humanos. «É verdade que a linguagem é algo que apenas temos nos humanos, mas acho que não precisa de ser falada. A linguagem gestual é tanto uma linguagem como a fala.»&lt;br /&gt;Existe um grande debate à volta disto, entre os especialistas que se revêem em Chomsky e os que estão mais próximos das ideias de Everett. Há quem pense, por exemplo que a estrutura recursiva da linguagem surgiu quando a escrita apareceu. (...) Jornal: Ou seja, caímos na armadilha  de pensar que o nosso próprio pensamento é linguístico, porque tanto temos jeito para rotular as nossas imagens mentais? «Sim, acho que caímos nessa armadilha. Mas eu acho que o pensamento, de forma mais provável, foi sendo composto de pantominas, dessa forma de imaginar os acontecimentos como se estivessem a acontecer».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É talvez preciso começar a encarar, mais profundamente, o papel da percepção visual, pois ele activa muito antes de haver gritos organizados. Ver um animal caçável pressupõe o gesto que aponta, o gesto que mata. A imagem é mãe de muitos dos mais importantes e vários aspectos mecânicos, orgânicos e estruturais da (das) linguagem. Como seriam verbalizadas as figuras representativas da linguagem gráfica egípcia?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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Desde a reforma de 76/79 que têm sido efectuadas as mais variadas experiências, estudos de renovação, provocações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e revisitações à tapeçaria de raíz clássica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;numa longa viagem que nunca teve, senão desta vez em Portalegre, um reconhecimento público&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);"&gt;através das actividades mais avançadas daquela instituição&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Artes&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Plásticas&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sim, a decrescer. Desenho e design também. Mas é preciso coleccionar bons acervos destas linhas de formação tendo em vista a montagem de exposições bem contextualizadas e explicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem leite derramado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-1336054991578795242?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/1336054991578795242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=1336054991578795242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1336054991578795242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1336054991578795242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2012/01/europa-tem-de-mamar-em-solidariedade.html' title='A EUROPA TEM DE MAMAR EM SOLIDARIEDADE'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9I7ydsUUM8I/Tw7sbCZNpHI/AAAAAAAAIhQ/5J1PWqsIPJs/s72-c/IMG_2536.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-782203786474385054</id><published>2012-01-08T14:29:00.011Z</published><updated>2012-01-16T22:45:36.341Z</updated><title type='text'>COLISEUS COM RELVA E GLADIADORES NO SÉC XXI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-_f8RZ9v4hYQ/TwmrD-qfblI/AAAAAAAAIhE/cL9e573mwyI/s1600/IMG_2523.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_f8RZ9v4hYQ/TwmrD-qfblI/AAAAAAAAIhE/cL9e573mwyI/s400/IMG_2523.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695271288635878994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-2Qc0jCOYvyI/TwmqdaeMeQI/AAAAAAAAIg4/nyNB2iFX-aA/s1600/IMG_2524.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 204px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2Qc0jCOYvyI/TwmqdaeMeQI/AAAAAAAAIg4/nyNB2iFX-aA/s320/IMG_2524.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695270626085599490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não há forma de olhar para a violência destes «gladiadores» sem nos lembramos de outros (igualmente do nosso tempo mas menos disfarçados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;). &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No caso do rugby (futebol americano), toda a patética blindagem dos jogadores é uma defesa que apenas excita maiores expedientes tácticos de brutalidade: não há desporto, não há verdadeiro respeito pelo ser humano como personagem de um jogo, o espectáculo é avassalador no Coliseu contemporâneo.&lt;br /&gt;O futebol que se pratica em Portugal e um pouco por todo o mundo, enferma dos mesmos males, apesar de parecer mais leve e as defesas do corpo serem mínimas, limitando-se às caneleiras para as pernas. O espaço onde se joga é um recinto rectângular, com chão relvado, e grandes bancadas em volta, por vezes separadas do campo por valas ou redes de contenção do público. Porque a evolução deste espectáculo industrializado tribalizou muito os grupos, tornou-os rivais e não adversários desportivos, promoveu a criação de claques agressivas que saltavam para o relvado e chegaram a provocar verdadeiras catástrofes, tendo sido a Inglaterra o país que mais legislou sobre o assunto e tomou medidas radicais com a proibição das claques organizadas em grupos capazes da prática do vandalismo e de agressões premeditadas aos adeptos de outras equipas.&lt;br /&gt;É uma espécie de carnificina, sem equilíbrio nem ritmo, o que os espectadores de futebol vão, parece  que em jeito de catarse, olhar e seguir nos nossos estádios. O endeusamento dos «gladiadores» do futebol exacerba tudo em volta e a própria engenharia financeira de compra e venda de «intérpretes» funciona na mais promíscua das trocas e especulação de um lado para o outro. É suposto haver regras no futebol. E não são poucas. Equipas de arbitragem seguem de perto toda a partida e zelam pela marcação de faltas que contribuam para um jogo mais leal e menos lesivo da própria estética que envolve. Há países, em especial a Inglaterra, espaço de origem do futebol, em que os treinadores e as equipas primam, em larga medida, por disputas territoriais de malha larga, com precisão nas trocas de bola e mesmo na corrida de combate ou nos cruzamentos sobre a grande área. O que vemos, nesses casos especiais, são jogos de forte personalidade atlética em bons espectáculos de futebol, um ritmo bem balanceado entre estruturação e ataque, descongestionamentos na boa conta das lateralizações, tudo em ordem a que a violência corpo a corpo a corpo não se verifique ou não seja mais do que afloramentos sem dolo.&lt;br /&gt;Em Portugal, para não falar noutras áreas da chamada latinidade, o investimento no futebol é desproporcionado e a cultura pela excelência um mito, incluindo treinadores (os «misters») e tropas de defesa e ataque, desde portugueses a reforços internacionais de grande cotação na respectiva bolsa de valores. Uma certa corrupção indisfarçável capeia em alguns recintos e linhas «tribais mistas». O arrebatamento é mal travado, os árbitros não conseguem fazer escola, os dirigentes especulam  com as mediatizações. E o que vemos no terreno é um péssimo futebol, onde estiolam jogadores bons, por vezes bandos de gladiadores a perseguirem o condutor da bola, corridas tolas, sem nexo nem bom fim, tudo se misturando numa pequena área do campo. Cruzam-se pontapés de ameaça, outros de desconcerto, muitos corpo-a-corpo em que os jogadores disputam a vantagem sobre a bola com prisões às camisolas, travagem com braços e pernas, assim durante quase toda a partida, com lesões, paragens infinitas, faltas de cartão amarelo ou vermelho, abundância de livres e infracções graves para penalti, casos de indecisão e disputa verbal contra a marcação do erro ou contra a sua improbabilidade.&lt;br /&gt;Para abreviar, o futebol praticado desta maneira, nada tem a ver com desporto ou espectáculo. Tudo se passa numa arena de lutas e assombrações. E o que me faz assinalar esta questão, apelando para se estudar a melhoria do jogo e das regras, é justamente por pensar que o corpo dos jogadores está cada vez mais exposto à barbárie pela vitória, sendo fácil listar os «crimes» cometidos ao longo de um ano.&lt;br /&gt;Proponho daqui, é apenas um acto de cidadania, que se implemente um futebol (novo) em que não seja permitido o contacto físico jogador a jogador, apenas dispensando de sanções ocasionalidades óbvias. Isto permitiria civilizar e abrir o jogo, o qual passaria a ser feito em maiores áreas de avanços e recuos por troca de bola. Esta concepção de um outro futebol teria certamente um vasto incremento do apuro técnico e físico dos intérpretes, menos recurso à fraude e quesílias, a par&lt;br /&gt;de aprofundamento das linhas de arbitragem e do ritmo e da beleza de um jogo cuja matriz mais evoluída é alinhada, com efeito, por esta perspectiva prática e teórica, a registar em regras adequadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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As posições a este respeito têm evoluído em vários campos de investigação, sobretudo no domínio da física quântica. A organização  europeia de investigação nuclear (CERN) gastou mais de 10 anos para construir o LHC, o maior e mais potente colisionador de partículas do mundo, instalado num túnel de 27 quilómetros, debaixo do chão, a cem metros de profundidade. Está situado perto de Genebra, na fronteira franco-suiça. O LHC levou década e meia a conceber e a desenvolver, a construir e a montar, estando agora a operar, com resultados na física, desde Março do ano passado.&lt;br /&gt;Esta estranha máquina, perante a qual a Ficção Científica parece coisa menor, tem em vista, por aceleração nuclear e velocidades calculadas para colisão de partículas sub atómicas, procurar o que a teoria parece ter estabelecido a fim de explicar o mundo material e as suas leis: a existência de uma partícula invisível, (como que não existente)a qual foi nomeada Bosão de Higgs. Na verdade, apesar de ter sido previsto há mais de três décadas pelo físico que lhe deu o nome, para explicar esse passo fundamental que é a aquisição de massa pelas outras partículas, o Bosão de Higgs nunca foi encontrado. Nas últimas décadas, os físicos do CERN procuraram sem descanso esta partícula. Isso tem sido feito através da colisão de outras partículas no Large Electron Positron, antecessor do LHC. Com este novo dispositivo e com as experiências nele desenvolvidas, os cientistas pensam encontrar, em 2012, o Bosão de Higgs ou, como se diz popularmente, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;partícula de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje será comunicado ao mundo o ponto em que estão as investigações após um total de quatrocentos mil milhões de colisões, havendo, segundo se crê, indicações estimulantes. A prova da colisão que se espera obter explicará uma cadeia de fenómenos capazes de sustentarem a aquisição de massa pelas partículas conhecidas e a ordem dos desenvolvimentos físicos, no espaço e no tempo.&lt;br /&gt;Para alguns cientistas, aquela partícula infinitesimal, em colisão reveladora, será a própria coisificação de Deus, mesmo invisível. A relação entre um Deus impalpável e criador de todas as coisas com esta minúscula centelha capaz de desencadear a dinâmica das outras partículas e de  todas as somas cósmicas em movimento. Sendo pouco, é muito ou é Tudo. Nunca passará de um símbolo, não de uma inteligência suprema na omnisciência e omnipresença consagradas por algumas religiões. O nome e a indução da descoberta são humanos, Deus também, mas a finita humanidade passará a dispor de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jogo inicial &lt;/span&gt;donde extrairá melhores indicações para a formatação de um como inenarrável para esta aventura em que acabaremos por desaparecer sem alcançar a transcendência de um pai universal.&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: normal;"&gt;Dados extraídos, em parte do Diário de Notícias, textos de Filomena Nave&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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Tratava-se da descoberta, em Lagos, de um cemitério de escravos, alguns enterrados sem grande cerimónia, os que morreram antes de partir, certamente, não os outros, porque esses nunca voltavam.&lt;br /&gt;Creio que os negreiros que caçavam esta gente o faziam perto da costa da Guiné, era mais perto e bem mais rendoso. Trazidos para o sul de Portugal, os escravos, presumo ser necessariamente aí que os apuravam duramente no sentido de os valorizar em termos de comércio, do outro lado do Atlântico. Não vou confirmar nada disto porque, a partir da certeza arqueológica, o resto vem de longe dentro das nossas almas reencarnadas e hoje somos de novo testemunhos de mais escravatura, outra, menos regulada e mais aterradora. África ainda ganha o vértice da maioria, mas entretanto as coisas confundiram-se entre guerras e fomes e falsas independências. Os Tuiti e os Undo, há bem pouco tempo, mostraram-no à saciedade, entre notícias escorreitas, apesar dos corpos, em dois meses, terem obstruído um rio de importante caudal. Os escravos dos escravos, delineados em etnias, ainda sentem o direito à liberdade, agora não dos exércitos brancos, agora dos seus próprios irmãos de raça. É outro tipo de escravatura, quando é.&lt;br /&gt;Na velha Europa em decadência, que talvez só agora esteja a reflectir e perda dos impérios e da decisiva mão de obra da escravatura, as relações humanas perdem em cultura o que ganham através de diversos tráficos, processo entre irmãos mafiosos, para trabalhos forçados nas quintas espanholas, enviesadamente na construção civil, ou para servirem, ainda tenros, nos negócios da expurgação e venda de órgãos  logo prontos para entrega nos Centros de transplante.&lt;br /&gt;Na imagem em baixo, o esqueleto mostra sinais de manietamento, embora essa prisão não tenha sido feita com objecto de metal, como correntes, mas muito provavelmente com cordas. Vários esqueletos foram encontrados assim no local. A descoberta arqueológica, dizem, é importante e abre vários campos de pesquisa.&lt;br /&gt;E agora? Isso é relevante?&lt;br /&gt;Estaremos perto de mais um património &lt;span style="font-style: italic;"&gt;material &lt;/span&gt;da humanidade, assinado pela Unesco?&lt;br /&gt;Porventura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-4333750606159053477?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/4333750606159053477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=4333750606159053477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4333750606159053477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4333750606159053477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/12/os-escravos-que-nos-habitam-alma.html' title='OS ESCRAVOS QUE NOS HABITAM A ALMA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-h7g8rMCZAKE/TuXn3SuP_GI/AAAAAAAAIeM/RMAdL6WFbZQ/s72-c/IMG_2452.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-8133245756326275955</id><published>2011-12-04T15:49:00.006Z</published><updated>2011-12-13T11:49:25.974Z</updated><title type='text'>PORTUGAL: A  FRONTEIRA OCIDENTAL DA EUROPA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-qVbwr1nbckQ/TtuW_nekYeI/AAAAAAAAId0/-YT5Kuzkp9M/s1600/IMG_2443.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qVbwr1nbckQ/TtuW_nekYeI/AAAAAAAAId0/-YT5Kuzkp9M/s400/IMG_2443.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682301374531133922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-skOUp8yBpBg/TtuW4l0RnbI/AAAAAAAAIdo/lKaMHL08bK8/s1600/IMG_2445.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 393px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-skOUp8yBpBg/TtuW4l0RnbI/AAAAAAAAIdo/lKaMHL08bK8/s400/IMG_2445.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682301253826223538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Foi Fernando Pessoa quem antecipou o que a geografia mostrava sem eufemismos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;Ele o disse&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;na mensagem da sua poética&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Portugal é o rosto da Europa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;A grande&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;manobra financeira que veio sobrepor-se, entre  perdas, à memória histórica e geográfica da Europa&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;tudo  sob uma moeda única, o euro, diluídas as fronteiras, concentradas as nações na ideia de União&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;Era um dos mais arrojados projectos no âmbito da realidade contemporânea. Mas, para além dos grandes fundadores, os tratados sucessivamente instituídos nunca foram amplamente aprovados pelas populações; e o referendo, grande instrumento democrático&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;escassamente usado&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;nos vários pontos onde a voz do povo deveria assim ser consultada&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;teve votações negativas, acabando pateticamente por ser repetido até que a pressão política se encarregou de desfazer a teimosia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;«de quem mais ordena»&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;Aquilo que pode ser, bem, o colapso do capitalismo (pelo menos na sua forma actual) veio assolar o mundo sob o peso ruinoso da globalização. Era a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;crise.&lt;/span&gt; A Europa utópica tremeu. As assimetrias aceites em solidariedade e projecto de partilha passaram a secar no quadro das evidentes fracturas de interesse e grandeza. A incompetência dos políticos tornou-se notavelmente evidente, enquanto o chamado eixo franco-alemão (donde vem esta palavra?) se sobrepôs aos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;órgãos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;estruturais da União&lt;/span&gt;: &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sarkozy e Angela Merkel uniram os trapinhos dos respectivos interesses e calendário eleitoral, multiplicando-se em encontros supremos, assíduos, após os quais aquele bizarro casal de trabalho (sem legitimidade institucional) declarava novas ideias e novas decisões. Merkel tem vindo a abusar dos avisos aos que revelem menos ordem e menos disciplina (só financeira?), sempre a insistir, em mero disfarce&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;nos países da periferia&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;logo chamados &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;periféricos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coisas menores, gente pobre e sem capazes  métodos de vida comunitária. Falou-se em abandono da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;periférica &lt;/span&gt;Grécia, da sua saída do euro, hipótese que parecia envolver toda a periferia, criando-se duas velocidades para a mobilidade progressiva da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;Europa&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;A catástrofe começou a ser anunciada, nessa ou noutras formas&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt; como próxima&lt;/span&gt;.&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; mundo agita-se, os resgates de países em dívida denegam os princípios, e a Alemanha, discordando de tudo o que pode pedir-lhe um sacrifício&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;solidário, ajuda&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;à perda, às contradições silenciosas, ao reforço da ideia de uma periferia minimizada e talvez dispensável. No que mostra sobrepor aos outros uma ideia centralista das fronteiras políticas e geográficas deste grande espaço, no qual uma boa parte da história universal foi fortemente influenciada pelos países mediterrânicos, a sul, e pelo lado de Portugal e Espanha, sendo o primeiro, claramente, com toda a sua importância dantes e hoje&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;durante quase nove séculos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;a fronteira (a costa)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;ocidental da Europa&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;E isto deve começar a entrar na cabeça&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;da chanceler da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;Alemanha&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;É deste lado&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;que muitas coisas foram outrora pensadas e executadas, devendo passar a haver mais treino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;quanto à  ideia de mudança. Mudar tratados não é como mudar um copo de um lado da mesa para outro lado dela, pois dessa forma tudo fica na mesma ou muito perto disso. O que importa é&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt; fazer diferente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;E para isso torna-se imperativo deitar para o lixo as instituições rapaces de notificação, porque esse é que é o reino da periferia mal escondida, que nos degola na maior conspiração de sempre. E não é uma conspiração da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;teoria, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;é o rompimento da ganância e das distorcidas áreas de corrupção. Antes que a Alemanha, e a própria França, fiquem cercados de periferias sem nome, os órgãos europeus devem tomar medidas de respeito mútuo, reconhecendo que à costa ocidental da Europa (fronteira secular e aberta ao futuro, pelo Atlântico fora) é parte importante da História do espaço de civilização avançada, pós colonial, este nosso caminho de ligação entre as Américas e a União, periferia dourada, incluindo a costa voltada a sul mas pertencente à mesma  coesão geográfica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Considerações em torno de uma recente entrevista televisiva de Pedro Bidarra, defensor desta tese&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-8133245756326275955?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/8133245756326275955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=8133245756326275955' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8133245756326275955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8133245756326275955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/12/portugal-costa-ocidental-da-europa.html' title='PORTUGAL: A  FRONTEIRA OCIDENTAL DA EUROPA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qVbwr1nbckQ/TtuW_nekYeI/AAAAAAAAId0/-YT5Kuzkp9M/s72-c/IMG_2443.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-4696691634176340651</id><published>2011-11-25T14:13:00.009Z</published><updated>2011-11-26T17:54:34.486Z</updated><title type='text'>EDUARDO BATARDA, OBRA  E SUAS MUTAÇÕES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-LblmQeS2YvU/Ts-m1RwBMpI/AAAAAAAAIc4/ohQm49jZpWo/s1600/IMG_2432.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 161px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-LblmQeS2YvU/Ts-m1RwBMpI/AAAAAAAAIc4/ohQm49jZpWo/s400/IMG_2432.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678941089365570194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EDUARDO BATARDA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nasceu em Coimbra em 1943. Filho de professores universitários, começou por estudar Medicina. Mas foi na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa que havia de estudar pintura, passando depois mais três anos no Royal College of Arts, em Londres. Na década de 60, as suas aguarelas pop mexeram com o mundo artístico nacional. O seu humor corrosivo e a ironia acutilante traçaram um percurso que só veio a romper-se nos anos 80. De lá até hoje, cada vez mais monocromático e austero, Eduardo Batarda manteve a singularidade da figura fundamental que representa na arte contemporânea portuguesa. Depois de ter sido galardoado com o Grande Prémio EDP, Serralves dedica-lhe a partir do próximo sábado, dia 26, uma grande retrospectiva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;citado da revista&lt;/span&gt; Única &lt;span style="font-style: italic;"&gt;do Expresso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-zfyH-iicDxE/Ts-jHkk_o4I/AAAAAAAAIcg/1YQS5VIDVfw/s1600/IMG_2430.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zfyH-iicDxE/Ts-jHkk_o4I/AAAAAAAAIcg/1YQS5VIDVfw/s400/IMG_2430.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678937005610738562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As obras que deram a Eduardo Batarda um lugar súbito e relevante na pintura portuguesa, entre os anos 60 e 80, partem de representações pop, trabalhadas a tinta da China e aguarela, com recurso a uma iconografia agressiva, vinda sobretudo da banda desenhada e das conquistas da sociedade de consumo, vaidades vãs, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;adolfes&lt;/span&gt; pequenos, suásticas voando, céus líquidos onde os papagaios flutuavam, anjos toscos, sibilinos, além de abutres conjugados com bandeiras, larvas, heróis americanos, de lá ou da Inglaterra, em dissolvência com fantasmas das mitologias locais e jogos perversos já então anunciados.&lt;br /&gt;Eduardo Batarda passou por se divertir com essa produção e é verdade que ainda o vi, nas aulas da ESBAL, riscando com destreza linhas surpreendentes e figuras ainda mais no suporte de papel. Bonecos de sarcasmo  e figuras caricaturais, da finança, da política ou das forças armadas. Tudo em composições que abarrotavam de sinais e símbolos, esquartejadas pela ironia de um imaginário muito raro entre nós, mesmo quando o humor era pedra de toque da nossa cultura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-VcjLk9KiVNo/Ts-jBNXo5wI/AAAAAAAAIcU/QdPrsl5csI4/s1600/IMG_2433.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-VcjLk9KiVNo/Ts-jBNXo5wI/AAAAAAAAIcU/QdPrsl5csI4/s320/IMG_2433.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678936896301491970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir dos anos 80, e tendo o artista assumido a docência na Escola Superior de Belas Artes do Porto, hoje, a par da de Lisboa, integradas como faculdades no Ensino Universitário, Universidades do Porto e de Lisboa. As grandes mutações da obra de Batarda começaram próximo deste ciclo. O artista passou a abordar o recorte de planos sobrepostos, aproximando-se de tons pardos e em continuidade.  Essa sua produção está a viver de forma plena, mutável, embora não nos faça esquecer, nem a primeira parte deste percurso nem a grandeza dos espaços negros onde surgiam, a branco e de forma algo porosa, traçados arquitecturais, bolbos suspensos, esboços de objectos cuja origem nos agarrava de forma obscura, e ainda coisas da mecânica arqueológica, sempre num projecto inconcluso, corolas de flores perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-L_BaBqWm8s0/Ts-i5SLC2ZI/AAAAAAAAIcI/vIycqlg7CfM/s1600/IMG_2431.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 182px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-L_BaBqWm8s0/Ts-i5SLC2ZI/AAAAAAAAIcI/vIycqlg7CfM/s320/IMG_2431.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678936760151890322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em recente entrevista concedida à revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Única, &lt;/span&gt;Batarda falou amplamente de si, procurando defender a sua viragem e a problemática que decide a sua pintura actual. Mas falou também da condição dos autores em Portugal, do esquecimento e das presenças mitigadas, ser ou não ser citado no  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;art World, &lt;/span&gt;entre a análise acutilante do que é preciso fazer para triunfar e ter sucesso específico em Portugal. Ele não está esquecido, tem agora a sua grande consagração, mas é verdade o que diz no que respeita às cedências públicas e publicitárias, no trajecto do tráfico de influências que nos cerca todos.&lt;br /&gt;Muito bela foi a sua homenagem ao trabalho da filha, a actriz Beatriz Batarda, bem como as afirmações destacadas de que acredita na literatura e na arte, em todas as coisas que o comovem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-4696691634176340651?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/4696691634176340651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=4696691634176340651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4696691634176340651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4696691634176340651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/11/eduardo-batarda-obra-e-suas-mutacoes.html' title='EDUARDO BATARDA, OBRA  E SUAS MUTAÇÕES'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LblmQeS2YvU/Ts-m1RwBMpI/AAAAAAAAIc4/ohQm49jZpWo/s72-c/IMG_2432.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6298730016515576323</id><published>2011-11-24T15:45:00.006Z</published><updated>2011-11-26T17:50:01.789Z</updated><title type='text'>UMA PRIMAVERA DIFÍCIL NO NORTE DE ÁFRICA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-dGm1dOE29Ys/Ts5-V3nrtsI/AAAAAAAAIb8/gzctZj6CSBE/s1600/IMG_2427.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 244px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-dGm1dOE29Ys/Ts5-V3nrtsI/AAAAAAAAIb8/gzctZj6CSBE/s400/IMG_2427.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678615094333519554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Depois da Tunísia, reformatada em democracia, os países da região trovejam em nome da liberdade e da Primavera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"&gt;na rangente e princial praça da capital da Síria, ainda na Líbia, outra vez no Egipto, onde se fala em duas revoluções, a primeira dirigida à queda de Mubarak, a segunda para exigir que o Supremo Conselho Militar deixe de vez o poder, entregando-o ao governo de transição e apressando as eleições para a Assembleia Constituinte. De novo a luta assimétrica entre o povo e um cinismo bélico dos militares que bombardeiam as multidões e anunciam actos mais significativos, em nome da ordem democrática, lá para Julho de 2012. Como se pode esperar esse engano? O que vemos na imagem acima é a luta da segunda revolução, é o sangue que salpica o pó e um derradeiro gesto na direcção de palavras escondidas que tombaram dos manuais de luta sobre o piso revolvido. Dia após dia, este povo quer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ordenar&lt;/span&gt;, insiste em resistir, acredita nos exemplos já iniciados em volta das suas terras.&lt;br /&gt;Estranhamente, a retirada Europa não sabe o que fazer de si mesma, nem que ordens pode derramar sobre antigas colónias, sonhos perdidos, vivendo agora a sua própria cotacão em torno do euro, alheia à solidariedade que apregoou e que recusa entretanto à proclamada União, entre uma Alemanha intrigante na teimosia  da recusa e uma França que já se esqueceu de antigas humilhações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-6298730016515576323?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/6298730016515576323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=6298730016515576323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6298730016515576323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6298730016515576323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/11/uma-primavera-dificil-no-norte-de.html' title='UMA PRIMAVERA DIFÍCIL NO NORTE DE ÁFRICA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dGm1dOE29Ys/Ts5-V3nrtsI/AAAAAAAAIb8/gzctZj6CSBE/s72-c/IMG_2427.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-3824469615434287404</id><published>2011-11-24T13:37:00.005Z</published><updated>2011-11-26T17:48:02.370Z</updated><title type='text'>O PATRÃO  DOS  PATRÕES, GREVE  GERAL HOJE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-qUTxT2ct3zo/Ts5JH-q77XI/AAAAAAAAIbk/vAOVqakTwVo/s1600/IMG_2426.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-qUTxT2ct3zo/Ts5JH-q77XI/AAAAAAAAIbk/vAOVqakTwVo/s320/IMG_2426.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678556581591772530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carvalho da Silva&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt; cerca de 40 anos no poder&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não se compreende muito bem, sobretudo no domínio sindical e de acordo com a sua mobilidade própria, que este homem seja a figura de ponta no vértice de comando, Secretário Geral, há mais de 40 anos, na CGTP. Presumo que é votado pelos trabalhadores sindicalizados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;nos sindicatos dessa Central&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;em&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;pe&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ríodos regulares e regulamentados, numa ampla maioria repetida, sem adversários, nem mesmo de acordo com um sucessor que Carvalho da Silva fosse apontando, concorrente mais novo e mais apetrechado para encarar um sindicalismo modernizado. Desde há dias que as vozes tremendistas vão, como é hábito, anotando razões e possíveis consequências: greve geral «porque alguma coisa tem de ser feita». «Os trabalhadores estão indignados». «Muitos trabalhadores não vinham aos plenários; agora participam e vêm-nos perguntar se podem parar mesmo não estando sindicalizados» (F.Gomes, CGTP). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;«Há muita revolta e pânico&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;». Os directores mantêm os privilégios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt; e, para os outros, «toma lá os sacrifícios&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;». «&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O governo tem tentado dividir os trabalhadores.» «O que deveria era mobilizar todos e dividir os sacrifícios de acordo com o que cada um tem. Mas não». «Se a greve não surtir efeito e se não se entrar em diálogo social a sério, as coisas tenderão a endurecer».&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Este tipo de discurso não se baseia em verdadeiras análises&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;da situação, não tem uma consistente base científica, está estratificado no slogan e na gíria da ameaça. Daqui não se está a barafustar contra o direito à greve: o que se propõe é que os quadros se renovem e que a relação com os trabalhadores seja clara e pedagógica. Os patrões podem ser derrubados, em nome das bases, como diria Otelo, mas os problemas do mundo, neste século, vão ter outras exigências e outros níveis de profundidade, mesmo que a cultura e o equilíbrio social se diluam na massificação. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-3824469615434287404?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/3824469615434287404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=3824469615434287404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3824469615434287404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3824469615434287404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/11/o-patrao-dos-patroes-greve-geral-hoje.html' title='O PATRÃO  DOS  PATRÕES, GREVE  GERAL HOJE'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qUTxT2ct3zo/Ts5JH-q77XI/AAAAAAAAIbk/vAOVqakTwVo/s72-c/IMG_2426.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5327878943634593289</id><published>2011-11-10T18:47:00.006Z</published><updated>2011-11-16T11:20:49.499Z</updated><title type='text'>JOANA SANTOS ÀS VOLTAS COM OS BRASILEIROS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-5oek_YM5hq4/TrwiR00-lDI/AAAAAAAAIbQ/BmD0AglHBPQ/s1600/IMG_2382.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-5oek_YM5hq4/TrwiR00-lDI/AAAAAAAAIbQ/BmD0AglHBPQ/s320/IMG_2382.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673447320213951538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joana Santos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por muito que os modelos comerciais destruam a verdadeira qualidade que as novelas podem ter, ao certo sabemos, contudo, haver em Portugal uma grande quantidade de actores potenciais ou de facto bons: os audio-visuais afundam-se em horas e horas de publicidade, o cinema está a ser atacado pelos corredores comerciais, o paleio do entretenimento, o gosto do público, tudo contra a expressão de maior profundidade, o vínculo a um património universal feito de autores e de obras sublimes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joana Santos distinguiu-se numa recente novela da SIC. Olhar o seu rosto quando mudava em silêncio a expressão de falso júbilo para um ódio calculado era uma experiência de grande absorção e interesse intelectual. É esse talento, essa medida, essa especial mudança de registo, que devemos louvar e cultivar. A arte de representar (no caso das artes temporais) deve munir-se de meios para criar referências cada vez mais nobres. A actriz Joana Santos foi considerada ideal para o papel de Júlia Matos, papel já assumido por Sónia Braga, na novela de de Gilberto Braga. A actriz portuguesa está naturalmente entusiasmada e consta que, na relação produtiva Portugal/Brasil, frequentará aulas e orientações para o seu trabalho. É certo que não confio muito nos brasileiros, apesar do êxito das suas telenovelas, e por isso receio que a qualidade nata de Joana Santos seja inquinada por lances e maneirismos infecciosos. O Brasil é um país que amamos, bem como, em geral, os brasileiros, mas a estagnação de novelas com bandas de som estereotipadas, cenas arrastadas para suportarem canções de fundo (afinal a morderem o primeiro plano), tudo isso, as misturas decorativas, as histórias dentro da história, Ad hoc, tudo isso, enfim, vai fazendo «escola» na nossa televisão, a TVI, a SIC. Há toda uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;teoria &lt;/span&gt;para este campo de criação que está por explorar. Quanto a servir o prato de que o público gosta, isso é um simples embuste. O gosto educa-se, faz-se evoluir, não se cristaliza em modelos fossilizados.&lt;br /&gt;A maior lucidez para Joana Santos, que já fez provas convincentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5327878943634593289?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5327878943634593289/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5327878943634593289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5327878943634593289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5327878943634593289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/11/joana-santos-as-voltas-com-os.html' title='JOANA SANTOS ÀS VOLTAS COM OS BRASILEIROS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5oek_YM5hq4/TrwiR00-lDI/AAAAAAAAIbQ/BmD0AglHBPQ/s72-c/IMG_2382.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-3909517662654056958</id><published>2011-11-05T14:29:00.007Z</published><updated>2011-11-06T11:09:31.885Z</updated><title type='text'>O HOMEM QUE ABALOU OS SENHORES DA EUROPA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-iWlLKNPwc6g/TrVJFn8w4pI/AAAAAAAAIbE/-dG9FaWv2nE/s1600/IMG_2368.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iWlLKNPwc6g/TrVJFn8w4pI/AAAAAAAAIbE/-dG9FaWv2nE/s400/IMG_2368.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671519666715026066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-6B7CrOhxyKM/TrVI92ckK2I/AAAAAAAAIa4/PJ11Bo9lG68/s1600/IMG_2369.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6B7CrOhxyKM/TrVI92ckK2I/AAAAAAAAIa4/PJ11Bo9lG68/s320/IMG_2369.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671519533167553378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;directórios da Europa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alguém disse, a propósito da crise em volta do euro: «Eles não sabem o que fazer. Mas a Europa só tem um caminho para sair do pântano da sua escassez e chefes menores. A Europa tem que ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;refundada. &lt;/span&gt;Eis o que parece uma ideia acertada. Porque o desacerto em que se caíu é de tal forma profundo e desrespeitador das regras e instituições europeias, incluindo tratados, onde não se vê nada no fundo da caneca. A Comissão ou o Parlamento praticamente não contam para nada e o directório Merkel/Sarkozy ostracizam o que for preciso para defender a sua parte (parte de leão) e ditam ordens por sua própria iniciativa, sem que se saiba onde está o Presidente (talvez os presidentes) e que passos encobertos os leva aqui e além, lado a lado, com o seu ar patético e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; periférico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, em demanda de novos arranjos, novos modos de manipular o poder. Entretanto, sempre em sufocação, a Grécia mal dava conta dos problemas internos, com uma direita quezilenta e indiferente aos procedimentos para uma verdadeira salvação, país da periferia (como os nórdicos gostam de chamar à malta que bodeja o Mediterrâneo e o Atlântico, a sul). Para essa gente, a periferia, que foi esbulhada da sua cultura produtiva, não tem importância nem verdadeiros direitos, irracionalidade que tem infectado a vida dos países em geral, enquanto a Alemanha mantém, subjacente ao seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;projecto&lt;/span&gt;, relações com os países nórdicos e com todos aqueles que, tendo aderindo à União Europeia sem entrar no euro, são agora enteados do Poder Germânico, vendendo o que podem, governando independências, conservando o gosto pela soberania tantas vezes rasurada.&lt;br /&gt;Perante as dificuldades da Grécia, guardando um tratamento imperial desse país doente, Sarkozy teve o destempero de dizerque  a salvação do euro não passa por resgates inesgotáveis, enquanto a Chanceler da Alemanha vagia: «O euro pode viver perfeitamente sem a Grécia».&lt;br /&gt;E de súbito, depois de reuniões à margem, preparatórias da intervenção no G20, a Grécia lança o caos e o pânico no mundo político e financeiro. Assim titulava o Diário de Notícias a sua primeira página do dia 2. Papandreou determinara um referendo que parecia poder perguntar ao povo Grego se concordava ou não com as novas medidas da troika ou se mantinha interesse em continuar no euro. E o pequeno país do sul (periférico e arruinado) pôs Sarkozy em sentido, com as sobrancelhas mais descaídas que nunca e a  senhora Merkel a andar em círculos. Os chamados mercados, essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;entidade obscura &lt;/span&gt;cujos centros técnicos e tecnológicos a comunicação social&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;não  tem coragem para investgar, fotografando monitores, decisores, nomeando  empresas e gestores em forma de polvo, saltaram de irritação e medo. O  euro está a ser destruído, para um lauto banquete, a longo prazo. De um  momento para o outro, as tão faladas contaminações podem precipitar  tudo, fazer explodir o euro e a Europa, pulverizar as próprias dívidas. É  perfeitamente surreal como a chamada civilização ocidental, tão senhora  de si e dos seus antigos impérios, cerra agora os dentes, puxa  as  orelhas aos seus próprios líderes (incompetentes) e estes convocam  Papandreou a fim  de lhe puxar pelos colarinhos e obrigá-lo a  desdizer-se. Não pode haver referendo, o euro não pode ser posto em  causa por um aleatório juízo popular. Ninguém esquecerá essa vingança ferida  que Papandreou atirou à grande Europa, a dos grandes Mitos e Pequenos homens (entretanto). É que essa gente, pasmada como está, sem inciativa e capacidade refundadora, precisa afinal que a Grécia não saia porta fora e os deixe com uma virose de todo o tamanho.&lt;br /&gt;Aqui se pergunta, por nossa conta, quando é que a Europa se regenera, se refunda, quando entra em verdadeira solidariedade e se liberta de tanta hipocrisia? Quando é que as verdadeiras democracias lutam contra os monstros do dinheiro, as empresas de julgamento AAA lixo, as caprichosas   agências de rating a decretar níveis de miséria por toda a parte, no escândalo dos juros a 80%? E quando é que os grandes países, todos os emergentes fortes  rebentam com todos os offshores, recuperando para o  mundo os biliões de euros e dólares escondidos?&lt;br /&gt;O que aconteceu entretanto, e enquanto a Grécia se encolhe e manobra saídas da sua actual tragédia, foi um aviso laminar. O pânico regressou às bolsas, coisa que podia ser varrida da face da terra, e que me perdoem os economistas tal heresia, pois quem somos nós sem bolsas, sem perdas de dinheiro e de valores por uma espécie de batota?&lt;br /&gt;Mas veja-se: a Grécia apenas não ficou resignada com um perdão que a coloca permanentemente num  limbo de indigência (disse Viriato S. Marques). Tudo está a serenar para uma pasmaceira de morte lenta (se não houver, dentro em breve uma luta a sério) e, como diz Vasco Pulido Valente, a «Grécia pode destruir não só financeira mas politicamente, a União Europeia. O que não deixa de ter uma certa justiça poética, porque a Grécia foi metida quase à força na "Europa" por puras razões políticas. Até Staline, na famigerada divisão que fez com Churchill do império de Hitler, reconheceu que 100 por centro da Grécia ficava para o Ocidente.» E hoje, depois das horas de desprezo e desespero, os europeus, por medo de um provável contágio, pretendem, seja como for, salvar os gregos de si próprios. (V.P.V.)&lt;br /&gt;O pior é que a luz muda de valor, o tempo amortece a vista, e a dificuldade que o pintor sentia  em fixar a beleza instantânea do marmeleiro (no célebre filme de Victor Erice), será maior para os europeus mal comandados, comendo dívida ao jantar, um champagne à mistura, vivendo à custa de um fundo monetário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contrafeito&lt;/span&gt; pelos chineses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-3909517662654056958?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/3909517662654056958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=3909517662654056958' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3909517662654056958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3909517662654056958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/11/o-homem-que-abalou-os-senhores-da.html' title='O HOMEM QUE ABALOU OS SENHORES DA EUROPA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iWlLKNPwc6g/TrVJFn8w4pI/AAAAAAAAIbE/-dG9FaWv2nE/s72-c/IMG_2368.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5866344075414069606</id><published>2011-11-02T13:17:00.003Z</published><updated>2011-11-02T13:34:34.068Z</updated><title type='text'>UMA NOTA CERTEIRA DE BAPTISTA-BASTOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-fW_ZOCalNB0/TrFDlexLfLI/AAAAAAAAIas/gPcRQ_HxvrE/s1600/IMG_2239.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-fW_ZOCalNB0/TrFDlexLfLI/AAAAAAAAIas/gPcRQ_HxvrE/s400/IMG_2239.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670387717029723314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alves Redol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-m7CCXobZB8g/TrFDbbceTnI/AAAAAAAAIag/bhJryPe0OXA/s1600/IMG_2240.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 245px; height: 330px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-m7CCXobZB8g/TrFDbbceTnI/AAAAAAAAIag/bhJryPe0OXA/s400/IMG_2240.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670387544338878066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A MEMÓRIA DOS AMIGOS | &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;EXCERTO DE UMA CRÓNICA DE BAPTISTA-BASTOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«O Governo deixou passar em escuro os centenários de Alves Redol e de Manuel da Fonseca. São dois dos maiores escritores da literatura portuguesa. Mas eram neo-realistas e, por isso, desdenhados pela miuçalha que voeja nos canais da cultura. E o Governo actual não é propriamente um arfante frequentador de livros. Basta ouvi-los. Aquela constante troca de expressão "competitividade" por "competitividade" causa apreensão. Enfim, a verdade é que qualquer dos dois autores nos legou uma obra incomum e algumas obras primas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois livros inesquecíveis: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;BARCA DOS SETE LEMOS&lt;/span&gt;, de Alves Redol&lt;br /&gt;                                             &lt;span style="font-style: italic;"&gt;SEARA DE VENTO, &lt;/span&gt;de Manuel da Fonseca&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5866344075414069606?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5866344075414069606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5866344075414069606' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5866344075414069606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5866344075414069606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/11/uma-nota-certeira-de-baptista-bastos.html' title='UMA NOTA CERTEIRA DE BAPTISTA-BASTOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fW_ZOCalNB0/TrFDlexLfLI/AAAAAAAAIas/gPcRQ_HxvrE/s72-c/IMG_2239.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-4910971040191707495</id><published>2011-10-23T14:50:00.010+01:00</published><updated>2011-10-23T21:02:06.666+01:00</updated><title type='text'>ARTE: NOTA MÍNIMA E INDIFERENTE A TANTOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7do8yIeTL2g/TqQf6fLyQiI/AAAAAAAAIYs/cFUZG04OQrc/s1600/IMG_2170.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7do8yIeTL2g/TqQf6fLyQiI/AAAAAAAAIYs/cFUZG04OQrc/s320/IMG_2170.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666689320802730530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;artista plástica Maria Dulce Bernardes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um importante diário que se publica pela manhã apresentava hoje uma nota de cinco linhas sobre a última exposição da pintora acima apresentada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nota dizia o seguinte e da seguinta maneira: «Está patente até 18 de Novembro, na  galeria da Ordem dos Médicos, em Lisboa, uma nova exposição de pintura de Maria Dulce Bernardes, intitulada "Reflexos em Cidades Alfa"»&lt;br /&gt;É assim que a comunicação social trata uma actividade cultural que se agita, apesar de tudo, durante todas as semanas de cada mês. Não conheço a obra de Dulce Bernardes mas o respeito que ela me merece é inequívoco, quero afirmar desde já. O problema que se coloca, perante fenómenos raros assim, perante a infindável indiferença dos jornais por estas notícias, pode comparar-se à facilidade com que os Lobbies sempre triunfam em tal jogo de influências, de surpreendentes benefícios mediáticos. O problema reside também, contra tal insuficiência informativa, na atenção pueril que os jornais, quase todos, derramam em páginas e suplementos a propósito do eterno futebol, dos grandes acontecimentos verificados na Gulbenkian ou a propósito de algumas bandas que picam sobre o país com os seus gritos e a certeza de uns 30.000 espectadores em plena crise, e ainda acerca de certos artistas em que a aposta parece obrigatória, enfática, habitualmente anterior à própria abertura das respectivas exposições.&lt;br /&gt;Já alguém se perguntou a razão deste estado de escolhas mínimas e indiferentes ou sobre o que dirão, de igual forma, os nossos jornais sobre a abertura de novas exposições (daqui a pouco) em Lisboa, entre 20 de Outubro e 18 de Novembro?&lt;br /&gt;Há problemas ditos menores que revelam a ignorância de muitos directores e operadores de comunicação social; e isso é de facto inquietante, porque acontece num obscuro silêncio oferecido a centenas de escritores e artistas plásticos do país, a par  da resignação a que se habituaram muitos cidadãos perante o uso da televisão por funcionários seus ao publicarem um livro, antes de qualquer apreciação por especialistas. Um ecrã assim prolixo e sem provedor deveria ser mais regulado  quanto ao critério das escolhas aí apresentadas e como e porquê.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-4910971040191707495?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/4910971040191707495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=4910971040191707495' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4910971040191707495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4910971040191707495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/10/arte-nota-minima-e-indiferente-tantos.html' title='ARTE: NOTA MÍNIMA E INDIFERENTE A TANTOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7do8yIeTL2g/TqQf6fLyQiI/AAAAAAAAIYs/cFUZG04OQrc/s72-c/IMG_2170.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7269864832620527535</id><published>2011-10-21T13:58:00.008+01:00</published><updated>2011-10-22T18:10:54.896+01:00</updated><title type='text'>A MORTE DE KADHAFI SOB A RAIVA IRRACIONAL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Dt6NWrxora0/TqFtst-1x4I/AAAAAAAAIYU/rd1y2W__f8Q/s1600/IMG_2150.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 388px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Dt6NWrxora0/TqFtst-1x4I/AAAAAAAAIYU/rd1y2W__f8Q/s400/IMG_2150.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665930421233633154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a ostentação do poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-6pUN_kvMjT4/TqFtmdi389I/AAAAAAAAIYI/wuDqFju4J7s/s1600/IMG_2152.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6pUN_kvMjT4/TqFtmdi389I/AAAAAAAAIYI/wuDqFju4J7s/s400/IMG_2152.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665930313742152658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;instantes da morte de Kadhafi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A vida e a morte na plenitude das suas redundâncias, o poder patético, os golpes impiedosos de gente que nem a sua própria história percebe, embora a esteja, em tais instantes, a torná-la mais viável. Morto &lt;/span&gt;kadhafi, a Líbia pode aspirar a mudanças positivas, se os povos se entenderem quanto às suas necessárias formas de solidariedade constitucional. Hoje, as multidões festejam o fim do ditador. Gritam, enquanto disparam as espingardas para o ar: «Chamava-nos ratazanas, mas ele é que morreu como uma». E morreu em Sirte, sua terra natal, depois de uma perseguição que o fez sair de um esgoto (Fotos da AFO) onde se escondera a título muito provisório. Os revoltosos instaram com ele para que saísse, abrindo fogo. Então Kadhafi saiu da moldura redonda, segurando os símbolos da sua alucinação ditatorial: uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kalashnikov &lt;/span&gt;na mão direita e a pistola dourada na outra. Olhou para a esquerda e depois para a direita e perguntou: «O que é que se passa aqui?» Os rebeldes dispararam de novo, ferindo-o num ombro e numa perna, ataque que o fez tombar. Dois outros tiros atingiram-no no temporal e no peito. O assalto convulsivo ao corpo, com os batimentos mais diversos, é visível num vídeo amador, testemunha que de tanto querer mostrar, oferece-nos um hediondo desfoque de bocados do real, onde uma cabeça ensanguentada rola, é arrastada, aparece e desaparece. Há mais tarde um documento de vídeo em que um homem inanimado e seminu é arrastado pela rua. Fotos da AFO mostram um jovem transportado em ombros por outros homens e ostentando a pistola de ouro que pertencia ao ex-líder da Líbia. Na cadeia destes acontecimentos, vários líbios pintaram a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spray &lt;/span&gt;grafitis em volta dos canos, junto à auto estrada, em que Kadhafi se recolhera. Algumas palavras dizem: «Aqui escondia-se a ratazana Kadhafi. Deus é Grande».&lt;br /&gt;Esta versão dos factos é «contradita» por um outro vídeo em que se vê Kadhafi ensanguentado, ainda vivo, a ser batido e empurrado por rebeldes junto de uma carrinha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pick-up&lt;/span&gt;. São fragmentos temporalmente distintos mas não distantes. Há uma informação de um rebelde que assistiu a tudo e declarou à BBC que Kadhafi foi atingido por alguém com uma bala de 9 mm.&lt;br /&gt;Pouco depois das primeiras imagens, na sequência da montagem televisiva, foi possível ver imagens do cadáver já limpo e que mostravam um ferimento de bala na têmpora. Os médicos que acompanharam Kadhafi na ambulância declararam que ele morreu com dois ferimentos de bala, o primeiro na cabeça e o segundo no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo este detalhe, baseado em jornais de hoje, dia 21, sobretudo do «Diário de Notícias» não procura vilinizar o homem, nem mesmo a convulsão dos circunstantes. Pela minha parte, sei que a maior parte destas questões acabam assim, sem dignidade de parte a parte. Vimos isso com o tratamento na selva do corpo de Savimbi, rolado sobre cartões, cheio de pó e sangue, filmado pela voragem impiedosa dos que se «livravam» de um herói e o mostravam indigno de si mesmo. De resto, o assassinato de Ceausescu, na Roménia, dado quase em directo pela televisão, é outro exemplo eloquente de tais casos. Ninguém desculpa a vida sangrenta e genocida de tais figuras, mas a grandeza de os julhar, mesmo a título póstumo, é respeitar os seus despojos. Não é vão nem pueril escrever estas palavras: o mal não está só nesses personagens, está em cada homem, mesmo quando não o parece. E não inventamos a cremação para acabar com os nossos concidadãos, já mortos, como a Inquisição acabava com antepassados nossos, vivos e na fogueira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Mm0xPKbthbs/TqFte_TISnI/AAAAAAAAIX8/i_yh0FqBE6w/s1600/IMG_2148.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Mm0xPKbthbs/TqFte_TISnI/AAAAAAAAIX8/i_yh0FqBE6w/s200/IMG_2148.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665930185363966578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-m0iDDQdw_eo/TqFtYzzSB_I/AAAAAAAAIXw/0MLRcMp1qrA/s1600/IMG_2149.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 106px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-m0iDDQdw_eo/TqFtYzzSB_I/AAAAAAAAIXw/0MLRcMp1qrA/s200/IMG_2149.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665930079198382066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;detalhes do ataque final a Kadhafi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-wSmxIF54Nag/TqF-ZY2iP-I/AAAAAAAAIYg/eUqgeRqlxnY/s1600/IMG_2155.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 330px; height: 249px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-wSmxIF54Nag/TqF-ZY2iP-I/AAAAAAAAIYg/eUqgeRqlxnY/s200/IMG_2155.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665948780841811938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Savimbi exposto às moscas, como peça&lt;br /&gt;de caça que vai ser avaliada e esquartejada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7269864832620527535?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7269864832620527535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7269864832620527535' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7269864832620527535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7269864832620527535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/10/morte-de-kadhafi-sob-raiva-irracional.html' title='A MORTE DE KADHAFI SOB A RAIVA IRRACIONAL'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Dt6NWrxora0/TqFtst-1x4I/AAAAAAAAIYU/rd1y2W__f8Q/s72-c/IMG_2150.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5904941983151328096</id><published>2011-10-14T11:38:00.006+01:00</published><updated>2011-10-20T11:48:42.247+01:00</updated><title type='text'>APESAR DA EUROPA, A PÁTRIA NÃO MORRE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-KluehEqHaws/TpgR_gdiRBI/AAAAAAAAIWg/C5en2hQRB8A/s1600/IMG_2112.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KluehEqHaws/TpgR_gdiRBI/AAAAAAAAIWg/C5en2hQRB8A/s400/IMG_2112.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663296314161644562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;António Barreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;António Barreto, figura grande da cultura portuguesa&lt;/span&gt;, que participou em governos pós-25 de Abril, Professor e intelectual com importante recorte filosófico, pronunciou-se há pouco sobre a situação de Portugal na Europa e a fragilidade quase abismal em que parece termos caído. Dir-se-à que é um pessimismo recorrente, ainda que justificado. Ora o dr. António Barreto, no seu lamento, disse que Portugal poderia vir a não ser um país numa Europa diferente e, presumivelmente, reformada. É caso para perguntar  se a Alemanha, configurada depois do nosso país, teria direito a continuar a ser o que é. Vasco Pulido Valente, na sua coluna &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Opinião&lt;/span&gt;, anotou o efeito de desagrado que tais palavras terão provocado em certas pessoas. E, embora não conhecesse todas as palavras da intervenção de Barreto, colocou algumas hipóteses. Seja como for, ainda disse não ter percebido «com toda a clareza onde ele queria chegar. Mas percebo, pelo menos, que não percebi nada. Há três possibilidades. Ou o dr. António Barreto se esteve a referir a Portugal como nação, ou seja, como entidade cultural, e, nesse caso, não tem razão ou se estava a referir Portugal como Estado soberano, e, nesse caso, desde o século XVII que não tem razão. Ou ainda se estava a referir-se à autonomia económica de Portugal, e, nesse caso, nunca teve razão.&lt;br /&gt;«Na primeira hipótese, é óbvio que dez milhões de portugueses, com uma língua única, uma literatura erudita, uma religião maioritária (e pacificamente aceite), uma história comum, um império de que restam respeitáveis vestígios (como, por exemplo, Angola e Brasil) e sem qualquer diferença étnica notável &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SAfont-family:'Calibri', 'sans-serif';"&gt;—&lt;/span&gt; formam uma nação. Nenhuma outra unidade política nos quereria absorver. Seriamos sempre uma fonte de conflitos, pior do que os flamengos na Bélgica e muito pior do que os bascos ou os catalães em Espanha. A nossa separação, sólida e formal (não escrevi: independência) garante a tranquilidade dos vizinhos. As nossas desordens domésticas devem ficar rigorosamente domésticas.»&lt;br /&gt;Pulido Valente analisa, com a mesma pertinência as  outras hipóteses que colocou para contraditar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fim de Portugal&lt;/span&gt; profetizado por António Barreto. Bem vistas as coisas, é fácil fazer tais afirmações de apagamento, porque o próprio planeta já não está muito longe de poder albergar uma espécie em vias de extinção, o Homem. E não se aponta aqui para uma catástrofe demográfica natural.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5904941983151328096?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5904941983151328096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5904941983151328096' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5904941983151328096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5904941983151328096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/10/apesar-da-europa-patria-nao-morre.html' title='APESAR DA EUROPA, A PÁTRIA NÃO MORRE'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KluehEqHaws/TpgR_gdiRBI/AAAAAAAAIWg/C5en2hQRB8A/s72-c/IMG_2112.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-753244673013100842</id><published>2011-10-07T12:08:00.008+01:00</published><updated>2011-10-13T12:05:42.802+01:00</updated><title type='text'>ARRUMAR O IMPÉRIO NUM CAIXOTE DE RETORNO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 204px; DISPLAY: block; HEIGHT: 353px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660739228900085362" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ir9ypoqYphk/To78Vji1TnI/AAAAAAAAIWQ/Lv9dXD-viUo/s320/IMG_2082.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dulce Maria Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos depois de ter passado à «disponibilidade», entre as primeiras tropas regressadas de Angola, reuni apontamentos tomados nas viagens pelos Dembos, apontei a memória a tudo o que estava então bem arrumado no meu espírito, escrevi o livro «&lt;a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=6&amp;amp;ved=0CEwQFjAF&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fopenlibrary.org%2Fworks%2FOL954665W%2FAngola_61&amp;amp;ei=4sKWTu2QDoi78gOTteTEBQ&amp;amp;usg=AFQjCNGIRqRzpzz_mxHCtqOd_sCTdiIRfg&amp;amp;sig2=lIhQ8WI022QC1bl_A7_0HQ" class="l"&gt;&lt;em&gt;ANGOLA 61, uma crónica de guerra&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;» e a "Contexto" arriscou a publicação, numa altura em que havia ainda poucos testemunhos daquela terrível descida aos infernos, a despeito da sua beleza, com excepção da inicial prestação escrita de Lobo Antunes. Eu já tinha, portanto, assistido ao regresso compulsivo das populações das colónias, a famosa ponte aérea, os dramas e as tragédias daqueles que chegavam todos os dias, muitos esperando porventura os caixotes enviados por via marítima, cidade de madeira que tantas vezes visitei em Alcântara. Dulce Maria Cardoso decidiu uma aventura ainda mais densa, baseada também nas memórias e no sofrimento daqueles tempos, pois agora, 40 anos depois (embora haja escrito outras peças de verdadeiro interesse testemunhal e literário), publica &lt;a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=3&amp;amp;ved=0CCwQFjAC&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fbbde.org%2Fviewtopic.php%3Ff%3D153%26p%3D114543&amp;amp;ei=-cSWToO0Doy98gOvrM3DBQ&amp;amp;usg=AFQjCNGnfGhgAReim8RGiLNMNf7loXbmYw&amp;amp;sig2=94oJoUqNK24XofHZQ3X2eA" class="l"&gt;&lt;em&gt;O RETORNO&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, o «primeiro caso sério de reflexão literária sobre os 500 mil retornados que aterraram em Portugal em 1975.» Vinda de Angola, a escritora foi um desses retornados, mas neste seu livro não pretende «um ajuste de contas» com o passado. José Riço, no «Público», anota que a escritora, noutro sentido, talvez procure um ajuste de contas com a sua própria obra, a anterior. Citando Dulce Cardoso, sente-se o que já muitos disseram, de outros modos: «Era-me muito penoso visitar o passado. Eu vivi parte dos acontecimentos que a personagem principal narra, portanto tive de revisitar esse passado, e também o outro que ia descobrindo. E isso magoava-me. Mas não era isso que me impedia de escrever. O que impedia era não ter encontrado uma proposta de reflexão. Foi um tempo de muito sofrimento para muita gente, e eu não queria usar o sofrimento sem que a ele estivesse associada uma proposta de reflexão».&lt;br /&gt;O problema aqui enunciado pela escritora foi também sentido no meu caso: só vinte anos depois é que tudo ficou claro, certos acontecimentos transformada em alegoria, o visível e o invisível no bater dos corações sob o medo &lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SAfont-family:'Calibri', 'sans-serif';"&gt;—&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e um dia sob a melancolia das &lt;em&gt;distâncias&lt;/em&gt; relembradas. Quanto à entrevista concedida por Dulce Maria Cardoso ao jornal «Público», não é fácil segui-la sem voltarmos a sentir nas mãos o pó das picadas e na memória as imagens multirraciais que povoavam, em gritaria de crianças brincando, as cinco estrelas do Altis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 161px; DISPLAY: block; HEIGHT: 304px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660739570668632386" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_mqLU5CbOuU/To78pcuzeUI/AAAAAAAAIWY/4QRiI-rKrA0/s320/IMG_2083.JPG" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-753244673013100842?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/753244673013100842/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=753244673013100842' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/753244673013100842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/753244673013100842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/10/arrumar-o-imperio-num-caixote-de.html' title='ARRUMAR O IMPÉRIO NUM CAIXOTE DE RETORNO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ir9ypoqYphk/To78Vji1TnI/AAAAAAAAIWQ/Lv9dXD-viUo/s72-c/IMG_2082.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-8271778486026571922</id><published>2011-10-07T11:10:00.005+01:00</published><updated>2011-10-13T11:47:15.695+01:00</updated><title type='text'>BASTAM SETE PRÉMIOS NOBEL PARA A SUÉCIA?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-SLi7ywf3_Ig/To7Q0HptiqI/AAAAAAAAIWA/a8PuUno-vNA/s1600/IMG_2080.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660691375477066402" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-SLi7ywf3_Ig/To7Q0HptiqI/AAAAAAAAIWA/a8PuUno-vNA/s320/IMG_2080.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Prémio Nobel da Literatura, em 2011, coube ao poeta sueco, &lt;a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=2&amp;amp;ved=0CC0QFjAB&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FTomas_Transtr%25C3%25B6mer&amp;amp;ei=28CWTsX6EsS48gPWwpG3BQ&amp;amp;usg=AFQjCNG0lY1eK9Tbz8auTtyy5BHBE3hCmg&amp;amp;sig2=yTEcVboJu8OHzYMyjGYNlg" class="l"&gt;&lt;em&gt;Tomas Tranströmer&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, quase um desconhecido para a grande maioria das pessoas. A escolha é falhada: um homem traduzido, é certo, mas apenas com 15 obras durante a sua longa vida e feitor de uma poesia que não se pode comparar com a qualidade do nosso &lt;a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=1&amp;amp;ved=0CCEQFjAA&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FHerberto_H%25C3%25A9lder&amp;amp;ei=_sCWTtSdI8Sb8QOj9oThBQ&amp;amp;usg=AFQjCNEqD5p1DtiOdmWzxCN_mdlMb4qYeg&amp;amp;sig2=C0wI8jlVgxu3nlm9a4Ixnw" class="l"&gt;&lt;em&gt;Herberto Hélder&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. É difícil concordar com a afirmação de que Tomas Tranströmer tem uma obra vasta e é o maior porta vivo sueco. Mas para além dos grandes talentos vivos da Suécia, há muitos outros, e maiores, fora da Suécia. A poesia regressou ao Nobel, mas, pela nossa parte, estava aberta, descaradamente, a porta da Academia. A Suécia já tem, apesar do frio e da vida sedentária dos génios nas &lt;em&gt;suas &lt;/em&gt;ilhas, sete prémios Nobel. Há aqui uma estranha assimetria e o gosto de Academia cada vez mais informado sobre o gosto no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-8271778486026571922?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/8271778486026571922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=8271778486026571922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8271778486026571922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8271778486026571922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/10/bastam-sete-premios-nobel-para-suecia.html' title='BASTAM SETE PRÉMIOS NOBEL PARA A SUÉCIA?'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SLi7ywf3_Ig/To7Q0HptiqI/AAAAAAAAIWA/a8PuUno-vNA/s72-c/IMG_2080.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-1025498772243953449</id><published>2011-10-07T10:46:00.005+01:00</published><updated>2011-10-13T11:42:37.638+01:00</updated><title type='text'>MORREU STEVE JOBS,  E TALVEZ COM ELE A MAGIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-z1vqImt3Cl0/To7Lli9N32I/AAAAAAAAIV4/bV40DRD4gzw/s1600/IMG_2079.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 279px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-z1vqImt3Cl0/To7Lli9N32I/AAAAAAAAIV4/bV40DRD4gzw/s320/IMG_2079.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660685627550457698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;grafismo do «Público»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-y7gWed-1uQM/To7LWg0phlI/AAAAAAAAIVw/zXQzgtyRHAk/s1600/IMG_2078.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 172px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-y7gWed-1uQM/To7LWg0phlI/AAAAAAAAIVw/zXQzgtyRHAk/s320/IMG_2078.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660685369279612498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Morreu o homem que transformou as máquinas em objectos íntimos», título de hoje, no jornal «Público». Em certa medida, o homem da APPLE, parecia confundir-se com a empresa que fundara, humanizando os computadores, criando aparelhos únicos. Transformou-se ele mesmo num &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outro&lt;/span&gt;, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ícone &lt;/span&gt;que mordeu a maçã e assumiu essa suprema sabedoria. Os diversos modelos dos aparelhos criados e aperfeiçoados pelo seu espírito, vivem certamente numa sequência cinética depois da sua morte. Mas um grande número de admiradores começa já a duvidar que o espírito transmitido por Jobs às suas criações se mantenha por muito tempo. O mundo consumista tem razões caninas imparáveis e banalizantes. Imaginem a maçã em vermelho sobre preto ou adocicadas variações tonais conforme o «gosto» das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-1025498772243953449?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/1025498772243953449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=1025498772243953449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1025498772243953449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1025498772243953449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/10/morreu-steve-jobs-e-talvez-com-ele.html' title='MORREU STEVE JOBS,  E TALVEZ COM ELE A MAGIA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-z1vqImt3Cl0/To7Lli9N32I/AAAAAAAAIV4/bV40DRD4gzw/s72-c/IMG_2079.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-134785668492243076</id><published>2011-10-05T10:17:00.004+01:00</published><updated>2011-10-06T14:48:26.216+01:00</updated><title type='text'>COINCIDÊNCIAS VOLUNTÁRIAS, UM LIVRO RARO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-W9y1p9lyMZ0/TowhHuFnGDI/AAAAAAAAIVY/waNjKcVJ6MA/s1600/IMG_2074.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-W9y1p9lyMZ0/TowhHuFnGDI/AAAAAAAAIVY/waNjKcVJ6MA/s400/IMG_2074.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659935248212236338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um livro que se recomenda a todos os que gostam das artes e das letras, mesmo que, para isso, tenha de telefonar para a editora, aproveitando, enquanto pede o envio do livro, para protestar pelo facto de uma obra deste tipo não tenha lugar (pelo menos à vista) em Lisboa. Aproveitamos para publicar um pequeno excerto, talvez bastante para aguçar a vontade de «intervir».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;«Tenho a manta sobre as pernas, os dedos frios, e uma dor nas costas que me anuncia, sobretudo nos dias húmidos de inverno, os desacordos do meu corpo com a Natureza. Olho para o texto que sobra no écran, já alinhado, e coloco o queixo sobre os dedos erguidos e dobrados da mão direita, talvez para saber se tem algum préstimo, mesmo em jeito de rascunho, escrever assim um atalho na direcção da alma ou da memória lacunar, coisa repisada de notas antigas e depreciadas.&lt;br /&gt;Revisitação, escrevi no início. Mas é sobretudo um exercício contra a perda, as mãos separando papéis, fotografias, livros anotados, rascunhos de actas sem data, projectos inacabados de visitas verdadeiras, porventura a confirmação de que avistadas em certos lagos significam ainda, ao sul, um apelo utópico de solidão e permanência, contra a morte».&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;_____________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;autor Rocha de Sousa, Editora Edita-me, rua Barata Feyo, 140-Sala 1,10&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;4250-076 PORTO&lt;br /&gt;tel: 965393431&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-134785668492243076?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/134785668492243076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=134785668492243076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/134785668492243076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/134785668492243076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/10/coincidencias-voluntarias-livro-raro.html' title='COINCIDÊNCIAS VOLUNTÁRIAS, UM LIVRO RARO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-W9y1p9lyMZ0/TowhHuFnGDI/AAAAAAAAIVY/waNjKcVJ6MA/s72-c/IMG_2074.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-9028658836124538717</id><published>2011-09-21T15:26:00.014+01:00</published><updated>2011-09-21T18:34:57.586+01:00</updated><title type='text'>MORREU JÚLIO RESENDE, BEM VINDA A SUA OBRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-_NC8x-kHIjU/Tnn3ZNvsx5I/AAAAAAAAIVQ/KHYNCs8QjkM/s1600/IMG_2015.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 397px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_NC8x-kHIjU/Tnn3ZNvsx5I/AAAAAAAAIVQ/KHYNCs8QjkM/s400/IMG_2015.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654822819698886546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;JÚLIO RESENDE 1917 | 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-AuB-gZDzf80/Tnn3NHlxY4I/AAAAAAAAIVI/INOvmxJ8MdI/s1600/IMG_2014.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 73px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AuB-gZDzf80/Tnn3NHlxY4I/AAAAAAAAIVI/INOvmxJ8MdI/s400/IMG_2014.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654822611888202626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;obra prima de Resende (Ribeira Negra) talvez&lt;br /&gt;a nossa condizente Guernica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-HScT-crMOKo/Tnn3Dbw9bnI/AAAAAAAAIVA/cn8QbSHxQ8Q/s1600/IMG_2017.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-HScT-crMOKo/Tnn3Dbw9bnI/AAAAAAAAIVA/cn8QbSHxQ8Q/s320/IMG_2017.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654822445505146482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;anos 50 | 60&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;neo-realismo e reforço expressivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8A4l2dpzMdI/Tnn2xp4kp8I/AAAAAAAAIU4/KbyXJ703aQI/s1600/IMG_2018.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 301px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8A4l2dpzMdI/Tnn2xp4kp8I/AAAAAAAAIU4/KbyXJ703aQI/s320/IMG_2018.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654822140057528258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma certa lembrança de Chagall&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-S6vbbx_Gkq8/Tnn2oDCynnI/AAAAAAAAIUw/eLW3Abjtf1A/s1600/IMG_2019.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 301px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-S6vbbx_Gkq8/Tnn2oDCynnI/AAAAAAAAIUw/eLW3Abjtf1A/s400/IMG_2019.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654821975012580978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a evolução para um «impressionismo» diáfano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-BDn04SeYm24/Tnn1hpIKruI/AAAAAAAAIUg/V6dm4JU76qE/s1600/IMG_2012.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 332px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BDn04SeYm24/Tnn1hpIKruI/AAAAAAAAIUg/V6dm4JU76qE/s400/IMG_2012.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654820765464964834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Homenagear Júlio Resende em vida, perante a sua obra mais recente, luminosa e pacificante, era para todos nós um dia de festa. Não só atendendo às obras, grupos de pinturas abertas e leves, memórias de viagens, entre os trópicos, próprias de quem sonha pelo mundo, com o mundo, como sempre se resolveu em concordância com o tempo e as ideias passando. Resende assumiu um percurso forte nos anos cinquenta, abordou o neo-realismo e as sínteses expressivas que se lhe seguiram, desempenhando, ao mesmo tempo, um importante papel como docente da Escola Superior de Belas Artes do Porto. E acompanhou importantes personalidades desse seu tempo «inicial», autores como Carlos Ramos e António Pedro, Augusto Gomes, Barata Feio, Dórdio Gomes, Lanhas, Camarinha, entre muitos outros, atravessando várias gerações -- as de Ângelo de Sousa e Eduardo Batarda, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-aLak9hdk9MM/Tnn1RCHi5aI/AAAAAAAAIUY/l3qFkQMm92c/s1600/IMG_2019.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-w-kPC3aBWSw/Tnn1Bre0PYI/AAAAAAAAIUQ/g4Q7nl8Nwzo/s1600/IMG_2020.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-w-kPC3aBWSw/Tnn1Bre0PYI/AAAAAAAAIUQ/g4Q7nl8Nwzo/s320/IMG_2020.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654820216341020034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Júlio Resende foi um dos maiores autores da arte portuguesa contemporânea, influenciou  muitos pintores, receber condecorações e prémios. Nunca insistiu em quaisquer oportunismos daí derivados. Tinha uma personalidade ao mesmo tempo forte e amável, com ele sentia-se o afecto da voz e das formas de estar ou de dialogar. A sua arte libertava-se cada vez mais, chegando aos breves apontamentos a pastel e em torno dos povos que visitava, sobretudo Cabo Verde e o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-p5sI_81mDz0/Tnn0wYPHfqI/AAAAAAAAIUI/RIJMKyPlTxg/s1600/IMG_2003.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 251px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-p5sI_81mDz0/Tnn0wYPHfqI/AAAAAAAAIUI/RIJMKyPlTxg/s320/IMG_2003.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654819919117123234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Daqui volto a rever Júlio Resende, um espírito tranquilo e sensível, um professor com quem tive oportunidade de trabalhar, em júris das antigas Escolas de Belas Artes e já depois, em actos de avaliação nas Faculdades, entre os doutoramentos e a anterior agregação. A sua actividade integrada não se limitou ao espaço académico. Ele trabalhou para o espaço público e colaborou nas buscas cénicas do Teatro Experimental do Porto. Viajou e viu gente de «outros lugares», esboçando a sua vida e muito da realidade antropológica envolvente. Numa das suas vindas, em serviço, a Lisboa, fui levá-lo ao Hotel e ali estivemos horas em amena cavaqueira, com ele aprendendo a sentir o que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pode ser  &lt;/span&gt;a arte e a importância dos afectos na qualidade dos métodos pedagógicos. É comovente relembrar essa noite. Como é comovente rever o dia em que apresentei uma exposição numa galeria do Porto, dia chuvoso, pouco público. E de súbito, amparado por uma pessoa de família porque ferira um pé, a visita de Resende, o gosto de me ver e de ver as minhas obras que pouco conhecia, tudo numa nota de superação do desconforto e de pontuação atenta do tempo a par da arte que passaria a pertencer à sua memória estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estes foram os Mestres. Estes conheceram bem o fio das regras no plano da liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-9028658836124538717?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/9028658836124538717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=9028658836124538717' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/9028658836124538717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/9028658836124538717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/09/morreu-julio-resende-bem-vinda-sua-obra.html' title='MORREU JÚLIO RESENDE, BEM VINDA A SUA OBRA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_NC8x-kHIjU/Tnn3ZNvsx5I/AAAAAAAAIVQ/KHYNCs8QjkM/s72-c/IMG_2015.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7717338185072262166</id><published>2011-09-09T10:43:00.009+01:00</published><updated>2011-09-09T14:40:53.585+01:00</updated><title type='text'>UM BELO CINEMA PORTUGUÊS CEGAMENTE BANIDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Mye15uP3iU4/TmniCKyS55I/AAAAAAAAIKg/crRz7wLm8SM/s1600/IMG_1951.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mye15uP3iU4/TmniCKyS55I/AAAAAAAAIKg/crRz7wLm8SM/s320/IMG_1951.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650295734395922322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cisne, filme de TeresaVillaverde &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Belíssimo desempenho de Beatriz Batarda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Desde 2006 que Teresa Villaverde não filmava uma longa metragem. Desde &lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Transe». &lt;/span&gt;Agora aparece &lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Cisne»&lt;/span&gt;, uma obra em que Beatriz Batarda interpreta a personagem de uma cantora em crise íntima. Menos «pesado» do que em peças anteriores, sobretudo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Mutantes&lt;/span&gt;», Teresa conseguiu gerir por completo as vertentes de uma realização deste género: o filme passou na terça-feira, dia 6, no Festival de Veneza, na secção paralela Horizontes, e, surpreendentemente, estreia-se já, hoje, quinta-feira, em Portugal. Esse «fenómeno» sopra nos distribuidores, nos intermediários, em todos os contactos, por vezes obscuros, que as próprias artes, todas, carregam sobre as costas. Teresa lembrou-me a minha própria aventura, quando fiz filmes que só vieram a lume nos circuitos universitários, não tendo nunca, em volta, um simples aceno de alguém que os achasse transferíveis para nova realização profissional, pronta a aceder aos circuitos profissionais. Nunca soube os naipes das cartas nos secretos jogos de fascínio e influência do nosso liliputiano meio financeiro, das alavancas culturalmente capazes de abrir espaços, entre a criação e vários planos de oportunidade. Digo isto a propósito de obrazinhas que fiz em solidão, desde a produção, o financiamento, os actores, a escrita do roteiro, as filmagens, divindindo-me em fotógrafo e realizador, depois em editor, em curiosos zelos de montagem e finalização, ou seja: trabalhava como director executivo do som e das bandas musicais.&lt;br /&gt;Não estou a fazer o meu auto-elogio, embora pareça. Estou a rever fascinações que me são agora,&lt;br /&gt;a um nível de outro peso, por Teresa Villaverde: ela fez tudo do princípio ao fim, imaginando esta bela viagem, assumindo-se realizadora e câmara, a par do trabalho de edição e do som, incluindo, por fim, distribuir a obra (três cópias apenas), tanto em Veneza como em Lisboa. No plano a que ela trabalhou, superando a crise, merece que a olhe mos com atenção e na bofetada enluvada que foi espalhando pelos perfumadas instituições, Estado, Lobys, Figuras do dinheiro e do tráfico destas mercadorias -- um horror que emigra das grandes capitais e manipula o público português, aquele que se deixou cair no lado rasca da cultura e que ainda se dá ao luxo  de misturar o colonialismo guerreiro, monopólios, com as serenas reflexões sobre a condição humana e os erros do árbito.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UaUbaD_JXjU/TmoPyoy-bII/AAAAAAAAIKo/LfVZYiz1w5c/s1600/IMG_1952.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 175px; height: 115px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UaUbaD_JXjU/TmoPyoy-bII/AAAAAAAAIKo/LfVZYiz1w5c/s320/IMG_1952.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650346045108808834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; O cinema de Teresa Villaverde sempre de configurou numa aproximação dramática, senão mesmo trágica das vidas no limite. Mas, neste seu último filme, uma certa pacificação abrange a teia de conflitos existenciais em torno da personagem central. Não sabendo explicar muito bem porquê, a autora chama a atenção para questões relativas aos níveis etários em filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Os Mutantes»&lt;/span&gt; e o actual.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;No anterior, as figuras de crianças ou gente de uma puberdade ferida, eram confrontadas com a fealdade do contexto, a degradação dos dias e dos lugares. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;«O Cisne», &lt;/span&gt;sem que a base do humano passe pela inspiração de alguém, a realizadora lida com pessoas mais velhas, o que tende a um caminho mais reflectido ou a lutas interiores mais controladas. Vera, assumida por Beatriz Batarda, é desde o início uma cantora. Tal facto não aparece  cristalino, mas a verdade é que ela escreve as suas canções, Villaverde vive a sua vida, a suas inquietações. Quando Vera está no palco, Beatriz dirige o que há para dirigir, gera uma fonte de angústia.&lt;br /&gt;No  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Cisne»&lt;/span&gt;, diz-nos Teresa numa entrevista que deu ao Diário de Notícias, o meu entendimento com Beatriz foi enorme, muito profundo e construtivo. Ela trouxe muita coisa ao filme, uma energia muito dela, e tornou possível uma calma que me permitiu escrever durante a rodagem, refazer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;materiais&lt;/span&gt;, mudar diálogos.&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estas&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;breves impressões baseiam-se, em parte, na entrevista&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;referida, com Eurico de Barros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7717338185072262166?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7717338185072262166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7717338185072262166' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7717338185072262166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7717338185072262166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/09/um-belo-cinema-portugues-cegamente.html' title='UM BELO CINEMA PORTUGUÊS CEGAMENTE BANIDO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Mye15uP3iU4/TmniCKyS55I/AAAAAAAAIKg/crRz7wLm8SM/s72-c/IMG_1951.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6642930937323325844</id><published>2011-08-21T11:12:00.033+01:00</published><updated>2011-08-23T16:16:32.846+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='regulados a sério'/><title type='text'>A EUROPA ONDE VOLTAM A MANDAR OS MESMOS</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 252px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643264003733915090" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-KjL1b3p9Xq8/TlDmtkxPBdI/AAAAAAAAIH8/2DtcRKqWu_Q/s400/IMG_1866.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegámos a casa embrulhados em papel de jornais, papa já quase reciclada sob a flagelação da chuva. A ideia de ver e ouvir a senhor Angela Merkel e o senhor Sarkozy, ali convencidos do que diziam, e diziam pouco, não foi grande coisa, embora os anúncios nos indiciassem novos métodos a fim de travar a derrocada da Europa, tão outra relativamente à inicial e aos grandes homens que a pensaram. A congregação multiforme mas numa união solidária surgira mais no início, antes da concepção do euro. Tudo configurava outros modelos de avanço comunitário, assente noutros pilares e numa  linha perspéctica de contextualização relacional humana, quer de um ponto de vista político, quer em ordem a dimensões económicas e sociais. Pensava-se então numa mais equitativa repartição dos tempos e fundos ligados ao pagamento das dívidas soberanas, algo que mereceu uma veemente recusa da senhora Merkel, em plena conferência pública, comunicação assumida por ela e pelo Presidente Francês, um ao lado do outro em sínteses que faria sorrir em prosa o fundador Delors, figura angular do verdadeiro espírito da construção da Europa, perante um mundo e forças demográficas ou económicas a que era preciso fazer frente, reafirmando a harmonia e a paz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1j04-QRTk28/TlDfN1WnL2I/AAAAAAAAIG8/dUeKjKFIDtI/s1600/IMG_1846.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 311px; height: 213px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643255761848446818" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-1j04-QRTk28/TlDfN1WnL2I/AAAAAAAAIG8/dUeKjKFIDtI/s320/IMG_1846.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sarkozy e Angela Merkel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esta Alemanha tem que se lhe diga, teve sempre, e bem se recordaram algumas personalidades de verdadeira grandeza no país como, depois da guerra, houve nessa área manejos na linha de especiais, negócios, créditos e engenharias financeiras, criando expedientes para seu crédito, algum tempo depois da guerra&lt;/span&gt;, contornando regras de produção. Este tipo de «agilidades», projectando-se na realidade industrial e na economia, à margem do que que faziam  as  outras potências, porque conservavam princípios éticos que a situação havia aconselhado, ao contrário do que fizeram os alemães.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Significativamente, enquanto recusava a ideia dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eurobonds&lt;/span&gt; na televisão, viram-se saltar da boca de Merkel partículas de saliva: ela parecia nervosa porque advogava primeiro a disciplina e certamente já ouvira comentários aos disparates inerentes às ideias que apregoara, sempre colada a Sarkozy. Sobre os chamados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eurobonds&lt;/span&gt;, onde alguns economistas advogam potenciais e positivos efeitos, Merkel remete o problema para uma década de distância. Excita-se: «que querem de nós aqueles que nos apontam tais caminhos, o das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;obrigações europeias, &lt;/span&gt;agitando trocas em benefício dos trabalham menos, processo que nos impediria de castigar os que se orientam com pouca disciplina»&lt;br /&gt;Esta senhora, contrariando a estabilidade de Europa com a centralização de poderes, aliás partilhados com os franceses, determinou  a criação de um novo governo para a Europa, taxas sobre operações financeiras (bolsas) e dois presidentes que se reuniriam duas vezes por ano com o governo, incluindo um segundo ministro dos negócios estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7MczCGAnOh4/TlDdX8PIRGI/AAAAAAAAIGk/Xg1o8vzWDB0/s1600/IMG_1842.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 174px; height: 200px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643253736471544930" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-7MczCGAnOh4/TlDdX8PIRGI/AAAAAAAAIGk/Xg1o8vzWDB0/s200/IMG_1842.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-6wkSCCGcALk/TlDchy_KYrI/AAAAAAAAIGU/rh86VYnr1oM/s1600/IMG_1859.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 200px; height: 149px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643252806275719858" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6wkSCCGcALk/TlDchy_KYrI/AAAAAAAAIGU/rh86VYnr1oM/s200/IMG_1859.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-jLSVWz6Ntsw/TlDdvUaYJYI/AAAAAAAAIGs/QKDMaOzlRcs/s1600/IMG_1849.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px; height: 170px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643254138098165122" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-jLSVWz6Ntsw/TlDdvUaYJYI/AAAAAAAAIGs/QKDMaOzlRcs/s200/IMG_1849.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-TF6YCyyir-U/TlDeDS0t2pI/AAAAAAAAIG0/2rAJ4iLradk/s1600/IMG_1850.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 165px; height: 210px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643254481269152402" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TF6YCyyir-U/TlDeDS0t2pI/AAAAAAAAIG0/2rAJ4iLradk/s200/IMG_1850.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-I5KeRmLR004/TlDan3s8OYI/AAAAAAAAIF0/ecI-kEUxi9c/s1600/IMG_1863.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 179px; height: 200px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643250711597431170" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-I5KeRmLR004/TlDan3s8OYI/AAAAAAAAIF0/ecI-kEUxi9c/s200/IMG_1863.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PZdEcwz7jNo/TlDcMMyEAKI/AAAAAAAAIGM/4L5uGPsFFfE/s1600/IMG_1853.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 169px; height: 92px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643252435242975394" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-PZdEcwz7jNo/TlDcMMyEAKI/AAAAAAAAIGM/4L5uGPsFFfE/s200/IMG_1853.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-NgSDo7_lz6s/TlDdC4v_1nI/AAAAAAAAIGc/Fjn7qs1vDqU/s1600/IMG_1856.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 250px; height: 164px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643253374758409842" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NgSDo7_lz6s/TlDdC4v_1nI/AAAAAAAAIGc/Fjn7qs1vDqU/s200/IMG_1856.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-gnBZnIM7nEQ/TlDbr_dtIdI/AAAAAAAAIGE/fmZ32YP6yLc/s1600/IMG_1857.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 99px; height: 164px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643251881912115666" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-gnBZnIM7nEQ/TlDbr_dtIdI/AAAAAAAAIGE/fmZ32YP6yLc/s200/IMG_1857.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém percebe a  invenção de um  novo  ministro dos NE da UE, a enquadrar porventura no tal governo do dueto, aliás possivelmente em regime de passear pelos tais países periféricos, com as suas imposições, com os seus alarmes. A crise acentua-se em todo o mundo. Os governos do futuro, ainda infederados e vítimas de grandes massas de poder exógeno, dilacerando as utopias e as constante renovações de penúria, estarão ameaçados de perder as suas âncoras de relação solidária, estruturas mal reguladas pelos peixes gigantes dos grandes fundos marítimos. Delors sorri. Não haverá mais a ideia do mil anos para a Europa unida em certo sentido. Delors sorri. Alguma vez a Europa poderá consolidar um projecto assim, comportando-se entre assimetrias e complexas fugas às massas humanas que emergem do sul e do leste? O projecto de uma forte e consequente área de civilização está de pé em muitas consciências mas esboroa-se noutras. A ideia inicial passava pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;número de ouro&lt;/span&gt; e pela estabilidade onde convergiam ciências, artes e gestores de sociedade, homens sábios e do espírito. Disfarçadamente ou não, os povos continuam a querer mais meios financeiros, mais poder, mais delírio consumista. E quando tais povos somam mais de metade da demografia do planeta, incapaz da minimização dos sonhos autofágicos, bizarro seria que alguma coisa se salvasse.&lt;br /&gt;Na Europa, eventualmente num lugar assimétrico e pacífico, com um plano técnico e de excelência, todos os governos e sábios convidados devem reunir-se para resgatar valores e projectos em perda, tratar de ratificações e rectificações, em larga reconstrução de novo começo, livre de burocracias obsoletas, de planos risíveis como vimos há pouco de um casal impetuoso e divertido, algo bem dirigido contra os rápidos atritos entre ricos e pobres, atritos do sonho e tendo em conta as graves humilhações que rapidamente se instalaram na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chancela &lt;/span&gt;dos documentos sem fim.&lt;br /&gt;Ao contrário, as apodrecidas periferias da Europa, ideia xenófoba que os aristocratas do Norte dizem abanando cada vez mais a cabeça. Esquecem-se que a pobreza, há anos situada abaixo do Norte de África, já se encontra acima do Mediterrâneo, proeza que os próprios sistemas ricos, de orelhas tapadas pelas peles dos desportos sumptuosos e caros. Acabarão por deixar-se mudar ao acaso e a a Alemanha terá fronteiras sem nada em redor, sozinha, periférica de si mesma diante do pântano de que falava António Gueterres. Os alemães serão vítimas da sua própria grandeza (o que já aconteceu por mais de uma vez), vivendo ainda os gostos e os abusos da civilização global. Tudo o que cresce assim, enterra-se no lixo e contrai doenças novas. Obama que o diga, parece um esquecido grande jogador de basquet isolado e fora de moda. Sentir-se-á fustigado por gente que não sabe o valor dos lugares e das culturas, sem perceber o sentido da geografia humana, da saúde, dos mercados regulados a sério&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e fornecendo ao indivíduo não apenas crenças e mitos mas sobretudo o espaço&lt;/span&gt; da Educação vivida também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;para fora &lt;/span&gt;e fornecendo ao indivíduo uma espécie de criação de sortilégios, no bom sentido, ou seja a fecundação  dedicada a quem somos e não ao consumismo que nos impingiram e nos vai destruindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-NgSDo7_lz6s/TlDdC4v_1nI/AAAAAAAAIGc/Fjn7qs1vDqU/s1600/IMG_1856.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-6642930937323325844?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/6642930937323325844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=6642930937323325844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6642930937323325844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6642930937323325844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/08/uma-europa-onde-voltam-mandar-os-mesmos.html' title='A EUROPA ONDE VOLTAM A MANDAR OS MESMOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KjL1b3p9Xq8/TlDmtkxPBdI/AAAAAAAAIH8/2DtcRKqWu_Q/s72-c/IMG_1866.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-110049774568179983</id><published>2011-07-22T16:27:00.005+01:00</published><updated>2011-07-22T17:04:17.981+01:00</updated><title type='text'>UM ROSTO NOVO E ESTIMULANTE NA REPÚBLICA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-2Y3V4XRiCqQ/TimXzn2QOyI/AAAAAAAAID0/Z7Vy9_Sx1dc/s1600/IMG_1674.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 399px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2Y3V4XRiCqQ/TimXzn2QOyI/AAAAAAAAID0/Z7Vy9_Sx1dc/s400/IMG_1674.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632199722129177378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assunção Esteves, nova presidente&lt;br /&gt;da Assembleia da República Portuguesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;«A primeira mulher a integrar o Tribunal Constitucional entre 1989 e 1998, foi eleita Presidente da Assembleia da República. Deputada pelo PSD desde 1987, foi eleita para o Parlamento Europeu em 2004 e hoje, com mais de 80% dos votos, tornou-se a Primeira Mulher eleita Presidente da Assembleia da República e a Segunda Figura do Estado, com o aplauso unânime das bancadas parlamentares. Está de parabéns&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Assunção Esteves, a Assembleia, todas as pessoas que valorizam&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;a cultura de mérito e, por razões por demais conhecidas, as mulheres, a quem dedicou este momento&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: em especial às mulheres anónimas e oprimidas... &lt;/span&gt;Portugal, todos os seus cidadãos registam, em particular a frontalidade e harmonia desta personalidade excepcional, e agradecem a sua escolha, desejando-lhe as maiores felicidades.»&lt;br /&gt;Como se pode ver, em muitos aspectos, entre os principais, Portugal assume por vezes actos nobres, escolhas lúcidas, entregando à cultura e à razão de uma das suas mais notáveis cidadãs o segundo mais alto cargo da Nação. Não se trata de um louvor, trata-se de uma especial subtileza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-110049774568179983?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/110049774568179983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=110049774568179983' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/110049774568179983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/110049774568179983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/07/um-rosto-novo-e-estimulante-na.html' title='UM ROSTO NOVO E ESTIMULANTE NA REPÚBLICA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2Y3V4XRiCqQ/TimXzn2QOyI/AAAAAAAAID0/Z7Vy9_Sx1dc/s72-c/IMG_1674.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6438317289439150504</id><published>2011-07-22T15:35:00.008+01:00</published><updated>2011-07-22T16:25:06.735+01:00</updated><title type='text'>NA MORTE DO NOTÁVEL PINTOR LUCIAN FREUD</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-zPOVMXB-tEs/TimPcf7wq7I/AAAAAAAAIDs/BRBiLmHohps/s1600/IMG_1668.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 382px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zPOVMXB-tEs/TimPcf7wq7I/AAAAAAAAIDs/BRBiLmHohps/s400/IMG_1668.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632190528774777778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;auto-retrato de Lucian Freud&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lucian Freud, nascido em Berlim, a 8 de Dezembro de 1922, Londres, 20 de Julho 2011, e é tido como um pintor e gravador britânico. O modo de formar que usava, num trabalho brilhante de acentuações, é bem mais germânico do que inglês.&lt;br /&gt;Para além das controvérsias, uma maioria de observadores considera este artista como génio. Numa época de NEGAÇÃO, em que tudo o mundo queria ocultar a realidade, autores como Lucian Freud colocam os nossos olhos diante da vida: beeza, fealdade, paixão, desamor, juventude. O seu avô Sigmund Freud psicoanalisou mediante a psiquiatria o seu neto, a face bem simétrica aos olhos.&lt;br /&gt;Lucian Freud aproximou-se da estética do surrealismo mas, durante os anos 50, mudou de registo, explorando a pintura de retratos, geralmente nus humanos. Filho de pais judeus, Ernst Ludwig Freud, arquitecto, e de Lucie Brasch, era, como vimos, neto de Sigmund Freu e irmão do escritor político Clement Raphael Freud e de Stephau Gabdol Freud.&lt;br /&gt;Frequentou e concluíu estudos de arte em duas brilhantes escolas inglesas. O seu trabalho terá recebido daí muitos ensinamentos técnicos e de atmosfera, mas os nus de corpo inteiro, patéticos, e os retratos surpreendentes, a começar por si mesmo, têm sintomas germânicos e sobretudo a força afirmativa dos sentimentos ou, em certos casos, os olhares imóveis de uma lembrança impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-n9Z24ZUKdu0/TimOscUOO4I/AAAAAAAAIDc/LnW6wCNIe-A/s1600/IMG_1665.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 169px; height: 190px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-n9Z24ZUKdu0/TimOscUOO4I/AAAAAAAAIDc/LnW6wCNIe-A/s200/IMG_1665.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632189703169915778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-1m-zVBsULXc/TimOcAywcCI/AAAAAAAAIDU/nDMkJAQ2W34/s1600/IMG_1661.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 182px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1m-zVBsULXc/TimOcAywcCI/AAAAAAAAIDU/nDMkJAQ2W34/s200/IMG_1661.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632189420903886882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Bx8ILrqVrI8/TimL7S03IeI/AAAAAAAAIDM/930fL9xpZrQ/s1600/IMG_1662.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 198px; height: 175px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632186659785613794" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Bx8ILrqVrI8/TimL7S03IeI/AAAAAAAAIDM/930fL9xpZrQ/s200/IMG_1662.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                    sobreposição  fotográfica de&lt;br /&gt;dois registos em tempos diferentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(exploração do autor do blog)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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E mesmo assim houve desastres monstruosos, arrasando muita ou pouca gente. Toda a Europa, que guerreara desde a antiguidade, embora muio desenvolvida com as tecnologias do século XX, gerou nesse século, a partir da Alemanha, sobretudo duas hediondas guerras mundiais, umas das maiores tragédias da humanidade, feita pelas mãos humanas e cabeças superiores, da engenharia às artes. A II Guerra Mundial foi servida com as mais devastadoras armas inventadas pelos homens. A Europa ficou pulverizada em ruínas, sobretudo na Alemanha, onde o belicismo alcançou grandezas e poderes de destruição aparentemente imparáveis. A vida é má para os pobres, mas as gerações recentes não podem imaginar os efeitos da II Guerra Mundial, fronteira do horror. Já na I Guerra se haviam usado gases dizimantes, a morte em combate por gases, enquanto os sobreviventes dessa loucura ficaram para sempre presos às sequelas de tais armas. E mais tarde, pior ainda, a todos os níveis dos efeitos produzidos, a bomba atómica, lançada pelos americanos em Hiroshima e Nagasaki, continua activa nos resultados sobre a contaminação da terra, o que não impediu os mais poderosos de engendrarem energia eléctrica por centrais nucleares, cujos percalços cravaram em certas regiões a marca indizível do Mal, desde Chernobyl ao Japão, recentemente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas estas coisas, e todas as posteriores &lt;em&gt;bombas&lt;/em&gt; que são potencialmente as grandes empresas transnacionais, a invenção fútil e por vezes mortal de matérias utilizadas em vários géneros de construção, tudo isso arrasta o mundo para uma voracidade consumista acima dos recursos aqui e além disponíveis, pelo que os Bancos inventaram &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Donas Brancas universais&lt;/span&gt; para que o dinheiro corresse, fosse donde fosse, enchendo os impérios adicionados às Mega Empresas, acicatando consumos aberrantes, trocas virtuais de dinheiro, nas Bancas de todo o Mundo, onde se ganham e perdem por dia, sem trabalho nem qualquer virtude para além do risco, biliões e biliões de unidades monetárias. Prontas a explodir na cara ingénua dos americanos, europeus, asiáticos e outros, de súbito percebeu-se que, nas caves da corrupção e de todas as armadilhas, se inventavam operações financeiras perigosíssimas, produtos ditos «tóxicos», que foram levados para os balcões onde as frenéticas populações arriscavam ganhar depressa o mais possível, para encherem de automóveis as estradas e auto-estradas, veleiros inacreditavelmente inúteis, usados em nome do prazer, que enchem hoje milhões de marinas em todos os continentes, a par de uma das maiores crises financeiras de sempre, da qual ainda não se reabilitou a América e a partir da qual a sofisticada Europa, na qual se tentaram edificar uma união de Estados sob o a força do euro, moeda única e a esperança da partilha de trabalhos, de desenvolvimentos, num espaço alargado de meios e interacções, a solidariedade gerida entre tratados de invulgar complexidade e futuros anunciados acima das utopias do século passado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A crise geral infectou quase o mundo inteiro, fez os seus prisioneiros nos EUA, deixou o continente Europeu a tremer de operações icontáveis, barcos nas marinas, gente igualmente a turisticar como se tudo fosse breve e controlável, enquanto umas brughelianas entidades de rating, situadas no continente Americano mas abarcando o mundo inteiro, se encarregam de espreitar a movimentação financeira e económica um pouco por toda a parte — e, como num mero jogo de cartas, esses limites do imaginário, gente que trabalha para inomináveis forças do poder, pelo dinheiro, decretam diariamente, em joguinhos de letras e de + ou -, aquilo que apregoam ser a situação dos países em termos de moeda e de credibilidade financeira. Isto permite fazer guerras muito perigosas e injustiças ainda maiores: centenas de comunidades são atacadas por classificações que flutuam entre o «excelente» e o «lixo», ficando prisioneiras de dívidas colossais e juros que nem Pilatos cobrou. O que se vê através das televisões leva à indignação muita gente: porque os operadores de rating não foram formados especificamente nem recrutados com transparência, de forma democrática, enquanto os monstros do lucro se escondem atrás de empresas colossais, brilhantes e com clientes de inocente zelo. É só roubar. E depois sujeitar os países, de forma o mais aviltante possível, a entrar em recessão com a obrigação de pagamentos de megatoneladas. O FMI, eficaz e de receitas sempre iguais, ajuda os países em dificuldades a mergulhar até ao fundo das suas fezes, na esperança de que, em breve, a superfície ficará limpa, lisa e com os seus Bancos floridos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portugal tem andado numa roda viva e já entrou em recessão. Corta-se em tudo e privatiza-se o que quiserem. Os ministros vão a Bruxelas por tudo e por nada, voltam com uns tostões sob a marca de juros a 15%. E continuam a ter esperança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas há pior: a Europa de tom federativo, de partilhas e solidariedades, capaz de irmanar os povos demografica e geograficamente menores aos maiores, tendo em contra proporcionalidades e grandes cerimónias de tráfego de divisas, tem estado a colar-se à Alemanha, a França pelos ajustes, nada de irradiante, moral e criador. A Grécia praticamente rebentou e a Comissão Europeia, além de outros patamares, atrasaram o auxílio, enquanto a Irlanda tinha de manobrar juros a 30%, sendo tais países alcunhados pela esferas nórdicas de &lt;strong&gt;periféricos.&lt;/strong&gt; Os periféricos ou se governam ou vão à vida e sucumbem. E ninguém vai preso. Merkel, que às vezes acaricia os nossos ministros, acusou-nos de termos de trabalhar mais. «Ui, aquela gente periférica é uma peste que nos está a estragar o negócio». A falta de decoro, como aconteceu com o Presidente da República Checa e Cavaco. Estes mimos animam-se. Não fazem nada para refrescar as relações de países que aceitaram tratados ilegíveis. E agora? Já dizem, alguns meliantes, que a Grécia deve estudar o seu abandono do euro. Querem limpar as periferias. Nós ainda sabemos navegar em caravelas e fazer um manguito à III Guerra Mundial. A periferia é donde vem quase tudo, senhora Merkel: representa os rostos da Europa; sem periferia restariam uns países bem pen- santes que o mar virá submergir em breve. E de resto, porque é que a Alemanha não se considera a periferia do Norte? Já passei por aí e descortinei uns portos negros, poluídos, importadoramente grandiosos. Cuidado com as raças, a geografia e a xenofobia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-9132698839114525561?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/9132698839114525561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=9132698839114525561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/9132698839114525561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/9132698839114525561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/07/entre-progresso-periferias-e-monstros.html' title='ENTRE O PROGRESSO, PERIFERIAS E MONSTROS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CthXZFh8fs8/ThSWMvTr-AI/AAAAAAAAIAE/2-2L2GfmRD8/s72-c/IMG_1586.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7827672964045620418</id><published>2011-05-22T13:35:00.013+01:00</published><updated>2011-05-23T11:40:46.506+01:00</updated><title type='text'>REFUNDEMOS A IDEIA DE PERIFERIA E DOS POVOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XW4lB4o6rYQ/TdkDmwzx5TI/AAAAAAAAH-I/8_Z0FZUy0K0/s1600/IMG_1407.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609518775338657074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-XW4lB4o6rYQ/TdkDmwzx5TI/AAAAAAAAH-I/8_Z0FZUy0K0/s400/IMG_1407.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609518648935565154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Z6lSeM9oJ0o/TdkDfZ67x2I/AAAAAAAAH-A/tEFti63sCeA/s320/IMG_1407.JPG" /&gt; &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609518530952063618" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Iw8D-NlvoK4/TdkDYiZeaoI/AAAAAAAAH94/tcEHpL5vibc/s200/IMG_1407.JPG" /&gt;&lt;em&gt;Angela Merkel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém entrou na Europa de pé descalço e ranho no nariz. A periferia de que se fala hoje, à medida que a UE baralhava a fruta calibrada com zelo e dentro do maior rigor comercial, perdia ganhos e sobretudo nexo. Não demorou muito tempo para que os tratados, uns atrás dos outros, apenas parecessem votados a consultas na diagonal, folheados na oblíqua descendente de cada página e os sublinhados substituídos por chavetas destinadas a agarrar montes de notas em modelo, entre carimbos envelhecidos, entre durezas chauvinistas, ordens vindas de um tal senhor &lt;em&gt;Big BROTHER, &lt;/em&gt;em grandeza aproveitada por Angela Merkel a fim de brincar com bolas das inquietantes chuvas de granizo, bolas cada vez maiores, catapultadas na direcção dos «irmãos» periféricos, isto é, europeus pequenos ou distantes, gente não nascida na devida genética, colada às precárias e tormentosas fronteiras de um mundo imaginado por centros imperiais, memória de outros séculos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portugal (para a senhora Merkel, divindade que governa a Alemanha) é sem dúvida um resto de nação a seguir à Espanha, &lt;em&gt;área periférica, &lt;/em&gt;velha glória geróntica com mais de oitocentos anos como Nação, coisa que o mundo moderno, maneirista e redutor, tem vindo a colonizar, apagando uma História indelével. É afinal um território que muitos milhões de turistas partilham em visitas sasonais, costa visitada por povos de ontem e de hoje, costa, enfim, voltada para o Oceano Atlântico, o rosto da Europa, como reparou e exaltou um grande poeta do mundo, português genuíno e conhecedor de outras fronteiras, Fernando Pessoa, poeta raro, inventor de si em vários heterónimos igualmente geniais, cada um nascido na maior credibilidade, Álvaro autor da «Ode Marítima,» Bernardo Soares o do «Livro do Desassossego.» Essa realidade (que abarca o mundo) não pode ter a alcunha de periférica, expressão capciosa ou perversa que &lt;em&gt;deseja&lt;/em&gt; insinuar &lt;em&gt;lugar da margem&lt;/em&gt;, sítio distante e meio alienado, a quem a geografia política volta as costas, deixando-o rente ao mar &lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Calibri', 'sans-serif'; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-: minor-latinfont-family:Calibri;" &gt;—&lt;/span&gt; quer como que a dispensar os restos da Grande Barca da mitologia bíblica, Nave que aterrou nos baixios em perda, segundo a grande Alemanha do Euro. Ancorada no rosto da Europa, ali a barca desceu emissários, recolhida nos areais donde partiram importantes navegadores, argonautas já com o futuro nos olhos, homens aos quais a História Universal deve mais do que à regente alemã, factor de duas aterradoras guerras mundiais, hoje querendo recentrar antigos aliados e velhas nações numa arena que tudo determina. O uso da palavra periférico, relativamente a países que fazem e destinam o limite notável da Europa, territórios imprescindíveis à compreensão de outros tempos, imperdíveis assimiladores de culturas de antigas civilizações, intérpretes iniciais dos direitos e juízos greco-latinos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;perigosamente, Merkel não sabe bem o que diz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;«Em países como a Grécia, Espanha e Portugal, as pessoas não devem poder ir para a reforma mais cedo do que na Alemanha. Todos temos de fazer um esforço, isso é importante, não podemos ter a mesma moeda, e uns terem muitas férias e outros poucas»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sem graça nem verdade, uma frase de ignomínia. E até errada. Não periferia e primaveril, mas enterrada na ignorância centralista e na arrogância de um poder neste caso sem eloquência. Ora a Alemanha, que se reconstruiu com a ajuda dos seus adversários, organizando-se (com mérito) sob a cobertura do famoso plano Marshall, tem de acertar a geografia social. Desta vez, nem sequer foi Portugal que provocou a odiosa e actual crise; há responsáveis intercontinentais, lá fora, nos horizontes de outras «periferias». Apesar de tudo, a Alemanha não é o exemplo que Merkel pretende apresentar. O problema deveria ser mais estudado, sobretudo na actual situação e perante triunviratos europeus sem legitimidade, apostados na força do dinheiro e de um divisionismo que em nada se parece com o sentido da frase: União Europeia. A comparação feita pela chanceler sustenta-se no facto de a Alemanha ter dos mais curtos períodos de férias para os trabalhadores &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Calibri', 'sans-serif'; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-: minor-latinfont-family:Calibri;" &gt;—&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; 20 dias. Em curso, este país aproxima a idade da reforma dos 65 para os 67 anos, enquanto os países do sul contemplam os 65 anos. Diz a senhora: «A Alemanha ajuda. Mas a Alemanha ajuda se os outros se esforçarem mais. E isso tem que ser demonstrado». Ora estas questões não podem avaliar-se assim nem numa ideia redutora de unicidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quando se desmontam os esquemas que iludem certas quantidades e minimizam qualidades, podemos verificar o seguinte, nas médias: Alemanha 30 dias de férias; Portugal 25 dias; Alemanha em horas de trabalho 1380; Portugal em horas de trabalho 2119: Alemanha, reforma (65 em trânsito gradual para 67); mulheres (em trânsito para 64). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Infeliz relação esta: a grandeza geográfica, no poder de compra e matérias primas não legitimam, em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;nada, e muito menos numa Europa que se pretendia solidária, assimetrias radicais, autoridade política de uns para com os outros e não aprovada por todos. A utopia pode consolidar-se numa vontade real e sólida; mas não a pesar batatas segundo a demografia, o rendimento per capita, os doutores existentes, os favores dos tratados. Os portugueses sabem bem o que é o mar, por exemplo: é nele que a sua riqueza transcende muitas zonas da Europa. Mas isso não legitima que tais zonas inventem cotas mais do que suspeitas e tenham imposto aos periféricos atlânticos o abatimento de frotas de pesca e corte de milhares de hectares de vinha. Todos sabem aonde isto leva, a médio e longo prazo. A emigração para a Europa não tem aqui, apesar dos princípios, um ancorador humanitário e eticamente impoluto.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O escrutínio do mal, dos emigrandes sem verdadeira reparação, esse sim, pode reger-se por uma contextualizada racionalidade de cotas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7827672964045620418?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7827672964045620418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7827672964045620418' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7827672964045620418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7827672964045620418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/05/refundemos-ideia-de-periferia-e-os.html' title='REFUNDEMOS A IDEIA DE PERIFERIA E DOS POVOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XW4lB4o6rYQ/TdkDmwzx5TI/AAAAAAAAH-I/8_Z0FZUy0K0/s72-c/IMG_1407.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-3981986362007961935</id><published>2011-05-03T15:21:00.007+01:00</published><updated>2011-05-03T19:47:44.918+01:00</updated><title type='text'>BIN LADEN MORTO AO SEU NÍVEL:COM PRECISÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VFfpj2aVeIE/TcARy3KrdWI/AAAAAAAAH9A/hy24zOR6dyc/s1600/IMG_1360.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 164px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602497501948769634" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-VFfpj2aVeIE/TcARy3KrdWI/AAAAAAAAH9A/hy24zOR6dyc/s400/IMG_1360.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; restos de uma das torres destruídas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;em Nova Iorque pela Al-Qaeda&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sRNcYNtrgo4/TcARnsqW9dI/AAAAAAAAH84/5ILpkKNqRvc/s1600/IMG_1359.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 378px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602497310150292946" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-sRNcYNtrgo4/TcARnsqW9dI/AAAAAAAAH84/5ILpkKNqRvc/s400/IMG_1359.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda foi abatido no Paquistão por um golpe assente em boa informação, rapidez e excelência técnica: como ele gostaria de infligir aos outros, com bom planeamente e bom nível de devastação. Aqui, essa devastação não existiu senão na medida da escala mítica atingida por este homem quase inverosímil. O atentado às torres do World Trade Center foi trabalhado com grande rigor, com operacionais infiltrados em áreas diversas dos Estados Unidos, incluindo cursos de pilotagem de alto nível, como se procura para as enormes aeronaves que circulam os céus. A complexidade dessa operação, que durou anos, obrigava a um exigente esforço de coordenação, tempos, factores técnicos e psicológicos. O seu apocalíptico resultado matou mais de 3000 pessoas e provocou algo nunca visto em edifícios desta avançada estruturação: as torres, trespassadas cada qual por um avião, quase ao mesmo tempo, começaram a arder, produzindo temperaturas muito altas: em relativamente pouco tempo, fumegando de maneira avassaladora, os edifícios começaram a ceder por amolecimento dos materiais estruturantes. Foi um espectáculo inesquecível e um símbolo de guerra e de ódio jamais imaginado em tamanha grandeza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conhecido o esconderijo de Bin Laden, surpreendentemente quase «à vista de todos», tudo era preciso acautelar: a operação que abateu o líder da Al-Qaeda teve início há quatro anos e foi agora liderada directamente pelo chefe da CIA. Ao fim de 40 minutos tudo terminara: morria o homem que «odiava mais os inimigos do que amava os filhos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602496354841700690" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-CoeFz0h1M5Y/TcAQwF3CqVI/AAAAAAAAH8o/DHUejGrv9mg/s320/IMG_1361.JPG" border="0" /&gt;Tanto como as populaçõoes que apoiavam Bin Laden exprimiram a sua alegria pelo sucesso do atentado em Nova Iorque, em ondas de furiosa alegria e queima de muitos símbolos americanos, assim a bandeira dos E.U.A., entre o júbilo de populações daquele e de outros países, serviu entretanto de estandarte de vitória, réplica dita justa. Não é bem assim, mas alguma simetria nos permite aceitar a expressão. Bin Laden não era uma figura extraordinária e a «teoria» pela qual procurava arrasar o Ocidente, tornava-se pueril, expremia mais ensandecimento do que um quadro de ideias que reflectissem a importância do conhecimento humano a todos os níveis, incluindo na margem irremediável dos erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante a guerra que a União Soviética travou no Afeganistão, não se pode falar em Bin Laden como um assinalável combatente. A sua fanatasia minimizava a mediatização que os próprios ocidentais punham à disposição das suas ameaças. Seja como for, os que aplaudem a sua trajectória e dizem empenhar-se no mesmo projecto obrigam o mundo a prevenir-se contra actos terroristas ferozes, que matam milhares de inocentes, e, em boa verdade, nada explicam nem ajudam a construir. Veja-se a tristeza e o vago luxo do casarão onde vivia Bin Laden, reforçado, envolvido por um muro de mais de três metros de altura e arame farpado. Não era muito difícil, em certo sentido, confrontar aquela construção bem vasta, isolada mas a cerca de cem metros de um quartel da guarda paquistanesa.&lt;br /&gt;Financiando e mentalizando uma larga quantidade de soldados fanáticos, niilistas e prontos a morrer pela Causa, embora bafejados pela promessa no valor do martírio e da oferta de dezenas de virgens celestes, logrou apuramentos especiais para a grande prova. Usando a tecnologia e o capitalismo, pôs o seu império do dinheiro ao serviço de várias células, ao mesmo tempo que libertava vídeos e mensagens contra os Estados Unidos e o Ocidente, todos por ele acusados de fomentarem a corrupção, o judaísmo, a homosseualidade e a subjugação do Islão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A morte de Bin Laden, não acabando com o terrorismo, é pelo menos uma lição da pequenez destas figuras lunáticas que têm povoado a história do mundo. Hitler foi o que foi. Ditadores, que geriam muitos países a leste e em África, distinguiram-se (ou ainda se distinguem) por concepções de poder e de imposição a toda a gente sob o seu comando as mais absurdas normas,&lt;/div&gt;aviltando o ser humano. Compreende-se, embora tratando do acto com as normas religiosas da orientação espiritual do virtual Salvador do Islão, que os americanos o sepultassem no oceano. É que estas figuras, afinal patéticas, arrastam multidões para uma mitologia em torno delas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-3981986362007961935?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/3981986362007961935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=3981986362007961935' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3981986362007961935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3981986362007961935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/05/bin-ladem-morto-ao-seu-nivelcom.html' title='BIN LADEN MORTO AO SEU NÍVEL:COM PRECISÃO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VFfpj2aVeIE/TcARy3KrdWI/AAAAAAAAH9A/hy24zOR6dyc/s72-c/IMG_1360.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5656236820217058942</id><published>2011-04-16T10:44:00.018+01:00</published><updated>2011-05-17T17:20:33.462+01:00</updated><title type='text'>A TECNOLOGIA VOTADA À ROTINA DO DINHEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KQwzrBlAs6c/Ta2314nSohI/AAAAAAAAH6U/m0yCQoUN9LI/s1600/IMG_1291.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 364px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597332048249528850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-KQwzrBlAs6c/Ta2314nSohI/AAAAAAAAH6U/m0yCQoUN9LI/s200/IMG_1291.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; DISPLAY: block; HEIGHT: 316px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596119643109083970" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-fu4XDLINEcM/TalpKngaS0I/AAAAAAAAH6E/izWcXFtmzZo/s400/IMG_1297.JPG" /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 154px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596116856925819826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4zgO3DNDOi8/TalmocKjk7I/AAAAAAAAH5k/6XmyS3qsq8A/s200/IMG_1287.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QpIgeZxh9zo/Taln_BiG8CI/AAAAAAAAH5s/rtJ32zGKkMs/s1600/IMG_1290.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; FLOAT: left; HEIGHT: 186px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596118344425467938" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-QpIgeZxh9zo/Taln_BiG8CI/AAAAAAAAH5s/rtJ32zGKkMs/s200/IMG_1290.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SvoNsSsX8j4/TaloLh9M6eI/AAAAAAAAH50/Azlj9DVuiCA/s1600/IMG_1292.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 192px; FLOAT: right; HEIGHT: 187px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596118559287470562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-SvoNsSsX8j4/TaloLh9M6eI/AAAAAAAAH50/Azlj9DVuiCA/s200/IMG_1292.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-29BI8dzg9xE/TaloYR5mKVI/AAAAAAAAH58/VTPmW-osYkI/s1600/IMG_1297.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cYzhwSi2CjM/TalmWQITv0I/AAAAAAAAH5c/URWdndXUOZo/s1600/IMG_1289.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 360px; FLOAT: right; HEIGHT: 198px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596116544457523010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-cYzhwSi2CjM/TalmWQITv0I/AAAAAAAAH5c/URWdndXUOZo/s200/IMG_1289.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cYzhwSi2CjM/TalmWQITv0I/AAAAAAAAH5c/URWdndXUOZo/s1600/IMG_1289.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;RATING. RATING. RATING&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FMI. FMI. FMI. FMI. FMI. FMI&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;UE UE UE UE UE UE UE UE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;As BRUXAS de SALÉM, lembram-se?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,0,0)"&gt;gente entre os trinta e os cinquenta anos, crentes nas modernas bruxarias e vales sombrios onde enterram plutónio e os cadáveres ocasionais após a arrumação de Chernobyl. Vai, aviãozinho, carregado de matérias cósmicas e humanos fios de disparo. Viste o que acabaste por fazer em duas grandes cidades japonesas? Ora que tem isso a ver com os dias de hoje e as bombas existentes, capazes de destruirem dezassete vezes a terra que habitamos (Terra, TNT, Tintas de escarnecer).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tecnologia não é um bem em si mesma: os homens usam-na cada vez mais para abater concorrentes, negócios, ideias simples. Estes computadores, e uns milhões mais, têm o poder de alterar o mundo, de contrair os negócios menos lícitos. Assim se abatem concorrentes e sonhos mal começados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As escolinhas dos talibã parecem-se com estas: badalando a cabeça, o euro está a ser atacado e os países mais fracos são metidos em água com sabão. São os homens, em coligação com Deus. Os meninos sentam-se nas mesas da escola Talibã e martelam a tabuada do Kapitalismo. Compram, vendem, juram, acham que a felicidade dos homens é comprimirem-se até lhes rebentar o sistema vascular. &lt;strong&gt;BLOG !&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5656236820217058942?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5656236820217058942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5656236820217058942' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5656236820217058942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5656236820217058942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/04/tecnologia-votada-rotina-do-dinheiro.html' title='A TECNOLOGIA VOTADA À ROTINA DO DINHEIRO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KQwzrBlAs6c/Ta2314nSohI/AAAAAAAAH6U/m0yCQoUN9LI/s72-c/IMG_1291.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-1626885320933725491</id><published>2011-04-15T18:57:00.006+01:00</published><updated>2011-04-21T22:00:39.806+01:00</updated><title type='text'>É PRECISO ACABAR COM AS AGÊNCIAS DA PESTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0BQmAdSsduI/Talhy4o-YSI/AAAAAAAAH48/4R83jWbnGQM/s1600/IMG_1298.JPG"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 189px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596111538810151202" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-0BQmAdSsduI/Talhy4o-YSI/AAAAAAAAH48/4R83jWbnGQM/s400/IMG_1298.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais depressa do que se pressentia, e tendo sobretudo em conta os milhares de meios e modos de comunicação que tornaram global a vida dos povos sobre a Terra, os desastres de toda a espécie, incluindo os naturais, fazem do mundo de hoje um espectáculo carregado de ameaças, conflitos armados de toda a espécie, confrontos de povos e civilizações, aumento aterrador dos movimentos &lt;em&gt;subterrâneos &lt;/em&gt;que dinamizam centenas de milhares de actos complexos no domínio de diferentes tipos de tráfico, armamento, droga, contrafacção, escondimento de fraudes de grande complexidade, com efeitos demolidores sobre as sociedades, as finanças e a economia. Porque, em vez de um progresso contido e estabilizado, sem os desequilíbrios monstruosos entre vastas áreas de pobreza e fome, culturas estacionárias e minorias poderosas, com acumulação de dividendos por vezes suficientes para a compra de cidades inteiras ou de geminar duas enormes empresas transnacionais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A crise que se está a viver em todo o mundo, com pontos iniciais na América, entre bancos ensandecidos e burlas capazes de arrasarem meia dúzia de Estados, é hoje uma epidemia à escala planetária. As contracções que poderá gerar, lançando na bancarrota muitos países, além de accionarem as instituições que combatem tais situações (nunca por altruismo, naturalmente) podem vir a esmagar grandes nacões da base da nossa história e da nossa civilização. A Grécia, envolvida por constantes cercos de juros altíssimos, foi forçada a pedir a intervenção do FMI, tal como a Irlanda (tão próspera até há relativamente pouco tempo) e agora Portugal. Os bancos, muito poluídos por recentes convenções especulativas, produtos tóxicos, como é referido, foram salvos por avalistas poderosos, os próprios Estados, e estão hoje a viver (e a pedir dinheiro) numa terrível faixa de risco. Tudo se descoordenou, enquanto as agências internacionais de &lt;em&gt;rating, &lt;/em&gt;obra tentacular de um capitalismo selvagem, avassalador, que faz crescer e morrer milhões de pequenas empresas todos os dias, cobrem jornais e televisões com as suas validações impertinentes, previsíveis, e em nada justas no campo das operações de crédito internacional com que os países, cada vez mais, se governam segundo projectos mais ou menos megalómanos. A miséria cresce, avança no ponto de 50% da população mundial, enquanto nas áreas mais ricas (tendo sempre em conta a exploração alucinatória do petróleo e de outras matérias) famílias e agentes do alto comércio, da alta indústria, engradecem e enriquecem numa escala que roça o absurdo. O capitalismo, enquanto se sofisticava nas formas de explorar clientes e accionistas diversos, tornou o mundo presa de interesses e associações capciosos. A União Europeia, lugar de uma civilização superior e milenar, começou a gerar uma área poderosa, através de tratados e projectos de entrosamento económico, produtivo, de trocas e circulação de mercadorias a par do aumento da tendência turística.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejamos um pouco do horror, agora que Portugal se deixou cair nas chamadas normas de austeridade, que emagracem tudo e provocam anos de recessão, pressupondo salvações equilibradas quando nada se faz para um novo paradigma de ordem equilibrada entre &lt;strong&gt;ter &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;haver.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Moody's, Fitch e Standard &amp;amp; Poor's&lt;/strong&gt; são três agências de &lt;em&gt;rating&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;visadas pela acção que dará entrada na Procuradoria-Geral da República no início da próxima semana e que é subscrita por um grupo de professores de Economia. Um acto decisivo, ético e moral. Mas o problema tem de ser debatido à escala do mundo: tudo o que aquela gente faz é &lt;strong&gt;crime de manipulação de mercados&lt;/strong&gt;, acções que têm tudo menos uma base científica e uma coordenação relacionada à escala dos continentes e das uniões. Ora a verdade é que estas agências (onde o próprio FMI já denunciou irregularidades de comportamento) usam e abusam do poder que têm e necessitam de uma supervisão muito mais estreita, melhoria de objectivos, projectos de estabilidade mundial. As suas actividades têm um impacto significativo, mesmo brutal, nos custos de endividamento dos países, podendo afectar (já o fizeram) a sua estabilidade financeira e outras. Os técnicos que estão a enfrentar esta monstruosa barreira de destruições, lembram que a UE considera a possibilidade de responsabilizar financeiramente estas agências pelas consequências dos seus erros, ao que estas respondem ameaçando abandonar a actividade da Europa. Bem se vê que não se batem em estado de honra em argumentos, mas nas retiradas estratégias que, bem vistas as coisas, deviam ser pulverizadas com o esforço da UE, EU, Japão, China, Índia, Canadá, por exemplo. Há muitas coisas de que o mundo ainda precisa, mas não desta electrónica agiotagem, com «jogadores» encobertos e aos quais devia ser movida uma «guerra», essa sim, global. Até porque a globalidade é um embuste, unindo diferenças em artifícios como doenças, uma rede vil donde parecem brotar as próprias doenças &lt;em&gt;modernas. Biológicas e tecnológicas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-1626885320933725491?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/1626885320933725491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=1626885320933725491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1626885320933725491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1626885320933725491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/04/e-preciso-acabar-com-as-agencias-da.html' title='É PRECISO ACABAR COM AS AGÊNCIAS DA PESTE'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0BQmAdSsduI/Talhy4o-YSI/AAAAAAAAH48/4R83jWbnGQM/s72-c/IMG_1298.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-4962437443775943717</id><published>2011-04-11T10:59:00.008+01:00</published><updated>2011-05-10T15:44:36.026+01:00</updated><title type='text'>IMAGENS E GENTE DE UM INQUIETO ACONTECER</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1y-2j301ziU/TaLRXoS8UmI/AAAAAAAAH40/8ksskwgIJqw/s1600/IMG_1275.JPG"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 261px; display: block; height: 400px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594263891031642722" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1y-2j301ziU/TaLRXoS8UmI/AAAAAAAAH40/8ksskwgIJqw/s400/IMG_1275.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;LANÇAMENTO DESTE LIVRO NO DIA 16 DE ABRIL, ÁS 18 HORAS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;NO HOTEL REAL PALÁCIO, RUA TOMÁS RIBEIRO, 115, LISBOA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os meus apelos sempre foram de orientação pluridisciplinar, quer quando lia semanalmente «O Mundo de Aventuras», riscando, pelas horas de silêncio, perturbadoras bandas desenhadas, quer quando escrevia, numa velha remington de meu pai, histórias mais ou menos tristes, entre postais ilustrados de palácios em ruinas. Fui, desde cedo, um amador de paixões e um fabricante de brinquedos alternativos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Terão, os amigos de agora, um fio de escolhas, aliás&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; a opor&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;tunidade de ler este livro e reflectir sobre os modos diversos através dos quais a vida de certa gente &lt;/strong&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;—&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; uma família inteira, por exemplo &lt;/strong&gt;&lt;span style="line-height: 115%; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;—&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;se concentra e dissolve em planos de imagens inquietantes, a maior das nossas aprendizagens, sem métrica, matemática ou redutores automatismos. Há aqui, de certa maneira, histórias de vida, o enlace a nossa falsa inocência (em meninos) com a palpitação do desejo e do sonho na chegada da razão e da consciência, assim entre a infinidade das percepções enganadoras e os encobrimentos de uma privacidade inalienável.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Viagem dura, enquanto os parentes faleciam&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e eram enterrados em cemitérios de cal. O trajecto, depois de uma longa e mística travessia do Alentejo, até Lisboa, desconhecida, sem medida nem paz. O tempo, nos cadernos de confissão, voltava atrás, fazia-me visitar as praias, adiantando-se depois até aos trinta anos, para novos olhares a montante e a jusante, sob as sombrias abóbadas da Escola Superior de Belas Artes. Eis como este livro trata de um acontecer inquieto, arrancado à terra, à vida e à morte da família, enquanto se convocam, pela arte, partidas e retornos, memória dos desentendimentos entre pessoas, a sua difícil condição humana. Os velhos professores da memória académica ensinavam coisas elementares e deixavam a aula repousar em silêncio, propícia para a leitura do «Diário de Notícias». Ficávamos, pelo menos, a saber, que o valor lumínico do nariz estava bem acima dos valores baixos, sombras sob o queixo. Apesar de tudo, das acusações conra a precariedade do ensino artístico tutelado na cópia dos Columbanos e Velosos Salgados, não fui molestado nas Belas Artes, nem nada nem ninguém tentou furar-me os olhos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-4962437443775943717?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/4962437443775943717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=4962437443775943717' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4962437443775943717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4962437443775943717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/04/viagens-e-gente-de-um-inquieto.html' title='IMAGENS E GENTE DE UM INQUIETO ACONTECER'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1y-2j301ziU/TaLRXoS8UmI/AAAAAAAAH40/8ksskwgIJqw/s72-c/IMG_1275.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5955925066354242166</id><published>2011-03-30T19:53:00.010+01:00</published><updated>2011-04-02T11:16:26.788+01:00</updated><title type='text'>S0UAD MARSSI, ARGÉLIA, CANÇÕES POLITIZADAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5tO5uEFGYew/TZN8TXgQUoI/AAAAAAAAH4M/NVT73rakJTs/s1600/IMG_1231.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589948234665579138" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5tO5uEFGYew/TZN8TXgQUoI/AAAAAAAAH4M/NVT73rakJTs/s400/IMG_1231.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Souad Massi&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Souad Massi, quando nos olha, é já um acontecimento perturbante. Quando o seu olhar se consolidava (vivia ela junto do pai e ouvia-o cantarolar canções árabes tradicionais, a par da mãe que ouvia pela rádio James Brown e outros ícones da música anericana) já os seus dons de sensibilidade musical lhe brotavam nos lábios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;É um caso recente mas, a bem dizer, quase todos os verdadeiros casos são recentes. Por vezes, cedo demais, apodrecem depressa mas a fala das plausíveis raridades dá a volta ao mundo espalhando pela distância a força e a distenção dos músculos, cordas vocais fidelíssima ao &lt;em&gt;directório&lt;/em&gt; das verdadeiras vocações.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Li no &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Público&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; que a música da argelina Souad Marssi reflecte ascendências próprias, respirando o ambiente da tradição musical magrebina misturado com a folk, o rock ou o funk. Há mais de uma década que vive em Paris para onde foi desiludida com o clima político do país natal. Mas continua a visitar a Argélia, matando saudades da família. Canta em árabe. Também em francês ou em inglês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É, com os músicos habituais que actua, daqui a dias, na Fundação Gulbenkian, no ciclo das Músicas do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao lhe perguntarem o que achava da actual situação da mulher, a sua resposta parece emergir do seu lado ainda inocente:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Quando era jovem era um dia (o da mulher) que me dizia muito, porque sabia que havia mulheres que se tinham revoltado, lutando pela implementação dos seus direitos. Hoje continuam a existir muitas injustiças em torno das mulheres, como as diferenças salariais em relação aos homens, embora me pareça que a situação mudou para melhor, principalmente na Europa. Mas ainda há muito a fazer. Em França, é como se estiesse em casa, na Argélia. Aí sou universal: falo das mulheres, da paz, do amor, para mim temas universais. Seja como for, a Argélia é um mundo à parte. Estamos abertos ao Ocidente, somos africanos, somos árabes. Depois de tempos convulsivos, alguns de nós ainda vivem a psicose da guerra civil. Mas as pessoas gostam muito do Presidente porque ele conseguiu trazer ao país alguma estabilidade, embora não gostem das pessoas que o rodeiam. Espero que, mais tarde ou mais cedo, um movimento de estudates possa fazer alguma coisa para melhorar o país».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perguntada sobre o fenómeno da sua música, diz:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«A música sensibiliza as pessoas. Une-as. Acompanha as revoluções. Ao longo da história, todas as revoluções tiveram a sua música. esde Bob Dylan ou Joan Baez, por exemplo. É esse o poder da música, denunciar e sensibilizar, principalmente quando existe uma relação de confiança entre o público e o artista e este tem qualquer coisa de relevante a transmitir.» &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;DENTRO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Música politizada que tanto pode exprimir a melancolia folk como a celebração africana. É esse o universo da cantora argelina Souad Massi e é no mais profundo dessa ressonância que ouvimos em Lisboa. Algumas palavras que ela pronuncia, uma respiração e um modo de estar naturais, o modo franco e doce com que olha para a câmara, tudo isso me faz lembrar «O Estrangeiro», de Camus, e a sua cativante personagem de amor, Maria. Quando Mersault ficava deitado de costas no mar, suspenso, boiando e olhando o céu azul, Maria estava no seu pensamento.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Há personalidades que nos olham com uma sabedoria estranha, que nos atraiem para o mundo delas, tanto pelo rosto e pelas mãos enquanto falam, como pela música que espalham no mundo, de fala plural, dizendo-nos quase ao ouvido falas de há instantes que conseguimos conservar na memória para sempre. De quando em vez, elas passam por nós, murmuradas, numa despedida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5955925066354242166?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5955925066354242166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5955925066354242166' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5955925066354242166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5955925066354242166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/03/s0uad-marssi-argelia-cancoes.html' title='S0UAD MARSSI, ARGÉLIA, CANÇÕES POLITIZADAS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5tO5uEFGYew/TZN8TXgQUoI/AAAAAAAAH4M/NVT73rakJTs/s72-c/IMG_1231.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5600125104683239941</id><published>2011-03-30T10:06:00.003+01:00</published><updated>2011-04-02T11:34:13.515+01:00</updated><title type='text'>MORREU ÂNGELO DE SOUSA, PINTOR SUCINTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Mv75qNYM8iU/TZMCKItfTxI/AAAAAAAAH4E/H8orwTqdFvE/s1600/IMG_1237.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589813935657144082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Mv75qNYM8iU/TZMCKItfTxI/AAAAAAAAH4E/H8orwTqdFvE/s320/IMG_1237.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aWONczIiRWc/TZLzEwS-pxI/AAAAAAAAH38/1bkxA1TeLBg/s1600/IMG_1236.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589797350529738514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-aWONczIiRWc/TZLzEwS-pxI/AAAAAAAAH38/1bkxA1TeLBg/s320/IMG_1236.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;pintor Ângelo de Sousa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sempre que passava por Lisboa e me encontrava na Brasileira ou na S.N.B.A., dizia-me: «Olá, estás bom?» Claro que não esperava pela resposta porque tinha mais coisas engatilhadas para exprimir: «não tens pintado, o ensino é uma porra. Estás cansado? Olha que porra, então a gente não vê as carradas de lixo que transportas para a pintura?» Lembro-me de responder: «Tens toda a razão, vê lá, eu a produzir poética de lixo e tu a limpares esse lixo até te comsolares com uma simples linha oblíqua, de alto a baixo, na tela.». E ele, sarcástico: «Olha como ele está esperto...» Ganhámos esta guerra jocosa no dia em que nos defrontámos na minha prestação de provas de agregação universitária e eu o surpreendi diante do seu ar enfim sério, desafinando por vocação nas últimas palavras da sua argumentação. Disse mais tarde, a alguém no Porto, que o tipo ( o tipo era eu) o tinha surprendido, quer pela natureza das provas, quer pela fundamentação das respostas, sem esperas nem tibiezas. Há tempos, escreveu-me e os postais dos seus convites trazaiam agora uma reconfortante nota de humor e de amizade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ângelo de Sousa, vítima de uma doença grave, estava afastado da actividade artística há vários meses. Como hoje se diz no «Público», Ângelo foi «um dos protagonistas da contemporaneidade artística portuguesa, destinguindo-se sobretudo pelo seu experimentalismo e pela procura incessante de novas linguagens». Esta citação do jornal foi obtida do director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, João Ferandes. Mas Ângelo de Sousa é claramente interior aos atrevimentos vanguardistas de Fernandes, com quem podia conviver na partilha de coisas &lt;em&gt;insensatas &lt;/em&gt;sobre os «modelos» do tempo moderno e a sua revolução contra o lixo, a favor de um simples risco que tanto macula um monumento como o assinala para a história das escolhas. Para sintetizar o sentido da obra de Ângelo de Sousa, coisas como &lt;em&gt;Algumas formas ao alcance de todos, &lt;/em&gt;deve acentuar-se que ele desenvolvera um importante estudo sobre as cores, aliás só usadas de esguelha ou por magníficas sobreposições nos quadros da sua &lt;em&gt;geometria secreta.&lt;/em&gt; Ângelo de Sousa morre com 73 anos, nasceu em Moçambique, em 1938. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes do Porto (1955) onde se formou em Pintura. Integrou, na década de 60, o grupo dos «Quatro Vintes»: artistas que tinham obtido, ao abrigo dos inflaccionismos daquela Instituição, a classificação de 20 valores, Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues. É depois disso (e da ironia disso) que Ângelo criou uma obra pessoal e única, que amadureceu expressando-se principalmente na pintura, embora ele também desenvolvesse outras disciplinas de índole artística, desenho, esultura, fotografia, e cinema e vídeo. Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian para frequentar importantes escolas de Arte inglesas. Leccionou na ESBAP,depois FBAUP.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5600125104683239941?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5600125104683239941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5600125104683239941' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5600125104683239941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5600125104683239941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/03/morreu-angelo-de-sousa-pintor-sucinto.html' title='MORREU ÂNGELO DE SOUSA, PINTOR SUCINTO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Mv75qNYM8iU/TZMCKItfTxI/AAAAAAAAH4E/H8orwTqdFvE/s72-c/IMG_1237.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-3855934862422934777</id><published>2011-03-22T16:00:00.005Z</published><updated>2011-03-22T16:20:23.652Z</updated><title type='text'>ARTUR AGOSTINHO FALECEU COM  90 ANOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-phltUgFm1Rw/TYjJAKd26TI/AAAAAAAAH30/4uCa6sdj4NU/s1600/IMG_1187.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 315px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586936342399871282" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-phltUgFm1Rw/TYjJAKd26TI/AAAAAAAAH30/4uCa6sdj4NU/s400/IMG_1187.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Lkmjld8wFcI/TYjIsv3YghI/AAAAAAAAH3s/vkIsxNBuhYQ/s1600/IMG_1186.JPG"&gt;&lt;/a&gt;A morte de Artur Agostinho corresponde a um daqueles momentos em que país se espanta e descai, sob o peso da notícia, com as mãos suspensas. Tive oportunidade há pouco, à hora do almoço, de ver um homem do povo (distinto e claramente) pronunciar o nome do artista em tom interrogativo, como se tivesse ouvido uma impossibilidade. Aquele homem simples tinha consigo, como muitos portugueses, um forte apreço por este homem de todos os ecrãs, do fundo da rádio, há muitos anos, serões para trabahadores apresentados exaustivamente por ele, grande agilidade e poder criativo a reatar jogos de futebol, actor televisivo desde o início, num tempo em que já passara pelo cinema, ao ladde António Silva, com uma pronúncia inconfundível e um perfeito sentido das situações que se lhe apresentavam. Artur Agostinho foi, sem dúvida, uma das mais populares figuras públicas do país. E o mundo que nos deixa, de uma imensa variedade e bravura técnica, vai torná-lo vivo durante muito tempo. E nunca será um fóssil achado na terra submersa, daqui a milhares de anos, na área do antigo Parque Mayer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586935837742133042" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-PoUrW1FVx1Y/TYjIiyeE7zI/AAAAAAAAH3k/XZAWag0OvGg/s320/IMG_1191.JPG" /&gt;Artur Agostinho, um dia&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-3855934862422934777?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/3855934862422934777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=3855934862422934777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3855934862422934777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3855934862422934777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/03/artur-agostinho-faleceu-com-80-anos.html' title='ARTUR AGOSTINHO FALECEU COM  90 ANOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-phltUgFm1Rw/TYjJAKd26TI/AAAAAAAAH30/4uCa6sdj4NU/s72-c/IMG_1187.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7204703911281928175</id><published>2011-03-16T18:01:00.008Z</published><updated>2011-03-17T10:51:07.625Z</updated><title type='text'>O HORROR CÓSMICO E O SUAVE PERDÃO A DEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Frlm-39cqUk/TYD8zXmp_FI/AAAAAAAAH3U/HP6d-rMhdYI/s1600/IMG_1174.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584741497379093586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Frlm-39cqUk/TYD8zXmp_FI/AAAAAAAAH3U/HP6d-rMhdYI/s400/IMG_1174.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é uma imagem recente da grande tragédia que se abateu sobre o Japão, um terramoto seguido de um colossal tsunami e um conjunto de efeitos secundários que colocam o país em risco nuclear, sem tornar visível as cidades que desapareceram, a devastação sem nome, entre colapsos urbanos, rodoviários e outros, além de mais de dez mil mortos. O que se passou no Japão, em pouco tempo, até nos faz desfocar o horror, então «expertimental», do primeiro lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki. É verdade que muitos erros foram cometidos no Japão, apesar do seu enorme avanço tecnológico, e já na sua reconstrução avançada ainda se escolheram zonas de falhas sísmicas para implantar centrais nucleares. A grande quantidade de energia nuclear de que o Japão dispõe não passa, contudo, de 20% do total de que necessita. Se Hiroshima pode ser considerada como uma estratégia de guerra, e portanto como um &lt;em&gt;erro humano&lt;/em&gt;, a realidade actual (num universo que não percebemos o que seja nem se ele é regido de alguma forma) teria então de ser interpretada como um&lt;em&gt; erro de Deus.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com as seguintes imagens, procurei chamar a atenção para a notícia e para o absurdo dela, em extensão e &lt;em&gt;non-sense&lt;/em&gt;: não tanto a brutalidade do tremor de terra e a devastação que durou cerca de cinco minutos, seguida nos dias seguintes por centenas de outras; não tanto a já habitual formação de tsunamis com ondas de dez metros de altura e penetração de 12 quilómetros pelo território cada vez mais desfeito; e nem sequer o que que acontece com as centrais nucleares cujo colapso relativo lançou para a atmosfera uma onda de gás radioactivo cujas consequências conhecidas promovem a evacuação de largas áreas habitadas e empurra os próprios japoneses a tentarem abandonar a sua terra, os seus haveres, procurando noutra parte do mundo uma eventual salvação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584741364980699266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_PkYger3278/TYD8rqYa0II/AAAAAAAAH3M/d79HMGaouTs/s400/IMG_1173.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detalhe entre os detalhes: a beleza solitária de uma rapariga que chora entre os destroços e os planos sucessivos, até ao azul, de montes de ruínas, perdas de tudo e, em especial, de vidas humanas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferreira Fernandes escreveu no «Diário de Notícias»: «Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares, se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre as pedradas de camionistas na rotunda do Carregado?»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 276px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584741229859339522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ry92ltWV77M/TYD8jzA-fQI/AAAAAAAAH3E/P_sxm__xl30/s400/IMG_1172.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta vítima da tragédia que se abateu sobre o Japão, mais parece um anjo de asas decepadas e ainda capaz de olhar para o futuro através dos mortos e destroços em volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferreira Fernandes escreveu no «Diário de Notícias»: «No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, de que está vivo. À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se essa mesma palavra não fosse usada nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro).» &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos, o japonês disse ao filho &lt;em&gt;que nem tudo eram tristezas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poderemos nós, agora, enquanto arriscamos o país a cair numa tragédia gerada pelas mãos humanas e por atritos infinitamente escassos, dizer que a esperança cabe em dez dias e que, se iniciámos a construção do TGV em plena crise finaceira, isso é infinitamente menos do que pretendem fazer os japoneses: reconstruir para o ano a cidade de Sendai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7204703911281928175?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7204703911281928175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7204703911281928175' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7204703911281928175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7204703911281928175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/03/o-horror-cosmico-e-o-suave-perdao-deus.html' title='O HORROR CÓSMICO E O SUAVE PERDÃO A DEUS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Frlm-39cqUk/TYD8zXmp_FI/AAAAAAAAH3U/HP6d-rMhdYI/s72-c/IMG_1174.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7278335620843713710</id><published>2011-03-16T16:30:00.003Z</published><updated>2011-03-17T11:04:37.833Z</updated><title type='text'>SEM BRIGAS E EXCLUSIVISMOS PACHECO ENSINA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QjftaD3I1TU/TYDovvJ11II/AAAAAAAAH28/cWp-DqQKWu4/s1600/IMG_1176.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 370px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584719444748653698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-QjftaD3I1TU/TYDovvJ11II/AAAAAAAAH28/cWp-DqQKWu4/s400/IMG_1176.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;OS HOMENS PARECEM TODOS IGUAIS, POR DENTRO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;E POR FORA. A IMPRESSÃO DIGITAL DESEMGANA-NOS,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;DEMONSTRA, AO MICROSCÓPIO, QUE NÃO HÁ UM&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;DESSES «DESENHOS» IGUAL AO OUTRO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584719300068774866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-FMCwa2T3nfk/TYDonULeE9I/AAAAAAAAH20/Ztcsu4nhli4/s320/IMG_1169.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;DINAMITE CEREBRAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;SOLIDÃO DO PENSAMENTO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pacheco Pereira, figura das mais relevantes e mediáticas do nosso meio, é sem dúvida uma personalidade de grande recorte intelectual  no país, senhor de diversos aprofundamentos históricos e sócio-políticos, parlamentar emérito, colaborador em jornais e revistas, comentador com larga presença na televisão, professor universitário. A sua trajectória nos meios de comunicação social (ganhou logo audiência na rádio) tem sido vertiginosa, plural, competitiva e competente, excepto no que se aponta ao seu carácter impositivo, sobreponível aos outros, que conquista adeptos e inimigos. Adeptos por vezes &lt;em&gt;maneiristas &lt;/em&gt;e demasiado &lt;em&gt;seguidistas&lt;/em&gt;, inimigos sobretudo de ordem política, quando Pacheco comete excessos e se reclama, sem razão, de uma razão que outros já superaram. Seja como for, Portugal de hoje só é caracterizável se se tiver na devida conta personalidades como Pacheco Pereira, o Magalhães que sempre soçobrava ao garrido palavreado daquele colega na rádio («Flash Back»), o Santana, os homens da Federação Portuguesa de Futebol, o Cardeal Patriarca e, em sisifianas tarefas, Cavaco Silva, Presidente da República, Sócrates e Passos Coelho, um em actividade controversa e outro em contraponto amuado. Em todas as importantes prestações que Pacheco Pereira tem oferecido ao país, além daquele programa da rádio, da televisão, dos comentários político-artidários, poderiamos destacar o já pesadote A QUADRATURA DO CÍRCULO, por vezes a funcionar como «Círculo da Quadratura. Seguir debates e teorias sobre a política portuguesa e política em geral, eis o que muita gente faz com a ajuda das prestações da Pacheco Pereira. Por mim, fui ganhando cansaço, porque a comunicação audio-visual de Pacheco em grupo, pequeno ou grande, tanto faz, ele rompe com todas as regras da síntese, da inteligibilidade, da desmontagem não ardilosa de um tema. Suponho que quase todos os seguidores deste protagonista da vida nacional, pelo menos os menos mitificadores e mais abertos à circulação das ideias, já se aperceberam que a notoriedade do (personagem) não corresponde à qualidade. É um mau comunicador, porque não respeita os parceiros, os telespectadores ou presentes, nem se respeita a si mesmo. O mensageiro apaga a mensagem. Pensei muito vez: como será este homem enquanto docente? Como será este indivíduo num programa de uma só pessoa? Ele-mesmo?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finalmente, num canal televisivo, chegou-nos a resposta: sentado a uma mesa, num cenário azulado e graficamente singelo, uma perna à frente, outra atrás, evocando ambiguamente a situação de quem está num café, Fernando Pesssoa ocorre, o lettring não nos trai: &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;o desassossego da dinamite cerebral&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;strong&gt;corrobora&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;a solidão do pensamento.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Neste programa, José Pacheco Pereira, sem arrogância e sem complacências desnecessárias, dá-nos a ver e a entender algumas questões que, no quotidiano, tantas vezes nos iludem ou enganam grosseiramente: a encenação parte do ponto comunicador e a edição respeita um certo espaço ortogonal onde o centro e o tema são convocados. Há mesmo o escrúpulo exemplar, para uma televisão em geral trapalhona, em accionar uma câmara na perpendicular exacta, que nos mostra (portanto em plongé) muitos dos materiais que o comunicador analisa. E aí vemos surgir erros gráficos e jornalísticos de uma velha preguiça do fazer ou imposta pelo negócio, o peso e a composição dos elementos, porquê e para quê. Os jornalistas têm muito a aprender nesse aspecto, embora tudo seja sucinto mas certeiro. Outros pontos e contrapontos surgem, num roteiro bem ordenado, numa abordagem isenta das coisas vistas e pensadas, como é o nosso quotidiano e a realidade em que nos movemos, entre problemas que tocam a antropologia e a sociologia, a estética e a poética das coisas e das palavras.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O tema que desmonta uma certa realidade, &lt;span style="color:#990000;"&gt;dinamite cerebral, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;conjuga-se com&lt;span style="color:#000099;"&gt; a solidão do pensamento, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;o&lt;/span&gt; acto de dar a ver o que é próprio da nossa condição intrínseca de ser, pensar e agir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7278335620843713710?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7278335620843713710/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7278335620843713710' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7278335620843713710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7278335620843713710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/03/sem-brigas-e-exclusivismos-pacheco.html' title='SEM BRIGAS E EXCLUSIVISMOS PACHECO ENSINA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QjftaD3I1TU/TYDovvJ11II/AAAAAAAAH28/cWp-DqQKWu4/s72-c/IMG_1176.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-8025480592740631553</id><published>2011-03-16T15:37:00.005Z</published><updated>2011-03-17T11:18:25.716Z</updated><title type='text'>A GERAÇÃO DESENRRASCADA EM LIBERDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-saJD0atoSgA/TYDaAgHD3MI/AAAAAAAAH2s/jmmy3mnbOe0/s1600/IMG_1162.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 330px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584703240093818050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-saJD0atoSgA/TYDaAgHD3MI/AAAAAAAAH2s/jmmy3mnbOe0/s400/IMG_1162.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Aspecto de um protesto em euforia pacífica. A geração que hoje estuda e ainda sonha com um futuro digno, talvez possível, em Portugal, se todos aceitarem uma vida económica, pacata, regada por cerveja e tremoços, tertúlias futebolísticas, férias de trabalho a limpar as Matas, entre muitas outras coisas com esta configuração de esquerda iluminada e humilde. Assim será possível sobeviver, aguentar os furacões, ondas gigantes, terramotos, guerras locais e nucleares, atmosferas poluídas, comida frugal - tudo sem publicidade, nem divertimentos massificantes, entre pequenos passeios em pequenos automóveis eléctricos, com paragem de meia hora, nos postos de abastecimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é preciso trabalhar muito para manter um país vivo. É mais limpo e mais saudável. Poderá mesmo dispensar-se a moeda, em grande número de trocas e actividades. Há certas procuras de conhecimento que mudarão de forma substancial, porque se investigará mais para um quotidiano passeante do que para largadas de competitividade (uma palavra obsoleta inventada nos programas eleitorais dos partidos políticos e no espaço dos empreendedores.) Esta última palavra, mais usada no séulo XXI, pertence a um pensamento ligado à enconomia e à religião. O empeendorismo em Fátima, largou das hostes em bancarrota, peregrinos pedindo o passado, e teve de criar uma nova cidade a fim de produzir, para o país e o resto do mundo, incluindo China, Índia, Estados Unidos, Brasil, Angola, África do Sul, Indonésia, pequenos objectos electrónicos com jogos, informação geral, história das religiões, telefone sem imagem nem câmara. Entre estes exemplos, e muitos mais, o mundo destituído de armas, máquinas, sistemas energéticos proibitivos, ladrões, gurus, políticos ligados aos sistemas do século XX. Com os aparelhos de leitura, haverá chaves de casa, do automóvel, das caixas nos antigos bancos, mapas das cidades, servições ainda exploradas. Este caldo de cultura tem, para a história, uma vantagem: é que tornará desnecessário os serviços de saúde, os ajuntamentos no futebol, os endireitas, os juizos, a produção em biliões e biliões de unidades em casos como a cosmética, os desportos de risco, os cursos chatos, as creches, e até, em muitos casos, os empregos, porque a autosubsistência, inspirada no Oriente, fará de cada família uma unidade bastante, eventual cooperante, com outras, nas novas cidades de uma dezena de milhares de habitantes. Essa opção, além de integrar os seres humanos no meio, usa o que ele dá e renova naturalmente. Os doentes com AVC, cancros, doenças degenerativas dos vários sistemas, patologias  nervosas, enfartes, tromboses, insuficiências renais, depressões, para citar apenas o mais óbvio, libertará os espaços onde as multidões se amontuam, tossindo, escarrando, sempre à espera de uma consulta, doentes profissionais. Muitas das chamadas doenças modernas regredirão para níveis de há milénios, quando ainda não existiam praticamente. Esta perspectiva que começa a desenvolver-se com a crise da globalização, tende à pacificação das sociedades, à unificação das religiões, à morte dos privilégios milionários. Apesar de tudo, os peregrinos de Fátima continuarão a calcorrear a berma das estradas, pois as religões terão como prece a marcha moderada, exercícios físicos e novas técnicas de reflexão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584703058172309346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-w2kX7_3P-WI/TYDZ16Zl72I/AAAAAAAAH2k/hD931zg2cXk/s320/IMG_1159.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Estes exemplos, de 2011, mostram o início da época dos passos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O cartaz inclui uma verdade simples, ninguem deve viver acima&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 307px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584702896400473458" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-iE-IeWiDGqs/TYDZsfwLnXI/AAAAAAAAH2c/SGnz_6XEG1U/s320/IMG_1158.JPG" /&gt;Seculo XXI: a grande marcha desenrrascada &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-8025480592740631553?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/8025480592740631553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=8025480592740631553' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8025480592740631553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8025480592740631553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/03/geracao-desenrrascada-em-liberdade.html' title='A GERAÇÃO DESENRRASCADA EM LIBERDADE'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-saJD0atoSgA/TYDaAgHD3MI/AAAAAAAAH2s/jmmy3mnbOe0/s72-c/IMG_1162.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-3842109483172929411</id><published>2011-02-12T15:15:00.016Z</published><updated>2011-02-12T17:40:50.892Z</updated><title type='text'>A VONTADE POPULAR QUE DESTRONOU O FARAÓ</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r0Kq6B2Hg4o/TVaq-bizYlI/AAAAAAAAH1U/yAXkV9KFT-M/s1600/IMG_1058.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572829578439909970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-r0Kq6B2Hg4o/TVaq-bizYlI/AAAAAAAAH1U/yAXkV9KFT-M/s400/IMG_1058.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Aspecto geral (nocturno) da praça Central do Cairo, Egipto, no auge do delírio libertário, noite de 11 de Fevereiro de 2010, quando o Presidente Mubarak acabou por ceder às pressões nacionais e internacionais e abandonou o poder, delegando no Exército a coordenação das operações de transição. Este homem que governou o Egipto durante 30 anos, e sucumbira às obscuridades dos manipuladores do poder, manteve-se agarrado à lógica anterior num discurso em que apelava à unidade. Por sua parte, depois de duas semanas de resistência, Mubarak afirmou não ter intenções de se candidatar a novo mandato, em Setembro, devendo o país reorganizar-se a partir daí. A expectativa colossal em que se mantinha a multidão, silenciosa, de olhos ao alto, explodiu ao sentir-se traída desta maneira. O que terá acontecido entre os restantes membbros activos da presidência, logo a seguir à emissão do discurso, só um dia se saberá. É que, pouco tempo depois de haver reiterado o seu cargo, Mubarak optou por se demitir. A notícia fez explodir a alegria dos egípcios ali concentrados. A liberdade passa por aqui! - - dizia-se. Graças a&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Deus! O Egipto é um país livre!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 337px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572829070976035282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-XvXpW4R6_LQ/TVaqg5F_KdI/AAAAAAAAH1M/lGQ4G9aZQqo/s400/IMG_1039.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;O grito da liberdade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CrZq7JvxIqg/TVap9_yp2LI/AAAAAAAAH1E/Z_k3p0UARBY/s1600/IMG_1038.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572828471478573234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-CrZq7JvxIqg/TVap9_yp2LI/AAAAAAAAH1E/Z_k3p0UARBY/s400/IMG_1038.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;A voz do povo transcende as habituais esperas e negociações entre grupos em conflito. Há os que temem a dificuldade de fazer esta transição de forma sustentada e profícua. Sabe-se, todavia, algumas coisas importantes. Há dados de naturesa assinalável: muitas das pessoas que se manifestaram eram nacionalistas de boa educação, indivíduos que vivem em cidades e que querem ter oportunidade de construir uma democracia que lhes permita viver melhor. Não nos podemos dissociar dos factos históricos desde a fundação do Egipto moderno, a falta de tradição democrática, a fragilidade das instituições, embora o Exército possa, dada a sua força e o apoio do povo e de potências aliadas, criar as estruturas constitucionais para a formação de um país cujos meios podem alargar-se e comsolidar-se acima do mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fgO5RH-3dUw/TVapzZNEilI/AAAAAAAAH08/SMWLNIa5k7s/s1600/IMG_1033.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 317px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572828289321699922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-fgO5RH-3dUw/TVapzZNEilI/AAAAAAAAH08/SMWLNIa5k7s/s400/IMG_1033.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt; Uma frase «lapidar» de Mubarak quando falou ao país,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;sustentando a sua continuidade no poder até setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572827596941182018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-jCzVFaFavbw/TVapLF4sREI/AAAAAAAAH00/LCOpEoFWaxA/s400/IMG_1042.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;                 Dentro e fora do país, em nações como a Rússia, as multidões  criaram &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;fenómenos &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;de  contaminação considerável. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Os gritos e os sinais da nova situação, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;apoiada pelos militares, permite ter como fiáveis uma transformação &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;bem sustentada do Egipto &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; DISPLAY: block; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572825599552824658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ykttLsQe-h8/TVanW1CMpVI/AAAAAAAAH0U/NFFnoEvysKw/s320/IMG_1033.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Um curioso acto de fé&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;O poder está agora nas mãos do Conselho Supremo das Forças Armadas. A revolução não poupou o número dois do regime, Omar Suleimam, que a maioria dos manifestantes da praça Thair dizia ser a extensão de Mubarak Depois de tudo o que de trágico e de eufórico aconteunaquele lugar (Thair) nas últimas semanas, havia que dar o salto e tentar uma manobra mais arrojada: uma marcha até ao próprio palácio presidencial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572825425549456274" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-wHLGP6ARlGY/TVanMs0j85I/AAAAAAAAH0M/wsjltwj35Nc/s400/IMG_1041.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;a dada altura, surgiu a notícia de que Mubarak&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;estava em fuga. Apesar das dúvidas imediatas, os sinais penderam para uma verdade há muito esperada, numa luta sem armas. Afinal foi a festa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-3842109483172929411?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/3842109483172929411/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=3842109483172929411' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3842109483172929411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3842109483172929411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/02/vontade-popular-destronou-o-farao.html' title='A VONTADE POPULAR QUE DESTRONOU O FARAÓ'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-r0Kq6B2Hg4o/TVaq-bizYlI/AAAAAAAAH1U/yAXkV9KFT-M/s72-c/IMG_1058.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-157344718017915497</id><published>2011-02-12T14:02:00.007Z</published><updated>2011-02-15T12:08:23.346Z</updated><title type='text'>ANIVERSÁRIO E HISTÓRIAS DE PAULA REGO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-76qVg4VENG4/TVaUJ26b6lI/AAAAAAAAHz8/bhjFi4I9Pzc/s1600/IMG_1054.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 316px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572804485997914706" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-76qVg4VENG4/TVaUJ26b6lI/AAAAAAAAHz8/bhjFi4I9Pzc/s400/IMG_1054.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt; &lt;em&gt;Paula Rego&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Dia de aniversário para Paula Rego, uma das mais importantes artistas portuguesas e europeias, e dia de júbilo para quem aprecia a sua obra, desde os anos 60, ou para quem, de alguma forma, se reconhce nela. Trabalhava eu no Suplemento Literário do «Diário de Lisboa» e para séries sobre arte da RTP1, tive o privilégio de ser uma das primeiras pessoas a entrevistar a pintora, na altura em que se documentava a sua primeira exposição individual em Lisboa, Galeria de Arte Moderna da S.N.B.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Durante algum tempo, a equipa de reportagem filmou a pintora Paula Rego, ainda jovem, a colar e a pintar estranhas formas sobre um suporte horizontal apoiado no chão. O que sobrou da edição desse trabalho, teria bastado para um poema audio-visual projectável integradamente em rubricas culturais. Foi lamentável, contudo, a imagem a preto e branco, porque aconteceu numa altura em que a cor ainda não tinha chegado à RTP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572804232357771522" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-swwBka0ZIG0/TVaT7GB6eQI/AAAAAAAAHz0/xXfNaEB8mTs/s320/IMG_1052.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;fragmento de uma peça de Paula Rego&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572804041044138146" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-c2GSqiv6_O8/TVaTv9VMGKI/AAAAAAAAHzs/PgVxuD6_UXk/s400/IMG_1053.JPG" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;fragmento de um mural a tinta de água de Paula Rego&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572803755630743698" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-MZbYw5Y6ILk/TVaTfWFVUJI/AAAAAAAAHzk/DPvj8BE5AP8/s400/IMG_1056.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Quando se fez uma pausa técnica durante as filmagens atrás referidas, aproveitou-se o tempo para a entrevista que haviamos combinado com a artista, eu e ela sentados perto de uma janela. Só nesse instante, perto um do outro, é que me apercebi da invulgar beleza daquele rosto, da sua modelação suave, da busca das palavras, entre gestos vagos, palavras que pareciam ter pouco a ver umas com as outras. Já faziam lembrar as histórias que Paula Rego veio a desenvolver mais tarde, desde um clima surreal e onírico até a uma espécie de realismo expressionista, passando pelos desenhos de grande escala, em pinceladas livres, que podemos observar no segundo fragmento de uma das suas mais decisivas histórias, nesta técnica, que se desenrolavam como desenhos para crianças, percorríveis ao longo da sua alegria, ruído e musicalidade. (2ª imagem).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Quando perguntei a Paula se a sua pintura atendia ao real, nos seus instantes e nos seus protagonistas,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;ela pareceu meditar muito, com os olhos parados. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Mas de súbito, disse, com a voz na garganta:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Sim, clado que sim. &lt;em&gt;(pausa) &lt;/em&gt;Mas porque pergunta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Vejo-a como se estivesse alheia a esse problema, recortando papéis e colando, recortando e pintado.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;(El a riu-se brevemente):&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Eu não sei o que é a pintura e o que é o real. Mas tenho uma ideia. Não pinto porque exista o real e porque ache que ele tem de ser atendido. Ou talvez melhor: entendido. &lt;em&gt;(pausa, tinha um dedo na boca e recomeçara a pensar):&lt;/em&gt; Olhe, eu sei que o real é importante para certos artistas. Eu gosto mais de reflectir sobre a realidade da pintura. É um jogo, sabe, e por vezes regista coisas da nossa vida. Faço-a com a colaboração dos meus filhos, dos seus rabiscos, das suas pinceladas, formas a que eles chamam nomes de bichos. &lt;em&gt;(Apontando ao quadro, no chão) &lt;/em&gt;Veja, estão ali, são papéis, bocados dos riscos deles, um cão com o rabo de fora, flores, e o meu arranjo por dentro e por fora. Ao contar estas histórias, talvez absurdas, sinto-me de novo menina. Menina sujando tudo em volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Os seus quadros, os que vimos na SNBA, são por vezes gritos do tempo passado, episódios da história do país. Ou não?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;(&lt;em&gt;Ela olhou-me, num frio segundo, e disse:)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Mas quando pintei esses quadros, além da saudade, havia perdido pelo menos uma pessoa importante. A morte pode não provocar dor mas imobiliza-nos a pensar. Seja como for, eu estava estudando histórias da História, «O Regicídio», por exemplo. Não é só o rei que morre, é uma parte do nosso país que se perde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Acha?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Sim, porque não? Um amigo meu disse que esse quadro, bem como outros desse género, lembram menos o meu olhar e mais as minhas mãos. Ele gosta das cartolinas cortadas. Ou de mim. Mas &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;as histórias da História, embora sejam também engraçadas, devem ter... ter mais permanência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;___________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Este excerto, reelaborado da gravação para a TV, dá-nos &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;um discurso &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;muito mais estranho do que esta  parte  mais &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;«líquida». Paula, para o fim &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;do nosso  «tempo»,  lembrava&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;certas falas do teatro de Becket. Hoje con&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;tinua bem  aten-&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;ta, ainda muito activa, desvendando nas  histórias  de que&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt; já &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;não se lembra cenas  e sequências que nem a represen-&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;tação pode susten&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;tar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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O seu início de carreira pública começou há 50 anos, quando vendeu os primeiros quadros. O produto dessa venda permitiu-lhe arranjar uma casa e recolher a família em Maputo. Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de Junho de 1936, em Matalana, povoação que se situava perto da então Lourenço Marques, hoje Maputo. Meio século depois de ter aportado à vida urbana, morreu de doença grave, um grande amigo de Portugal, um dos moçambicanos mais conhecidos, um homem do mundo sempre dedicado ao trabalho artístico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi pastor, aprendeu ritos e propiciações como curandeiro, tornou-se empregado doméstico. Tendo vivido com o avô paterno e estudado até à terceira classe, aos 11 anos já começara a trabalhar, porque o seu estatuto lhe permitia aceder a diversas actividades, inclusive a de cuidador de meninos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em boa verdade, Malangatana foi mais do que pintor, no sentido de género que subsistia à altura, há cinquanta anos. Ele fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Como artista de um tempo de pesquisas, a sua imaginação levou-o a experimentar areia, conchas, pedras e raízes. Mas também fez poesia, assumiu a condição de actor, dançarino, músico, dinalmizador cultural, organizador de festivais, e até deputado pela FRELIM.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja como for, a sua vivência junto dos colonos portugueses, durante a adolescência, permitiu-lhe assimilar as questões da pintura. Augusto Cabral, biólogo e artista plástico, iniciou-o nessa arte. E mais tarde trabalhou sob orientação do arquitecto Pancho Guedes, o qual lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa em Maputo e lhe comprou quadros, inflaccionando os preços.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta peregrinação da vida e da arte, Malangatana mostrou-se interessado, bem cedo, em fazer uma exposição de pintura. Para espanto de Augusto Cabral, a exposição foi um sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde as imagens da Matalana, local de uma infância tutelada e de estudos primários, a pintura de Malangatana nunca mais parou de ter sucesso e o autor de criar círculos de amigos, em Moçambique, Portugal, no estrangeiro. O seu confronto com o mundo e o entrosamento com as raízes e povos da sua terra, viriam marcar, de forma profunda, os quadros que pintou, longamente povoados pelas massas populares, gente que nos olha, nos avalia, nos espera ou nos ouve. Tanto na pintura mural com na pintura em tela, entre aventuras de invenção plástica, forças e fraquezas humana, este homem absorveu sempre um manancial de temas a abordar e nos quais o homem, em pausa, era o centro da festa ou da perplexidade. Olhava também para os acontecimentos do mundo, tristes ou alegres, e por muito que se discuta parte dos &lt;em&gt;clichés&lt;/em&gt;, para alguns o &lt;em&gt;estilo&lt;/em&gt;, a verdade é que a maior parte da  obra de Malangatana está cheia de paisagens humanas,  dores,  esperanças, da coesão comunitária também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Malangatana sempre reiterou sentir uma grande aproximação pelos artistas portugueses, sobretudo desde os anos 70, nomeadamente durante o período em que foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Essa relação honra o pintor e os artistas de Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;N. Parte deste texto corresponde-se ou cita nota do Público&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-9071554702333958174?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/9071554702333958174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=9071554702333958174' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/9071554702333958174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/9071554702333958174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2011/01/morreu-o-piintor-mocambicano.html' title='MORREU O PINTOR MOÇAMBICANO MALANGATANA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TSRd8eWXyEI/AAAAAAAAHxM/qEr8lU-gha0/s72-c/IMG_0924.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7617621884194109156</id><published>2010-12-31T16:37:00.004Z</published><updated>2010-12-31T17:41:18.500Z</updated><title type='text'>GOSTO CEGO DA MODA OU LENDA DE AUSCHWITZ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TR4HwFAgzdI/AAAAAAAAHw8/ETU8_B_43gk/s1600/IMG_0907.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556887512781213138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TR4HwFAgzdI/AAAAAAAAHw8/ETU8_B_43gk/s400/IMG_0907.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;CARTAZ DA CAMPANHA DE CHOQUE CONTRA A DOENÇA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A MORTE DO MODELO ISABELLE CARO PODE SENSIBILIZAR&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;OUTRAS DOENTES SOFRENDO DE ANOREXIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;EM ANALOGIA COM A BULIMIA, MAIS LIGADA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A CAUSAS CULTURAIS, EM PARTICULAR AS DA MODA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A morte de Isabelle Caro alerta muita gente jovem para os arquétipos de beleza instituídos através da indústria do vestuário. Ela própria acabou por reagir na altura em que se viu num ponto de muita gravidade: era tarde,  não havia retorno.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Isabelle Caro tornou-se um caso preocupante, em 2007, quando expôs o seu corpo esquelético num cartaz cujo contexto evoca a moda, procurando assim denunciar os efeitos da anorexia nervosa, doença que a fez entrar em coma no ano de 2006, quando pesava apenas 25 quilos.&lt;span style="color:#660000;"&gt; «Esta foto sem roupa nem maquilhagem não me favorece. A mensagem é forte: tenho psoríase, o peito descaído, um corpo de pessoa idosa».&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nas doenças do comportamento alimentar a percentagem de casos aumentou com as induções da padronização dos corpos magros como modelo de beleza. A anorexia nervosa é rara, tem uma prevalência de o,4 por cada mil, referiu há pouco tempo Daniel Sampaio. «Mais frequente entre as jovens é a bulimia nervosa, que afecta duas pessoas em cada mil.» A bulimia tem causas mais culturais, é menos influenciada pela genética, ligando-se com razoável nitidez às escolhas contextuais da moda, à sua mitologia de perfil neurótico, o que vai alargando as atitudes críticas a este mundo ao mesmo tempo risível e patético. Os desfiles em passerelle ganham um aspecto aterrador, de péssimo gosto, em nome de uma estética afinal falseada, com raparigas muito novas, desnutridas até ao absurdo, metendo os pés para dentro porque lhes ensinaram a andar sem desalinho, acabando por trocar frequentemente as pernas, perdendo a pose do tronco cuja ideia de gentileza mais se aproxima de uma caricatura dançante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As modelos têm sido focadas mediaticamente por tais desempenhos, fruto de uma alimentação inaceitável. Quando morreu a manequim brasileira Ana Carolina Reston, em 2006, foram impostas regras, um pouco em todo o mundo, para definir o peso mínimo que as modelos deviam ter para entrar na profissão e participar nos desfiles. Ana Carolina Reston só comia tomates e maçãs. Aos 21 anos pesava 46 quilos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, nos hospitais e Centros de Saúde, há mais vigilância para estes casos. O factor moda é confrontador com tal problemática. Como sempre, os grandes interesses de certos sectores industriais ou do espectáculo, onde a moda tem de ser rigorosamente incluída, contribuem amplamente para estes desacertos e efeitos de sub-culturas em torno do homem, da sua beleza e da realidade natural do seu corpo. O desenvolvimento de muitos destes «costureiros de luxo», de aparecimento eufemístico no fim dos desfiles, tem de ser controlado, quer na qualidade medonha do que por vezes fazem passar (não em venda, supõe muita gente) quer na saúde e boa estrutura física das modelos, gente jovem submetida a regimes de trabalho e conservação física fora dos óbvios direitos que lhes assiste na profissão. A liberdade de se suicidarem desta forma não corresponde a nenhum direito fundamental da pessoa humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7617621884194109156?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7617621884194109156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7617621884194109156' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7617621884194109156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7617621884194109156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/12/o-gosto-cego-da-moda-ou-auschwitz.html' title='GOSTO CEGO DA MODA OU LENDA DE AUSCHWITZ?'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TR4HwFAgzdI/AAAAAAAAHw8/ETU8_B_43gk/s72-c/IMG_0907.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-3532492921311322621</id><published>2010-12-23T15:21:00.012Z</published><updated>2010-12-29T11:09:24.173Z</updated><title type='text'>LUTAS E ERROS NATURAIS GRITAM MAIS MORTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TROCJBoC8JI/AAAAAAAAHww/jRMo3TCc3FI/s1600/IMG_9134.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553925857044787346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TROCJBoC8JI/AAAAAAAAHww/jRMo3TCc3FI/s400/IMG_9134.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;desastres naturais &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A Europa, após uma história onde grandes tragédias se produziram, gerando milhões de mortos e milhares de derrocadas do património construido, Dresden só ruínas e silencios no limite, foi reconstruída no século em que, por duas vezes, esteve à beira do abismo ou do suicídio. Foi no século passado, século XX, estranhamente uma das épocas em que as revoluções industriais e as descobertas tecnológicas chegaram mais longe, tendo o homem aflorado o &lt;em&gt;vazio &lt;/em&gt;do espaço cósmico e viajado, várias vezes, até à Lua, que o homem pareceu capaz de representar o futuro e anunciar a utopia das emigrações entre mundos. Mas essa Europa, trazendo consigo a memória da reconstrução e os efeitos de novos arranjos sociais, entre a defesa de direitos naturais e a concepção de novas estruturas sócio-políticas, chegou ao século XXI como uma grande instalação comunitária, na perspectiva de criar um outro espaço de poder, dotado de moeda única, congregando a adesão de dezenas de países em torno do que parecia ser a coroação de uma ideia solidária, de uma partilha do bem estar e da gestão de recursos entre todos, reguladamente, respeitosamente, segundo tratados que evoluiram de fase em fase, até ao último nesta data, o tratado de Lisboa. A breve trecho, apesar da entrega de fundos aos países menos evoluídos, tendo em conta a consolidação de meios de produção e atributos circulando livremente nas trocas de todos os tipos, algo de demasiado coordenado, calibrado, cotado, entre limites disto e daquilo sem um verdadeiro aprofundamendo das virtualidades de cada região, história, cultura, criação de bens e processos de trabalho na qualidade, começou por ensombrar uma visão menos burocrática das coisas, alargou-se insidiosamente por sinais da ordem das tecnocracias. As regras vieram desabar um pouco por toda a parte, abstractamente ditadas de Bruxelas, coração da agora chamada União Europeia. A arquitectura de minúcias começou a obstruir países periféricos, como a Grécia, a Espanha, Portugal, a Irlanda enfim, com sintomas de que a pulverização económica e os desastres financeiros à escala planetária fazem parte de contaminações absurdas e de uma espécie de super-máfia que tudo pode influenciar, tudo pode distorcer, tudo pode infectar até um novo abismo cuja fractura absorvente é preciso a todo o custo evitar, invertendo as seduções que a uma espécie apocalipse vão conduzindo, sendo geradas pelos sistemas económicos enfeudados à volúpia do crescimento, da riqueza, do endividamento, de tudo, enfim, cuja natureza deveria ter sido sonhada ao contrário.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se a imagem aqui reproduzida traduz um dos maiores desastres naturais, entre muitos outros que o próprio homem tem ajudado a convocar, outras vão surgindo, entre a fúria dos elementos e a disputa dos homens em torno de novos poderes e de novas grandezas um dia abaladas como o foram as Torres Gémeas ou a imensa fraude financeira expedida por Wall Street. A América vergou os joelhos, a esperança tão bem traduzida por Obama foi confrontada com todos os desesperos emergentes. Na Europa também, e pelos mesmos pecados, enquanto os maiores operadores da especulação de valores monetários se crisparam contra o euro, através das maiores fragilidades e poupando o poder nuclear que representam a Alemanha, a França, a Inglaterra. As assimetrias abriram fendas por todos os lados, o cataclismo lembra os outros, os naturais, que tantos milhões de mortos fizeram. Com uma orientação destas, assombrando as soberanias nacionais, os tecnocratas de Bruxelas, economistas sobretudo, não vão longe. As uniformidades que vergam regiões, países pequenos mas antigos e de culturas profundas, a um quadro sem metas proporcionais, são traçados que rasgam no mundo as maiores e mais perigosas assimetrias.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parafraseando uma nota de Pacheco Pereira, direi como ele: «só há um mérito no actual impasse europeu, é as pessoas poderem perceber melhor uma realidade que já existia antes e que se negavam a admitir. Esta realidade é a das relações de força que levam a uma evolução da União Europeia para uma oligarquia, quase uma duarquia, europeia, que decide em função dos seus interesses nacionais e não de um ¨espírito europeu.¨&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;«A retórica europeísta parece ser hoje pouco mais do que uma muleta dos necessitados para que os salvem da situação de desespero. Mas, se as pessoas percebem melhor aquilo que no optimismo beato europeu não queriam ver, convinha que compreendessem também que o que vai acontecer é que os que precisam vão ficar cada vez mais federalistas e integracionistas, e os que não precsam cada ves mais nacionalistas. Ou seja: não ae aprendeu nada.»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553923207595286002" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TRN_uzqD3fI/AAAAAAAAHwo/XSqI_IIOM1k/s400/IMG_9451.JPG" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-3532492921311322621?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/3532492921311322621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=3532492921311322621' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3532492921311322621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3532492921311322621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/12/mais-desatres-e-lutas-anunciam-as.html' title='LUTAS E ERROS NATURAIS GRITAM MAIS MORTES'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TROCJBoC8JI/AAAAAAAAHww/jRMo3TCc3FI/s72-c/IMG_9134.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-689574574609396346</id><published>2010-12-17T14:30:00.003Z</published><updated>2010-12-17T15:17:09.697Z</updated><title type='text'>OUT OF CONTEXT - FOR PINA  |  ALAIN PLATEL</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQt1oaD5i4I/AAAAAAAAHwM/LvZnMVQvnIQ/s1600/IMG_0851.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551660302715161474" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQt1oaD5i4I/AAAAAAAAHwM/LvZnMVQvnIQ/s400/IMG_0851.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;imagens apresentasa pelo Público&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQt1hDFVW4I/AAAAAAAAHwE/00ZOPGcvg-4/s1600/IMG_0850.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 178px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551660176288078722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQt1hDFVW4I/AAAAAAAAHwE/00ZOPGcvg-4/s320/IMG_0850.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Trata-se de uma peça grandiosa, onde o corpo refloresce a cada instante, composição cénica que nos mobiliza intensamente o olhar: algo que parece surgir-nos pela primeira vez, em estado de absoluta recepção: OUT OF CONTEXT-FOR PINA. É, de facto, um decisivo encontro cheio de reencontros e por eles as marcas de Pina Bausch. Ela dizia que a liberdade característica do seu movimento vinha do imenso trabalho que nele colocava. Esta ideia é, porventura, uma linha convocada para a peça aqui referida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SObre esta obra, as palavras iniciais de Tiago Bartolomeu são justas e comoventes: «Com &lt;em&gt;Out of&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Context -for Pina&lt;/em&gt; é um outro Alain Platel que se apresenta. Não há efeitps cenográficos vorazes, nem uma arqui-estrutura que esmaga. Não há sequer um fio que nos conduza. Mas há, como sempre, corpos que parecem vir de um outro mundo, e, por virem de longe, nos surpreendem com o modo como se relevam, intensos, presentes, inteiros. (...) São corpos praticamente nus, embrulhados em cobertores, que falam pouco; e, quando o fazem, citam ridículas canções de amor. São corpo  mudos, ou quase mudos, que usam o movimento não como matéria para a acção, mas como a própria acção. E, por isso, mais do que corpos, são espectros que deanbulam num palco vazio, imersos numa paisagem sonora hipnotizante, à espera de nada. À espera de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Esta obra pode parecer «fora de contexto», mas apenas porque se oferece a Pina Bausch e a relembra no ser, na inovação, naquela forma como Pina levava aos corpos a revelação de uma brisa, ou o prazer e o medo do corpo movendo-se sobre a chuva. «Alain Platel, 51 anos, coreógrafo que se reinventou depois de mais de vinte anos à procura de uma ordem para o seu movimento, fala-nos hoje de um lugar  mais sereno, onde a urgência tem mais a ver com o presente do que com o futuro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segunda-feira, 20, em Lisboa, no Teatro Maria Matos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-689574574609396346?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/689574574609396346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=689574574609396346' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/689574574609396346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/689574574609396346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/12/out-of-context-for-pina-alain-platel.html' title='OUT OF CONTEXT - FOR PINA  |  ALAIN PLATEL'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQt1oaD5i4I/AAAAAAAAHwM/LvZnMVQvnIQ/s72-c/IMG_0851.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6292863757150280269</id><published>2010-12-17T14:06:00.003Z</published><updated>2010-12-17T14:27:00.536Z</updated><title type='text'>CARLOS PINTO COELHO, COMO FALAR DE CULTURA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQtvVHmguaI/AAAAAAAAHv8/uEqsXERmrMU/s1600/IMG_0849.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551653374272780706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQtvVHmguaI/AAAAAAAAHv8/uEqsXERmrMU/s400/IMG_0849.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;foto publicada no Público&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;CARLOS PINTO COELHO (1944-2010) &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;falecido anteontem, aos 66anos, com problema cardio-vascular a cuja intervenção cirúrgica não resistiu. Jornalista de mérito, apresentador de televisão, com uma forma singular de falar de cultura, distingiu-se particularmente com o programa &lt;em&gt;ACONTECE&lt;/em&gt;, durante uma década, facto profissional que lhe conferiu grande visibiidade. Hiperactivo, o seu curríulo, exposto pelos jornais, dá bem a determinação com que trabalho. Foi, com um ano de idade, para Moçambique: viveu em Lourenço Marques até aos 19 anos, altura em que regressou a Portugal. José Nunes Martins disse dele: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;«Fica como um personagem luminoso na televisão portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-6292863757150280269?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/6292863757150280269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=6292863757150280269' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6292863757150280269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6292863757150280269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/12/carlos-pinto-coelho-como-falar-de.html' title='CARLOS PINTO COELHO, COMO FALAR DE CULTURA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TQtvVHmguaI/AAAAAAAAHv8/uEqsXERmrMU/s72-c/IMG_0849.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-4253092518495149949</id><published>2010-11-28T13:15:00.003Z</published><updated>2010-11-28T13:57:26.061Z</updated><title type='text'>PERFORMANCE DOS MASSACRES CIRCUNSTANCIAIS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TPJWCR9tFhI/AAAAAAAAHvc/VVZW0vl6GHQ/s1600/IMG_0816.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544588688428439058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TPJWCR9tFhI/AAAAAAAAHvc/VVZW0vl6GHQ/s400/IMG_0816.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; dos jornais&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cimeira da NATO, um dia ao acaso da rua, gente nova agregou-se num ponto de Lisboa, ao Chiado, e fingiu morrer num massacre que algumas vozes, falando para o mundo, atribuíram a uma acção militar daquele organismo do tempo da Guerra Fria. Esta gente tem, pelo menos, memória de filmes e notícias visuais de situações destas, porque a representação performativa foi momentaneamente convincente. Os protagonistas, por certo, nasceram&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;quase todos muito tarde para saber do que &lt;em&gt;falavam, &lt;/em&gt;exprimimdo à porta de casa que não aconteceram ou nunca foram assim. Fora da história, alheios aos verdadeiros massacres, estes jovens podem tornar a catarse apenas em mimetismo lúdico, efectivamente descomprometido.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nada me liga especialmente ao estudo sobre a NATO, mas fui do tempo em que esse organismo se constituíu e acompanhei sempre os factos e reuniões que se lhe referiram. A organização para defesa do Atlântico Norte fez parte, até há pouco, do medo mútuo do Bloco de Leste e dos Estados Unidos da América: as suas restrições envolviam fronteiras geoestratégicas cujo sentido se perdeu ao cair o Muro de Berlim, sobretudo à medida que a Rússia enveredava por um modelo de regime aceitante dos mercados e de muitas das heresias capitalistas. Conservar a mesma designação, porventura com a mesma estrutura militar, em princípios e equipamento, parece mais um acto de sobrevivência de certa força pronta para se gerir em expansão do que uma cordial adaptação do mundo entre a América e a Rússia, geografia política cujo verdadeiro fim lembra forças emergentes mais a leste, poderosas, competitivas, talvez um dia &lt;em&gt;invasoras - &lt;/em&gt;China e Índia, entre outras. Mas a Nato quase nunca exerceu grande prestação guerreira, chegando a ajudar trabalho de protecção a operações humanitárias. Combate agora, apoiada, esse sector de terríveis noções sobre o ser e a vida, os talibãs, no Afeganistâo, cujo desenvolvimento atroador terá efeitos sobretudo nefastos em toda a região.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Para os que fingem morrer no chão de uma cidade pacífica, sob o peso do avanço da Nato, o que é legítimo em termos de liberdade de expressão, seria talvez oportuno lembrar os que têm morrido em nome da paz, &lt;em&gt;combatentes &lt;/em&gt;ligados à saúde, apoio em alimentação, jornalistas que escrevem e fotografam para se fazer a História concreta, sem véus de fantasia nem bandeiras longínquas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-4253092518495149949?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/4253092518495149949/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=4253092518495149949' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4253092518495149949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4253092518495149949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/11/performance-dos-massacres.html' title='PERFORMANCE DOS MASSACRES CIRCUNSTANCIAIS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TPJWCR9tFhI/AAAAAAAAHvc/VVZW0vl6GHQ/s72-c/IMG_0816.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7360211004981540757</id><published>2010-11-28T11:38:00.002Z</published><updated>2010-11-28T11:50:55.131Z</updated><title type='text'>UM ACIDENTE DE CAMPANHA, ROSTO DE PAPEL</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TPI_rMPadOI/AAAAAAAAHvU/ypYJ4eKE0ac/s1600/IMG_0750.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 193px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544564102499300578" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TPI_rMPadOI/AAAAAAAAHvU/ypYJ4eKE0ac/s320/IMG_0750.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Achei há dias, num jornal sem data, este rosto transtornado pela queda de um olho, rosto rasgado num qualquer acidente do passado ou do futuro, grandeza poetica talvez ameaçada, o olho pendido a pressentir o mundo ao contrário. Este género de imagens ainda funcionam para nós como sinais de perigos ainda sem nome, se esperamos o incerto amanhã que está por surgir; mas podem também apontar para a história, a montante, fugas, exílios, um golpe falhado de catana. Se o poeta, político transitório, ainda se tem como poeta, pensemos que ele volte a cantar arrebatamentos de Portugal.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7360211004981540757?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7360211004981540757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7360211004981540757' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7360211004981540757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7360211004981540757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/11/um-acidente-de-campanha-rosto-de-papel.html' title='UM ACIDENTE DE CAMPANHA, ROSTO DE PAPEL'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TPI_rMPadOI/AAAAAAAAHvU/ypYJ4eKE0ac/s72-c/IMG_0750.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-708543561623426068</id><published>2010-11-24T14:05:00.011Z</published><updated>2010-11-24T16:18:44.306Z</updated><title type='text'>PARA O IMAGINÁRIO DE JOANA VASCONCELOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TO0f2uCidqI/AAAAAAAAHvM/2JKZodDpYpQ/s1600/IMG_0822.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 364px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543121741295023778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TO0f2uCidqI/AAAAAAAAHvM/2JKZodDpYpQ/s400/IMG_0822.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Muito espantados andam os portugueses medianamente cultos com uma jovem artista plástica portuguesa, Joana Vasconcelos. Porque se trata, na verdade, de alguém que, em poucos anos, explorando um imaginário rico e bizarro, usando adereços industriais, tampões, pentes e outros objectos/materiais desse tipo, constrói (com uma autêntica indústria caseira) faustosas peças que competem com o sonho jurácico, lustres de tampões, piscinas com a forma das nossas fronteiras, sapatos de salto alto e revestidos por tampas de panela, qualquer coisa do tamanho de um automóvel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Acontece que descobrimos o uso dos mais diversos preservativos, no tamanho e na cor, enrolados ou desenrolados, unidos uns aos outros, ou sobrepostas ao jeito de certas flores, tudo à chinesa e a favor da moda. Os que viram este espectáculo disseram mesmo que a moda habitualmente proposta nas passerelles, em cima de esqueletos execráveis, fica muito longe desta pujança e deste convite ao prazer (do visual aos outros). Joana Vasconcellos não foi ainda ultrapassada: estes objectos, além de nos preservarem das doenças sexualmente transmissíveis, como salienta o Papa, acedendo ao seu uso, podem manipular-se consoante a vontade expressiva que nos acometa, fazendo deles balões e balõezinhos, atados ou não uns aos outros, flutuando na piscina pedagógica (Portugal metendo água), ou prontos para exportação e com instruções. Sabe-se que as melhores marcas, além do ar, aguentam cinco litros de água. Mil preservativos mais ou menos cheios de líquidos mais ou menos coloridos, atados como um grande astro e dinamitados para uma hora zero em pleno Tejo, eis o lado efémero, performativo, que poderá (assim ou de outra maneira) ser apurado por Joana. Até porque se trata de coisa bem didáctica. Um amigo nosso lembrou que os mesmos preservativos, talvez 2 ou 3 mil, mais ou menos cheios de um gaz leve, formariam no espaço o efeito de grande e espantoso OVNI, o maior jamais visto. Spielberg podia ser convidado para o evento e convidado a transfigurar a máquina de «Encontros do Terceiro Grau».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543121619139012930" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TO0fvm-RqUI/AAAAAAAAHvE/L_UFq7UugDI/s320/IMG_0823.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;alguém pensou que esta rapariguinha seria capaz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;de um tão elegante e imaculado aparecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TO0fnhMyrBI/AAAAAAAAHu8/E_vSWjJuu98/s1600/IMG_0824.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543121480150330386" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TO0fnhMyrBI/AAAAAAAAHu8/E_vSWjJuu98/s400/IMG_0824.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Um dos mais susgetivos bazar da moda,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;da arte pós-pop, erótico e floral&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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O escritor moçambicano, que nasceu a 5 de Julho de 1955, na Beira, pertence a um género literário ligado ao realismo mágico e à ficção histórica. Ostenta a nacionalidade moçambicana mas é natural que tenha também a portuguesa: é filho de pais portugueses e visita Portugal, onde campeia em diversas actividades culturais, com sensível assiduidade. A sua veia poética, aos catorze anos de idade, já transitara para o jornal &lt;em&gt;Notícias de Beira. &lt;/em&gt;Mudou-se em 1971 para Lourenço Marques, iniciando estudos em medicina, embora tenha abandnado essa área e haja enveredado pelo jornalismo. Trabalhou no jornal &lt;em&gt;Tribuna. &lt;/em&gt;Agiu pela independência da Província, sobretudo através da Agência de Informações de Moçambique, formando ligações de correpondentes entre distritos durante o tempo da guerra de libertação. Foi director da revista &lt;em&gt;Tempo &lt;/em&gt;até 1981, passou para o jornal &lt;em&gt;Notícias &lt;/em&gt;e aís se manteve até 1985, altura em que já publicara o seu primeiro livro de poemas, &lt;em&gt;Raiz de Orvalho.&lt;/em&gt; Contrariando a propaganda marxista militante, demitiu-se de director do jornal a dim de continuar os estudos universitários na área de biologia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O seu desenvolvimente como escritor tem neste percurso bases de forte interesse. É considerado um dos mais importantes escritores de Moçambique e bebe, em Portugal, apoios de Fundações e Universidades para melhor girar além fronteiras. Tem sido, assim, muito traduzido; e em muitas das suas obras tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. As palavras inventadas nem sempre se baseiam em lexicos locais, mas o seu «abuso» de tal efeito contrinuiu em muito para o êxito alcançado e para a protecção obtida nas editoras. A sua obra já é vasta, sobretudo novelas e contos, mas falta-lhe chegar a um trabalho de maior fôlego, por via das qualidades da nossa língua e exprimindo a grandeza (a paisagem humana e do trabalho) na dimensão alargada do tempo &lt;em&gt;lento e precioso &lt;/em&gt;vivido entre afectos e também numa perspectiva antropológica. 1&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1 &lt;em&gt;Aspectos colhidos na Wikipédia e integrantes de uma análise crítica sobre o autor.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;UM PENSADOR ANGOLANO&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537875701443638610" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TNp8nArQtVI/AAAAAAAAHuE/RcfULcTGH9s/s400/IMG_0762.JPG" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruy Duarte de Carvalho &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ruy Duarte de Carvalho, escritor emérito, cineasta, escultor e antropólogo angolano, foi encontrado morte na sua residêmcia na Namíbia, como tivemos oportunidade de salientar aqui, em Agosto passado. Tinha apenas 69 anos. Nascera em 1941, Santarém, Portugal e passou a infância em Angola e na Namíbia, onde viria morar anos depois. Retornou a Santarém aos dezanove anos para ingressar no curso técnico em agropecuária. O seu primeiro livro surgiu em 72, intitulado, &lt;em&gt;Chão de Oferta.&lt;/em&gt; São poesias marcadas por temáticas portuguesas e africanas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Optou pela nacionalidade angolana em 1983, depois de muitos anos de trabalho no sector do desenvolvimento agrícola. Morou também algum tempo em Moçambique e, depois de terminar o doutoramento em antropologia na École des Hautes Études de Sciences Sociales, em Paris, assumiu a docência na universidade de Luanda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ruy foi considerado pela crítica como um importante nome da literatura portuguesa, assim representando uma síntese do mundo lusófon, não apenas pela sua bografia, mas também pela dedicação às temáticas desse idioma. Muitos pontos da cultura erudita referiram a importância do autor.O esforço de unir antropologia e literatura levou Roy Duarte de Carvalho a um verdadeiro trabalho de se livrar do academismo que porcura opor as duas áreas. Os seus trabalhos antropológicos de natureza mais reflexiva, a par dos seus textos de ficção, encontram-se num mesmo ponto de vista, perspectiva de um observador assumidamente não neutro. O seu olhar para a literatura e para a antropologia exige do autor uma reflexão sobre si próprio e sobre esse mesmo olhar -- o que legitima uma observação conscientemente parcial e não por isso menor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta perspectiva, a literatura que pratica, cerca de 15 livros, pouco ou nada se pode comparar com a do moçambicano Mia Couto. O seu admirável estudo sobre os Kuvale, povo que vive no sudoeste de Angola, foi publicado em 1999 sob o título &lt;em&gt;Vou lá visitar pastores. &lt;/em&gt;Entretanto a produção cinematográfica deste cientista e poeta (documentário e ficção) revela a intensidade do olhar que dirigia à pessoa humana, aos problemas sociais. São bons exemplos &lt;em&gt;Nelisita: narrativas nyaneka &lt;/em&gt;(1982) e &lt;em&gt;Moía: o recado das ilhas &lt;/em&gt;(1989). Documentários de longa metragem que se contrapõem às narrativas antropológicas e cinematográficas, tudo fazendo parte de um universo de observação empírica sem perda da autocrítica, atitude ética que o autor relevou da sua concepção do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sua escrita trespassa os conteúdos propriamente discorridos por ter em comum o facto de reflectir sobre si, autor e autor social, não apenas sob a condição de escritor, também na perspectiva de um modo particular de ser e observar. Aliás, em Ruy Duarte, como noutros escritores de orientações semelhantes, há um fôlego (tempo, espaço, substância), a literatura não se basta enquato forma de observar o mundo, reflecte-se a si mesma e aos actos da formação da escrita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-1418868774804170591?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/1418868774804170591/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=1418868774804170591' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1418868774804170591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1418868774804170591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/11/dois-escritores-lusofonos-bem.html' title='DOIS ESCRITORES LUSÓFONOS BEM DIFERENTES'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TNp9BjIlWgI/AAAAAAAAHuM/kO-uRYBaF9w/s72-c/IMG_0765.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7084419897750567973</id><published>2010-11-03T13:15:00.005Z</published><updated>2010-11-04T13:47:17.147Z</updated><title type='text'>DIA DE NASCER E DE MORRER: CARLOS AMADO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TNFlcBVuXsI/AAAAAAAAHtk/PaGHLeW_hvk/s1600/IMG_0749.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535316949085347522" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TNFlcBVuXsI/AAAAAAAAHtk/PaGHLeW_hvk/s400/IMG_0749.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; escultor Carlos Amado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;A morte do escultor e professor Carlos Amado é noticiada no «Diário de Notícias» sob o título «Um escultor que conciliou modernidade com tradição», juizo talvez um pouco subjectivo mas susceptível de ser avaliado sobretudo nas concepções do artista sobre a vida, sobre a própria natureza do ser humano, da cultura e do ensino seperior das artes. Carlos Amado, longamente companheiro e admirador do professor Lagoa Henriques, a quem foi dedicado até ao fim, homenageando-o há pouco tempo com uma espécie de resgate da escultura poética do Mestre, desenho, obra pública, comunicação audio-visual, as coisas e os lugares de um homem de facto invulgar na sua saudação à vida. Com alguma modéstia, Amado seguiu de perto o emigo e trabalhou muito em ajudas logísticas e outras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carlos Amado foi discípulo do escultor Salvador Barata-Feyo, de Lagoa Henriques e de Joaquim Correia. Não tem uma obra escultórica muito extensa, mas não foi displicente nos estudos que desenvolveu, sobretudo enquanto professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Faleceu na segunda-feira, na Ericeira, onde comemorava os seus 74 anos. O Director da Faculdade de Belas Artes, Luis Jorge Gonçalves, teceu ao colega elogios em torno do seu empenho e da forma como marcou, em certos pontos, aquela Escola, cuja história, desde o 25 de Abril de 1974, muitos de nós ajudaram a reformar, actualizar e integrar-se na Universidade, como Faculdade de Belas Artes, numa deriva de sacrifícios, perdas e debate com os sucessivos governos durante cerca 13 anos consecutivos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carmos Amado nasceu em Carcavelos a 1 de Novembro de 1936. Foi professor de desenho, escultura e museologia na ex-Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e na actual Faculdade. Ainda activo, tinha agendada uma palestra na Academia Nacional de Belas Artes sobre o restauro de obras de pintura na I República, por Luciano Freire, e de escultura, monumentos e palácios nacionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7084419897750567973?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7084419897750567973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7084419897750567973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7084419897750567973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7084419897750567973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/11/carlos-amado-morre-no-seu-proprio.html' title='DIA DE NASCER E DE MORRER: CARLOS AMADO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TNFlcBVuXsI/AAAAAAAAHtk/PaGHLeW_hvk/s72-c/IMG_0749.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-4293429747945722052</id><published>2010-11-01T10:38:00.011Z</published><updated>2010-11-04T14:09:44.204Z</updated><title type='text'>O BELO ENGANO EM MISTÉRIOS DE LISBOA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TM6Z6TLadCI/AAAAAAAAHtc/pA4FTjFKsac/s1600/IMG_0747.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534530218944525346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TM6Z6TLadCI/AAAAAAAAHtc/pA4FTjFKsac/s400/IMG_0747.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="color:#330000;"&gt;um filme sobre um romance não é a narrativa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;integral dessa obra literária&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Para ver cinema hoje, em Portugal e em português, é preciso fazer um seguro contra todos os percalços, surdez, publicidade, claustrofobia, além de ganhar um elevado sentido de precaução acerca do que os críticos ou colunistas de circunstância dizem das obras (nacionais) tão pouco distribuídas, sequestradas pelos monopólios da respectiva indústria de comprar para reter e censurar. Alguns filmes de autores portugueses, sem contar com Manuel de Oliveira, «emigram» logo que nascem, vendidos ao estrangeiro e mercantilizados através de prémios, pequenos prémios e citações autenticadas das agências internacionais. Quanto à opinião dos nossos opinidadores, tal é a sua vanidade contraditória, deve ser comparada com a obra de António Areal, «Dramática História de um Ovo&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;» estrelado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;A partir das duas estrelas, comecemos a desconfiar, a fritura pode estar contaminada pelos francesismos de outrora. No caso das duas estrelas, devemos pedir estudos de opinião a verdadeiros conhecedores, obscuros cidadãos que ainda gostam de Ucello e veneram Tarkoski ou Orson Wells. Mas tais criaturas são referências obsoletas, dirão outras criaturas que bebem Coca-cola. O pior é que, tanto no cinema como na literatura ou na pintura, não podemos alienar esses exemplos. Ninguém se lembra de riscar a azul Tolstoi nem de retirar da história do cinema um Eisenstein. Depois é preciso saber que o cinema é uma arte autónoma e capaz das mais completas sínteses pelos meios que opera: da luz à cor, do claro-escuro à profundidade de campo, do movimento ao ritmo e à cadência quase quotidiana da urdidura a que se chama montagem, do ponto de vista em termos de percepção ao ponto de vista enquanto conceito sobre o visível, entre evidências e significativas obscuridades, tudo isso, aliás, em &lt;em&gt;apresentação&lt;/em&gt; do espaço e do tempo, sob sonoridades do real, na voz e nos murmúrios, na tradução de ventos ou brisas, por vezes acelerando as emoções produzidas com o adequado recurso à música, sem esquecer que muitas vezes reiventa a pintura, a fotografia, as dores e as alegrias das mais empenhadas captações das &lt;em&gt;guernicas&lt;/em&gt; eternizadas pela história, viagem dos povos, carnificinas e outras temáticas do mundo e da vida, a espera juvenil de um amor ou essa «luz de inverno» que antecede a morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Vejamos o belo engano do filme «Mistérios de Lisboa», obra em dois grandos &lt;em&gt;actos&lt;/em&gt;, homóloga daquele livro de Camilo Castelo Branco e realizada faustosamente por Raoul Ruiz. Pode ler-se Camilo como se viajássemos por um folhetim do século XIX, embora o escritor tenha a potencialidade de abertura à palavra e se empenhe na criação de atmosferas que o tempo absorvia como nas antecipações das dores românticas &lt;em&gt;impossíveis. &lt;/em&gt;Manuel Halpern, no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;JL&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, chama a nossa atenção, a propósito daquele filme, para as «novelas publicadas em jornais, cheias de intrigas, histórias de faca e alguidar, escândalos, paixões assolapadas, crimes e tragédias», traçando pouco depois uma ligação de modo/moda à obra «Mistérios de Paris», de Eugene Sue, e voltando a Raoul, importante realizador europeu de origem chilena, cuja carreira tem melhores recortes e profundidade. Em todo o caso, saudando o esforço do produtor Paulo Branco, Halpern aponta ( e é consistente no que diz) que «nunca se viu nada assim no cinema português. Uma irrepreensível reconstituição de época com 266 minutos, uma notável competência técnica, um elenco extenso, um guarda-roupa apurado, um grande realizador estrangeiro.» Infelizmente, a grandeza física do filme não basta para resolver o problema apontado por Raoul: o livro parece quase lido na íntegra, pedra sobre pedra, e o filme desgasta-se quanto mais o tenta. A primeira parte seria fácil de finalizar e teria uma coerência formal quase completa. Na segundo parte, e é bom dizê-lo, a linha formal altera-se, a ideia de folhetim dilata-se, o medonho comprimento de cada coisa descrita e redita pela imagem, tudo falado em francês (aliás bem) não passa afinal de um outro filme, aceno ao mercado internacional e porventura a tentativa de premiar os altos favores da produção. Há certas áreas de mais incisiva qualidade: a excelente fotografia, acenando à pintura e ao profundo sentido dos espaços naturais ou arquitectónicos, tratada através de uma luz &lt;em&gt;lendária&lt;/em&gt;, de um efeito de &lt;em&gt;distância, &lt;/em&gt;acolhendo de forma notória a&lt;em&gt; composição &lt;/em&gt;dos elementos do plano, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;personagens, adereços, sombra/luz, legibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;A regência dos planos é um dos mais brilhantes aspectos da realização da obra: a câmara é um dos fortes factores da realização conceptual do filme, ela inventa prodigiosos olhares de grande amplitude de concentração, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;abarcando sinais determinantes sobre o que vai acontecer; começa a rodar circularmente em travelling e circunda a cena e as falas, permitindo desvendamentos invulgares do próprio significado romanesco, tanto do lugar como do clima intimista de certas retomas. E tudo continua a resolver-se dessa forma, não bem por panorâmicas, mas quase sempre por travellings -- em frente, atrás, para cima e na perpendicular, entre contrapontos dos planos picados, cuja zona &lt;em&gt;próxima&lt;/em&gt; se povoa de &lt;em&gt;entidades&lt;/em&gt; ou&lt;em&gt; presenças objectuais &lt;/em&gt;desfocadas, através das quais se descortinam (em pleno foco) coisas e certa gente. Tudo isto segundo uma geometria clássica, dentro de alguma virtude renascentista, ou ligada aos roteiros em espiral, de expressão frondosa mas contida. Este método de encenação entre planos, cenas, sequências, incluindo a colagem, o ir e vir de quem vê e significa, passa por um constante distaciamento quanto aos &lt;em&gt;quadros vivos&lt;/em&gt; do que está acontecendo, chega ao plano médio e fixa-se, nunca chega verdadeiramente ao enquadramento muito aproximado de coisas e sobretudo rostos. O espectador é assim conduzido a fluir sempre, mas como quem espreita diversas cenas, nas quais figuram pessoas que nunca consegue conhecer verdadeiramente. É um critério em ordem à homogeneidade, não uma virtude, em especial quando a dor transforma a alma e a face de gente suspensa do destino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;O som: a banda sonora referente à música acompanha, por vezes como nos momentos do grande cinema, a maior parte de tudo o que é preciso fazer pulsar, novamente em murmúrio, outra vez carregando a densidade dos próprios movimentos de câmara. Muitas cenas passadas nos salões da aristocracia emplumada e fútil, beneficiando (ou não) do olho sempre a circular, espectador &lt;em&gt;voyant, &lt;/em&gt;que acompanha o que de facto ganha visbilidade, tudo parece acontecer no silêncio em redor, além dos poucos que falam, explíctos de intriga e devaneio: o tal silêncio em redor é cumplíce do «segredo», sublinha o «mistério», facto relevante da forma escolhida por Ruiz e que talvez falhe frequentemente pelo não tratamento do meio tom contra um rumor indistindo na sala.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Actores: é um caso particularmente interessante, não porque tudo esteja bem entrosado em correntes de frases ou falas, mas porque as marcas das personagens, no plano representativo da fala, dependem de uma identidade que parece inalterável, de uma pronúncia quase a roçar a voz branca. Porque tudo acontece &lt;em&gt;além&lt;/em&gt; e não &lt;em&gt;aqui&lt;/em&gt;, perto de nós, &lt;em&gt;naturalmente. &lt;/em&gt;Se os personagens sofrem mutações de enredo, em termos de redenção, digamos assim, isso é história trabalhada a &lt;em&gt;meio &lt;/em&gt;do corredor ou &lt;em&gt;junto a porta&lt;/em&gt; inacessível de um salão, sob o peso grave de altas pinturas murais. São opções que têm um sentido formal e estético, uma significação própria, tudo apurado com extrema competência. Mas se a competência &lt;em&gt;exceder&lt;/em&gt; o lado plausível de um sorriso ou de um rosto em lágrimas, a questão pode dar que pensar. E no belo filme de Ruiz dá, com toda a certeza, nem sempre numa roda de consensos. Seja como for, notável é o trabalho de Adriano Luz (padre Dinis no filme). Os actores acertam na meia tinta da atmosfera descarregada à sua volta, deslizam numa obediência ao mesmo fado que também trabalha a metamorfose, o dos personagens que se refazem em diferentes fatos/factos, tendo por isso o encargo mais difícil, uma estranha riqueza interior, um lado de inverosimilhança que teria sido bom ter sido mais espreitado em toda a obra, mesmo correndo ao lado ou para além de Camilo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Off: o recurso à voz off era quase inevitável numa opção destas. E não é bom nem acontece para bem do filme, embora possa recobrir a narrativa de tanto &lt;em&gt;caso.&lt;/em&gt; Esta solução, assaz muitas vezes a arranhar o pefil das coisas e das pessoas, poderá ser útil ao folhetim, não é com certeza tão harmónica como o entendimento da sonoridade musical da paisagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Segunda parte: é um delírio de &lt;em&gt;estradas &lt;/em&gt;coladas umas às outras, bem desenhado na sua própria monotonia, encostado a uma câmara menos versátil e todo oferecido a algum mecenas francês. São actores portuguseses, com excepções curtas, que se encarregam (bem) deste fardo que acrescenta desnecessariamente mais duas horas e meia às duas da primeira parte. Não me apetece comentar. Gostava de ver Raoul Ruiz, com tão pouco dinheiro como Fernando Lopes, inventar um filme a partir da obra literária «Uma Abela na Chuva».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534530089225851554" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TM6Zyv8EkqI/AAAAAAAAHtU/1YikbgE6O6g/s320/IMG_0745.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Adriano Luz e Maria João Bastos &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Actores belíssimos que as telenovelas devoram e os filmes «para toda a gente» compromete. Haverá ainda vida que nos possa legar um cinema português sem os vícios da indústria e dos pecados de vassalagem à ignorância, aos devaneios cosmopolitas da criação redutora?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-4293429747945722052?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/4293429747945722052/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=4293429747945722052' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4293429747945722052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/4293429747945722052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/11/o-belo-engano-em-misterios-de-lisboa.html' title='O BELO ENGANO EM MISTÉRIOS DE LISBOA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TM6Z6TLadCI/AAAAAAAAHtc/pA4FTjFKsac/s72-c/IMG_0747.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6400979527484938217</id><published>2010-10-16T13:19:00.003+01:00</published><updated>2010-10-16T16:36:15.161+01:00</updated><title type='text'>OS HOMENS QUE DISPENSARAM SER HERÓIS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLmYs12gpqI/AAAAAAAAHtI/3YOQLKPf7b8/s1600/IMG_0511.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 313px; DISPLAY: block; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528617913711371938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLmYs12gpqI/AAAAAAAAHtI/3YOQLKPf7b8/s400/IMG_0511.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;No Expresso de hoje, 16 de Outubro, Miguel Sousa Tavares escreve sobre os resgatados mineiros do Chile:&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«O Chile deu uma lição ao mundo e soube aproveitá-la, com planeamento e sabedoria. Durante 24 horas, milhões de pessoas, da China à Patagónia, tornaram-se fisicamente familiares daquele quarteto que, mais ainda do que os mineiros, ocupou a boca de cena o tempo todo: o Presidente Sebastián Piñera e a sua primeira dama, o cinematográfico ministro das Minas, uma espécie de António Mendonça austral, e a já-não-muito-jovem loira das relações públicas (...) Piñera aproveitou cada minuto de transmissão para efeitos de propaganda interna e externa. Ignorou ostensivamente o contributo da NASA para a construção da Fénix e não só, o papel determinante do americano chamado à pressa do Afeganistão para manobrar a perfuradora que chegou ao abrigo (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Nada, porém, teria funcionado se não fosse a extraordinária lição dada pelos mineiros, eles próprios. Dezassete dias sem comunicação com o exterior, sem poder dizer que estavam vivos, sem saber se os procuravam ainda e racionando a comida que dava apenas para dois dias. Um líder assumido desde o início, um chefe de turno que, não só não fugiu às responsabilidades, como se impôs para assumi-las. E uma capacidade de resistência, uma vontade e determinação exemplarmente patentes no texto da mensagem enviada para cima, ao fim de dezassete dias, agrafada à sonda que, enfim, os descobriu: "1. estamos todos bem no refúgio. 2. somos 33". Repare-se: nenhum apelo desesperado ("salvem-nos"), nenhuma queixa inútil ("não temos comida, as condições são terríveis"), nada. Apenas o que interessava saber cá em cima. A partir daí, esperaram, confiaram, prepararam-se para a hora do resgate e fizeram questão de sair barbeados, limpos, calmos, dignos: nada de sair como mártires, sujos, miseráveis, a apelar ao sentimento e à desgraça. Essa foi a grande lição: os grandes momentos exigem grandes homens»&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-6400979527484938217?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/6400979527484938217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=6400979527484938217' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6400979527484938217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6400979527484938217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/10/os-homens-que-dispensaram-ser-herois.html' title='OS HOMENS QUE DISPENSARAM SER HERÓIS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLmYs12gpqI/AAAAAAAAHtI/3YOQLKPf7b8/s72-c/IMG_0511.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7868331507359256481</id><published>2010-10-16T10:03:00.007+01:00</published><updated>2010-10-16T11:47:05.507+01:00</updated><title type='text'>ARTE COMO ESTATUTO SOCIAL E VERTIGEM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLlrwI-i4dI/AAAAAAAAHtA/9K-Ic1IeQRE/s1600/IMG_0500.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528568492361703890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLlrwI-i4dI/AAAAAAAAHtA/9K-Ic1IeQRE/s200/IMG_0500.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Leonor Nazaré&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num recente programa de televisão dedicado à situação do ensino artístico em Portugal, com a colaboração da Sociedade Nacional de Belas Artes e algumas personalidades do contexto,ouvimos coisas bem interessantes e a confirmação de que os governos que nos governam têm vindo a contrair a presença da Educação Visual, as bases do ensino artístico até ao 12º ano, bem como o valor formativo, em termos gerais pluridisciplinares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falando com os críticos e curadores, a coordenadora do programa, entrevistou brevemente Leonor Nazaré, do CAM, e por ela ficámos também informados de que o peso das instituições de prestígio, Gulbenkian, Culturgest, Serralves, é determinante para o sucesso de muitos artistas mais ou menos dotados. Os jovens sim, porque já não se praticam actualizações sobre o que estão a fazer os mais velhos (dotados de obra séria), e nenhum artista hoje pode dar-se ao luxo de não tratar, com os meios inerentes ao meio, do seu próprio marketing. Mais: as instituições vocacionadas para o serviço público, como as que citámos, têm todo o direito de enveredar por uma tendência, estudando-a e propondo-a com prioridade cultural. Mas a Leonor está enganada, no seu plinto dourado: são essas organizações as que mais têm o dever de formar públicos, de ser plurais na qualidade e na publicação pedagógicas das artes em geral. Grupinhos de curadores, sedentes de voltar a dividir (para reinar?) aquilo que é aberto e indivisível nas suas semelhanças e diferenças, disso já vimos as consequências, lutas, razões cegas, injustiças.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;_________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528568321715767010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLlrmNRYhuI/AAAAAAAAHs4/sz893-NHglk/s200/IMG_0499.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leonel Moura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leonel Moura, artista plural, incisivo e por vezes impertinente com aqueles que não saúdam a sua intocável razão, tem feito percursos interessantes nas artes plásticas, desde a &lt;em&gt;bad painting &lt;/em&gt;à recente exploração da &lt;em&gt;robótica. &lt;/em&gt;Não sendo uma descoberta isolada, esse trabalho com robots, ele aprofundou variantes e criou uma realidade sua, apelativa, que produz efeitos (não bem resultados) de grande interesse visual e susceptíveis de alcançarem melhores &lt;em&gt;performances.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também entrevistado naquele programa, Leonel Moura, como habitualmente, falou em geral de instituições ligadas ao ensino artístico e da sua dificuldade na procura dos acompanhamentos das rápidas mudanças dos novos &lt;em&gt;paradigmas&lt;/em&gt; neste domínio. Paradigma, para tudo e todos, eis a questão. Mas sim, as escolas e outras instituições ligadas às artes devem acompanhar os novos valores, novos métodos e novas tecnologias. Os computadores são uma ferramenta de eleição, mas a massificação da sua presença tem perigos evidentes. É verdade, contudo, que o próprio computador pode &lt;em&gt;fazer&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;pincel,&lt;/em&gt; pode criar formas e figuras inusitadas. Eu próprio já apresentei experiências desse tipo, com obras inteiramente trabalhadas através do computador enquanto ferramenta principal. Mas isso, num campo não dogmático como a arte, não tem nada a ver com instrumentos obsoletos ou de última geração. Pode trabalhar-se com pincéis, rolos e ferros de soldar. E com as mais invulgares matérias sustentáveis. O que é lamentável é a afirmação peremptória, e destituída de qualquer verdade estético-funcional, com que Leonel Moura mimoseou os telespectadores. «A Arte tem de acompanhar a velocidade das transformações técnicas e de conteúdo da criação artística no presente. Um pincel, por exemplo, é já, sem dúvida, um instrument  o obsoleto».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pincel é um instrumento como qualquer outro. E se hoje usamos o machado de aço e madeira para cortar certos materiais, isso deve-se ao fascinante património que bem conhecemos -- o &lt;em&gt;coup de point. &lt;/em&gt;Magritte representou mimeticamente um cachimbo e legendou esse trabalho da seguinte forma: &lt;em&gt;Isto não é um cachimbo. &lt;/em&gt;Hoje podemos fazer o mesmo com a representação de um pincel &lt;em&gt;(isto não é um pincel) &lt;/em&gt;e trabalhar com ele logo a seguir: a grande capacidade do homem em recorrer a ferramentas inesperadas ou antigas, torna os aparelhos obsoletos paralelos a um bisturi electrónico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7868331507359256481?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7868331507359256481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7868331507359256481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7868331507359256481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7868331507359256481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/10/arte-como-estatuto-social-e-vertigem.html' title='ARTE COMO ESTATUTO SOCIAL E VERTIGEM'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLlrwI-i4dI/AAAAAAAAHtA/9K-Ic1IeQRE/s72-c/IMG_0500.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-3280237699205990684</id><published>2010-10-10T16:04:00.003+01:00</published><updated>2010-10-10T18:42:49.690+01:00</updated><title type='text'>BREVE, A MORTE, ENTRE O LUGAR E O TEMPO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLHWduvLy2I/AAAAAAAAHsQ/W8ptgysejE0/s1600/IMG_0473.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 333px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526434024010795874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLHWduvLy2I/AAAAAAAAHsQ/W8ptgysejE0/s400/IMG_0473.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; o lugar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Todos os dias passo neste lugar, numa rua mortiça do bairro onde vivo. Passo por aqui e sei que este velho &lt;em&gt;maple&lt;/em&gt;, abandonado pelos donos como traste velho e usado pelos pedreiros de uma obra ali à esquina como travamento do trânsito, tem sido conservado no tempo, há largos meses, já sem serventia mas suscitando eventuais encenações do quotidiano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Perguntei ao vizinho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Que raio, então esta tralha vai ficar aqui para sempre?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;E ele:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«A Câmara só tem um giro, de mês e mês, para recolha de coisas assim».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«E acha bem?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Ele levantou, de espanto, as fartas sobrancelhas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Essa é boa, eu não pertenço à Câmara, vizinho».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Tem, razão, desculpe. É que isto brada aos céus».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«O responsável por isso já lá está, no céu».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Que ideia é essa?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Oiça, oiça: há cerca de duas semanas sentou-se ali um pobre trolha, meio tonto do vinho, que trazia na mão apenas aquelas pedras na lata. Pousou a lata e fez um cigarro. Fumou, tossindo, durante algum tempo. Depois, aparentemente sem forças, deixou-se ficar a olhar para os carros que passavam ali, devagar. Em breve estava a dormir, até o chapéu caíu para o lado. Ninguém lhe tocou, ninguém procurou acordá-lo. Há casos assim, de respeito, de compaixão».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Eu percebi a história mas não a persistência do &lt;em&gt;maple &lt;/em&gt;naquele lugar impróprio. Mas o vizinho tinha resposta para isso, aliás igualmente estranha:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«O homem ficou ali toda a noite, sempre na mesma posição reclinada. De manhã, os transeuntes que o haviam visto na tarde da véspera, procuraram saber se o homem precisava de auxílio. E tudo se passou um ápice».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Tudo o quê?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«A descoberta (em alarido) de que o desgraçado estava morto».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Estava morto?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Exactamente».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«E depois?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Depois foi um ajuntamento de pessoas, a espera durante cinco horas pelo delegado de saúde, e por fim a remoção do cadáver para a morgue.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Eu disse apenas, para me redimir:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Que tragédia...»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt; Logo me lembrei de outra coisa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Mas isso não desculpa o facto de não terem removida o &lt;em&gt;maple.&lt;/em&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;O vizinho sorriu, meio desolado:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Muitas pessoas que vivem aqui perto e acompanharam o acontecimento, incluindo a absurda espera pelo delegado de saúde, impediram o piquete camarário de retirar o objecto».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Porquê?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;«Eles apenas disseram que, se as autoridades tinham o seu tempo para cumprir a lei, eles também reivindicavam a permanência do &lt;em&gt;maple&lt;/em&gt; no mesmo lugar, pois assim poderiam exprimir todo o seu tempo de nojo, em memória da vítima.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;___________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;o mesmo objecto serve duas histórias diferentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;mas de reflexão idêntica, aqui e no blog contrupintar02&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-3280237699205990684?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/3280237699205990684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=3280237699205990684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3280237699205990684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/3280237699205990684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/10/breve-morte-entre-o-lugar-e-o-tempo.html' title='BREVE, A MORTE, ENTRE O LUGAR E O TEMPO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TLHWduvLy2I/AAAAAAAAHsQ/W8ptgysejE0/s72-c/IMG_0473.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7398425253720843422</id><published>2010-10-07T11:35:00.010+01:00</published><updated>2010-10-07T14:28:40.010+01:00</updated><title type='text'>REPÚBLICA PORTUGUESA, CEM ANOS E DOIS DIAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TK2jJTPPgBI/AAAAAAAAHrY/jHGb-595cxk/s1600/IMG_0461.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 337px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525251698031820818" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TK2jJTPPgBI/AAAAAAAAHrY/jHGb-595cxk/s400/IMG_0461.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;ilustração alusiva à proclamação da República Portuguesa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525251581852194914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TK2jCib3GGI/AAAAAAAAHrQ/LjJVv_vMtz0/s320/IMG_0459.JPG" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Foram vontades e sonhos, a revolta contra o abismo, algumas consciências visionárias. Portugal mudou de regime com a proclamação da República a 5 de Outubro de 1910. A comemoração dos cem anos da República propriamente dita decorreu há dois dias, mas as ressonâncias foram de molde a cuidar ainda do facto, passando apenas alguns sinais dessa história conturbada e fascinante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;A primeira acção da I República que se colou aos meus olhos e ao meu espírito, além das conversas ouvidas durante a infância, foi o cuidado havido em instaurar um verdadeiro ensino artístico, embrião de um tipo de cultura que é inerente à realidade da civilização. Quando ingressei na ex-Escola de Belas Artes (depois superior, depois integrada, como faculdade, na Universidade de Lisboa) começei a perceber a história deste ensino &lt;em&gt;maldito&lt;/em&gt;, sempre na rectaguarda do que se foi fazendo na Europa. Mas os republicanos, vivendo uma revolução complexa, entre golpes e governos de poucos meses, institui aquele ensino em 1911, um ano apenas depois do seu começo. Mal ou bem, com mestres de academias e frouxa modernidade, a verdade é que o conceito integrava uma visão própria de progresso. E, apesar das várias e tímidas transformações das Escolas de Belas Artes, atrás só nomeadas, a verdade é que um novo regime demonstra uma nova ideia ao fim de um ano. E essa ideia, defeituosamente instalada pela elites do tempo, acumulou atrasos e mais erros, tendo chegado ao seu verdadeiro nível ao fim de um tempo de cobardia de cerca de 90 anos. A própria democracia proporcionada pelo 25 de Abril de 1974 (e esta já é uma generalização incerta) só criou condições para fazer avançar o ensino superior artístico 13 anos depois das primeiras comissões da Escola terem feito chegar ao parlamento e aos governos para lhes lembrar o que, neste âmbito, &lt;em&gt;já deviam&lt;/em&gt; ao país e à sua substância ce cultura e civilização. Ninguém percebia o que era isso, os artistas foram transitoriamente declarados como desnecessários, e um posterior acaso de pessoas e de certas circunstâncias permitiu abrir a tal luz ao fundo do tunel, entre vários meses de trabalho de uma Comissão providencial. Os governantes (em Portugal) demonstraram quase sempre, nessa época, uma enorme desactualização sobre as questões da cultura, realidade que não permitiu a criação de um espírito nacional aí ancorado, sede da abertura ao futuro -- como bem compreenderam os republicanos de 1911.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Não vou reiterar, noutros campos a comemoração deste centenário, porque isso está feito e as festividades tiveram pontos fortes, apesar da crise que nos atinge neste momento. O Viva à República será assim (talvez) um dito e uma imagem que emblematizam a hora, cem anos atrás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Apesar da agitação havida e dos recontros de frentes de acção política. É inquietante e libertador ler a história da I República.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525251435693677106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TK2i6B89GjI/AAAAAAAAHrI/gLcTy1FX3zo/s400/IMG_0457.JPG" /&gt;a hora dos revolucionários&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;À noite do dia 4 a moral encontrava-se baixa entre as tropas monárquicas estacionadas no Rossio, devido ao perigo constante de serem bombardeadas pelas forças navas e nem as baterias de Couceiro, aí colocadas estrategicamente, traziam conforto. No quartel general discutia-se a melhor posição para bombardear a Rotunda. às três da manhã, Paiva Couceiro partiu com a bateria móvel, escoltado por esquadrão da guarda municipal, e instalou-se no Jardim de Castro Guimarães, no Torel, auardando a madrugada. Quando as forças da Rotunda começaram a disparar sobe o Rossio, revelando a sua posição, Paiva Coiceiro abriu fogo provocando baixas e semeando a confusão entre os revoltosos. O bombardeamento prosseguiu com vantagem para os monárquicos, mas às oito da manhã Paiva Couceiro recebeu ordem para cessar fogo, pois ia haver um armistício de uma hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Entretanto, no Rossio, depois de Paiva Couceiro ter saído com a bateria, o moral das tropas monárquicas, julgando-se desamparadas, piorou ainda mais, devido às ameaças por parte das forças navais com bombardeio. Infantaria 5 e alguns elementos de Caçadores 5 garantiram que não se oporiam ao desembarque de marinheiros. Face a esta confraternização com o inimigo, os comandantes destas formações dirigiram-se então ao quartel-general onde foram surpreendidos pela notícia do armistício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Quando as tropas retiraram do Rossio, e com a saída à rua por parte dos populares, a situação tornou-se muito connfusa, mas já favorável aos republicanos, dado o evidente apoio popular. Machado Santos confronta o general Gorjão Henriques com o facto consumado e convida-o a manter-se no comando da divisão mas esterecusa. Machado Santos entrega assim o comando ao general António Carvalhal que sabia ser republicano. Pouco depois, pelas 9 horas da manhã, era proclamada a República por José Relvas, na varanda do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, após o que foi nomeado um Governo Provisório, presidido por membros do Partido Republicano Português, com o fim de governas a nação até que fosse aprovada uma nova Lei Fundamental. 1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;_________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;1. &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O triunfo da revolução, consultado em Wikipédia, a enciclopedia livre&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Lê-se e não e acredita, parece quase uma opereta um uma performance amadorística, não contando com a instabilidade posterior, entre grandes sonhos para um país novo e a derrocada já anunciada a montante, no estertor da monarquia. E depois parece um guião para o 25 de Abril, esse dia morno&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt; em que os carros de combate de Salgueiro Maia «acantonaram» no Terreiro do Passo. Houve a Junta de Salvação Nacional e também uma Assembleia Constituinte para redigir outra Lei Fundamental, agora já em começo de roptura numa crize mal explicada e mal gerida, eventualmente o início de uma Superior Reforma à escala global, como tanto se apregoa. Mas de verdade ninguém sabe verdadeiramente em que consiste essa globalidade e se deve ou não ser combatida quanto antes. Lá porque as comunicações o permitem, não parece razoável deitar ao lixo todos os enxovais e apertarmos o botão de uma mútua mortandade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 323px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525251293750044130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TK2ixxK9JeI/AAAAAAAAHrA/C7m4ogP7e1M/s400/IMG_0458.JPG" /&gt;uns esperando por outros, um passeio armado pela Rotunda&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7398425253720843422?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7398425253720843422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7398425253720843422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7398425253720843422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7398425253720843422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/10/republica-portuguesa-cem-anos-e-dias.html' title='REPÚBLICA PORTUGUESA, CEM ANOS E DOIS DIAS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TK2jJTPPgBI/AAAAAAAAHrY/jHGb-595cxk/s72-c/IMG_0461.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5379833966928995745</id><published>2010-09-30T15:39:00.004+01:00</published><updated>2010-09-30T19:07:41.810+01:00</updated><title type='text'>QUE EUROPA É ESTA, ESMAGADORA E SONSA?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TKShoYf_n2I/AAAAAAAAHqc/GBzXpmLFryU/s1600/IMG_0445.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522716758206553954" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TKShoYf_n2I/AAAAAAAAHqc/GBzXpmLFryU/s400/IMG_0445.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A balada dos cães passou na lama escura das cidades europeias. Viajou do grande Ocidente do capital todo-poderoso e varreu tudo até às zonas frias do Leste, mesmo quando Moscovo, há um mês apenas, ardia sob um sol de 38º. Estava tudo a aquecer, em Agosto, e a voracidade dos cães ficcionais já vinha de longe, após a pulverização de um dos maiores bancos do mundo, não por ter sido abandonado pelos milhões de clientes ou dólares mas por ter um só gestor ensandecido, jogando apenas para &lt;em&gt;mergulhar&lt;/em&gt; em rios de dinheiro. Está preso, pediu perdão, Obama não lhe respondeu. O presidente americano, atónito mas firme, atravessou um país em risco de receber sobre as cidades, como o efeito em cadeia de todos os &lt;em&gt;jogos&lt;/em&gt;, o verdadeiro mega-registo da nossa pobre D.Branca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Europa, com pompa e circunstância, carregada de homens de fatos cinzentos e jovens gestores a manipular tudo e todos, deu o sinal de alarme. E foi o que se viu. Ninguém mais sossegou, ministros, ministras, presidentes, ministros das finanças, ministros da economia, banqueiros e bancadas, bolsas e zeladores dos mundos virtuais. Em pouco tempo a Grécia estava a ser intervencionada, sem meios e cravada de dívidas. E nós, portugueses, devedores cegos, presos à banca, ao fisco, às agências de tudo o que possa parecer transacionável, mal podíamos acreditar num destino assim. Galhardamente, ainda nos deixámos levar a férias, do Brasil à Tailândia, e fomos sufocar no Algarve, numa promiscuidade de 80.000 pessoas para  nesgas de areia pouco maior que um campo de futebol. Todas as praias da região ficaram assim, atulhadas, embora destituídas dos benefícios, com a paisagem das falésias atravancada por altos muros de hotéis e casario fora do valor PIN.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sócrates, o Primeiro Ministro português, atravessava a mudança de clima e das falências com uma estranha convicção de que os seus projectos valiam bem não escutar muito os alarmes de tsumani à vista. Ele promovera o plano tecnológico e o país tinha agora importantes polos de produção informática e similar, exportando para 47 países, bem como o retorno de núcleos de investigadores, a par de centros ou criadortes independentes cujo grau de inovação era manifestamente considerável, além das descobertas meio solitárias e invenções à média de duas por dia. As corporações não suportaram as bicadas deste homem meio despachado, mal credenciado de canudos, e desataram a tratá-lo como nunca se vira: o homem era assim escarnecido no próprio país, nesta última República incandescente. Sócrates aguentou, mas não foi capaz de se descolar da sua pele mais ambígua e deve ter acreditado, como muita gente entre nós, que ali estava, afinal, o desvendamento da teoria da conspiração, Freeport, Face Oculta, o Joaquim da Sucata, Ferreira Leite, a direita toda, mesmo no PS, e a esquerda, numa arruaça em plena Assembleia da República como nunca se viu nem filmou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recentemente, o eleito líder do PSD, calibrado pela juventude social-democrata, sorriu para Sócrates (que certamente desconfiava de toda a gente) e ofereceu-lhe tapete negocial para a viabilização do PEC, tendo em conta que eram mais fortes as urgências do país do que a pequenez provinciana dos partidos. E o país premiou Passos Coelho (PSD) transferindo para ele as inclinações de voto. Cavaco, o Presidente, jubilou relativamente ao seu próprio futuro. Mas ainda havia as perguntas póstumas de dois procuradores, no encerramento do caso Freeport. E a crise aumentava, até a Espanha soçobrara. Devagar se vai ao longe, terá pensado o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. A dívida é enorme, senhor ministro, dizia alguém dos bastidores. É preciso cortar, agora sobretudo na despesa. E o senhor quem é?, perguntava o Ministro. Antes de tudo, sou cidadão português, europeu convicto. E veio para falar com quem? Vim, na qualidade de presidente do PSD, encontrar-me com o Primeiro Ministro. Teixeira dos Santos ficou perplexo e disse: Pois entre, ele está aí, a tratar dos grandes centros escolares e das reformas na Saúde e na Educação. Passos Coelho espantou-se: Mas isso já não estava adiantado? Claro que sim, mas é preciso mais, cuidar da nossa formação e do povo em geral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Passos Coelho, após uma larga reunião, passarinhou para o átrio, viu os jornalistas e tomou bem depressa a posição de Estado. A malta dos jornais e tevês queria saber da conversa, naquele delicioso espírito bisbilhoteiro que faz com que uma notícia sem história, sem nada, se torne vendaval na primeira página, dita nos maiores caracteres possíveis. Por exemplo: «Foi negado ao Primeiro Ministro acesso ao multibanco». No artigo, sabe-se afinal  que o Primeiro Ministro passara por uma caixa de multibanco onde um grupo de pessoas se queixava da demora quanto à abertura daquele equipamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coelho disse: O Primeiro Ministro não aceita parar com os impostos e preferir o corte na despesa, como estava combinado. Nunca voltarei aqui sem testemunhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E cairam o Céu e a Trindade, centenas de radicais, pró e contra, atravancaram os ecrãs das televisões, barafustando em muitos comprimentos de onda, embora sem ganhos fora das teorias habituais, fazendo somente diagnósticos apócalípticos. Medina Carreira, figura ímpar, embora demasiado parecida com o Mr Magoo, fala de garotos, de incompetentes, de um país tão absurdo e demente que nem sequer se parece com Portugal. Passos Coelho, por seu turno, procurou precarver-se, preparando a eventual catástrofe do orçamento chumbar. Reuniu à sua volta, numa tarde lapidar, 20 grandes personalidades, economistas sobretudo, afectas ao PSD. Queria ouvir (calado) o que eles tinham para dizer sobre o desastre iminente. Ouviu, reguardou-se, e o ruído voltou, contra o parecer da OCDE, entre comparações suspeitas e desmuseradas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então o Presidente Cavaco convocou os partidos para lhe dizerem o que pensavam fazer na altura da discussão do orçamento, tendo em vista a baixa gradual do déficit. Nada aconteceu de relevante, embora Passos Coelho voltasse a dizer que não aprovaria um orçamento em que subissem os impostos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por fim, ontem, a bomba: Sócrates, Teixeira dos Santos e Silva Pereira apresentaram-se ao país para divulgar as grandes linhas de orientação de um duro plano de austeridade capaz de  enquadrar o orçamento para 2011. Em primeira página, o «Diário de Notícias» apregoa: &lt;strong&gt;«Sócrates&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;anuncia um ano terrível aos porugueses. &lt;/strong&gt;E é verdade. Leiam-se os jornais. Só há que esperar pelas bombas do «outro» lado. Um alto dignitártio do PSD, reagindo de forma teatral à conferência de imprensa dada pelo Governo, disse, tremente: &lt;strong&gt;Sócrates veio declarar ao país a incompetência do seu governo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu só digo o que vejo e sei. Sócrates anunciou o que toda a gente lhe pedia, e fê-lo acima de todas as minguadas expectativas: para salvaguardar os riscos da execução orçamental, o governo e as personalidades que deram a cara, enunciaram cortes em todo o funcionamento do estado, cortes na despesa social, cortes no Serviço Nacional de Saúde, cortes no PIDDAC, outros cortes que minimizam despesas desde o ensino às autarquias, regiões autónomas, serviços diversos. É feita diminuição da receita fiscal, sobe o IVA, e são afastados outros focos de despesa. Tudo vai dar, como preconizavam vários tutores e curadores, a um total de &lt;strong&gt;Quatro mil milhões de euros &lt;/strong&gt;e mais uns trocos que davam para um golpe de resgate financeiro nas Ilhas Caimão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, os problemas que afectam a Grécia e sobretudo a Irlanda, além dos países a Leste que aderiram à Europa mas não se comprometeram na zona euro, levantam questões muito graves e crispações perigosas: porque os países mais fortes e mais poderosos não estão a partilhar quadros de solidariedade, antes parecem gerar caminhos cuja geografia revela pontos fracos, deslizes, barreiras, impiedosas assimetrias. A Europa devia conhecer melhor a sua história: no século passado aqui se desencadearam duas guerras mundiais. E já apareceram as pimeiras vozes, no quadro da actual situação, alertando para os enviesamentos de uma dinâmica contraproducente, envolvida no modo como o dinheiro é usado, e nos perigos de uma guerra generalizada, agora transversal a outros conflitos latentes, do Irão a todo o Mediterrâneo. A geografia política e económica do mundo está longe de ter sido fixada e estabilizada. As forças críticas emergentes surgem um pouco por muitas latitudes e longitudes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5379833966928995745?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5379833966928995745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5379833966928995745' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5379833966928995745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5379833966928995745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/09/que-europa-e-esta-esmagadora-e-sonsa.html' title='QUE EUROPA É ESTA, ESMAGADORA E SONSA?'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TKShoYf_n2I/AAAAAAAAHqc/GBzXpmLFryU/s72-c/IMG_0445.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5637612440661784073</id><published>2010-09-07T17:47:00.008+01:00</published><updated>2010-09-09T20:03:16.807+01:00</updated><title type='text'>TALVEZ A ARTE MINTA PARA DIZER A VERDADE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TIZtFInPKKI/AAAAAAAAHpQ/VdenaulDMPM/s1600/IMG_0360.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 98px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514214728740579490" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TIZtFInPKKI/AAAAAAAAHpQ/VdenaulDMPM/s400/IMG_0360.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="color:#660000;"&gt;abertura do blog de António Lobo Antunes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;A vida é feita de uma falsa continuidade e a arte procura alcançá-la com propriedade de sentido e valores expressivos de diferente projecção no espaço perceptivo de cada um de nós: porque somos dotados de um sistema visual de grande resolução objectiva, revestindo-se de notória propriedade na absorção do real, apesar de depender de um conjunto de regras &lt;em&gt;redutoras&lt;/em&gt; da natureza integral dos objectos percepcionados. A resolução das imagens no cérebro permite-nos nomear conceptualmente as coisas e colar a elas um saber plural, capaz de descodificar uma aparência e oferecer à vigília consciente a forma tridimensional da coisa vista, guardando dela e do próprio espaço envolvente o significado inteiro, grande parte das informações aí achadas. Esta questão tem de ser ajuizada convenientemente nos actos de reresentação do visível, quer pelo desenho ou pela escrita alfabética, entre muitos outros géneros de instaurar &lt;em&gt;discursos&lt;/em&gt; artísticos, como nas artes plásticas, no cinema e na fotografia, na poesia ou na literatura em geral. A arte contorna as evidências (porque elas encobrem de certa maneira o real) a fim de &lt;em&gt;tornar visível&lt;/em&gt; cada parte registada pelo olhar e pelo fundo enganador da visão. Em certo sentido, já tem sido dito que a arte transforma as aparências (mentindo) para as dar a ver com mais verdade. Estas notas ocorrem-me a propósito de uma estranha controvérsia gerada a partir da reacção dos militares, sobretudo declarada pelo Presidente da Associação dos Ex-Combatentes. O alarido tomou conta de muita gente, uns que defendiam o escritor e outros que o julgavam pela negativa, considerando parte de uma peça inserida no 2º livro de crónicas de António Lobo Antunes. E há quem, nessa ira, se esqueça do atroador «Cu de Judas», uma das primeiras obras daquele escritor sobre a guerra de Angola, testemunho magoado e nada louvando, peça que muitos de nós leram com um nó na garganta. O problema, desta vez, é que a frase mais destacada do protesto, parece mesmo, antes de qualquer literatura declarada, um outro testemunho, laminar, decisivo, destituído de ficção ou simbologia -- a verdade apenas, por mais absurda que a &lt;em&gt;pequena &lt;/em&gt;história se apresente. Ao contrário do que costuma acontecer nas crónicas de Lobo Antunes, cujos textos surgem quase sempre orvalhados de um &lt;em&gt;segundo sentido&lt;/em&gt;, entre símbolos e metáforas finais, a crónica apontada contém um período &lt;em&gt;tão limpo &lt;/em&gt;como a verdade da própria verdade. Escreveu, a certa altura, Lobo Antunes: &lt;strong&gt;«Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava e, como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Trata-se, com efeito, de uma implícita afirmação de grande gravidade. Também estive em Angola, mais ou menos na mesma altura, em Zala e Nambuangongo, onde perdemos vidas, mas a guerra ainda não adquirira o grau de sofisticação para provocar tais «ajustes de contas». Vinte anos depois de ter regressado de África, escrevi um livro a que chamei, talvez impropriamente, «Angola 61, crónica de guerra». O livro só será crónica porque todos os factos e pessoas nele abordados correspondem à pequena e grande história do batalhão, embora transmitidos por uma forma literária a lembrar a expressão ficcional, incluindo um forte apelo ao cinema. Mas há nele denúncias aterradoras, como tenho lido noutros textos e, em particular, na obra de Lobo Antunes, a que toca militares e a que não toca. &lt;em&gt;Mentiras&lt;/em&gt; dizendo &lt;em&gt;verdades cortantes&lt;/em&gt;, da guerra à Inquisição e a muitos outros estados de várias idades históricas do nosso país. Um colega amigo, a propósito do assunto aqui abordado, chamou-me a atenção para o lado gélido, como que imparcial ou neutro, da redacção daquele parágrafo de Lobo Antunes: o desinteresse pela forma literária, assaz &lt;em&gt;mal falada&lt;/em&gt;, e o batimento seco e sintético dos factos e dos métodos com que eram &lt;em&gt;contabilizados. &lt;/em&gt;Para este meu amigo, trata-se de um forte indício de que o escritor testemunhou aquele procedimento, quase impensável, mesmo para quem esteve na guerra colonial, ou através da filmografia sobre o Vietnam. Mas nada disto é assim tão simples e o problema (visto que tantos outros foram deslidos) parece residir no facto aparentemente institucional em si, difícil de esconder dos não alinhados ou dos oficiais da companhia. Até porque, num outro ponto da crónica, Lobo Antunes declara que pertencia a um batalhão de 600 homens, dos quais morreram 150, percentagem altamente desajustada de todas as estatísticas conhecidas, entre as mais isentas. Aliás, o escritor acedeu a desfazer esse eqívoco em carta para o Presidente dos Ex-Combatentes, carta onde não explica a questão dos espólios e dos pontos; porque sempre disse que a escrita dele só pode ser lida como expressão simbólica, mesmo nos eventuais eventos que decorram de factos presenciados. Isto é verdade que nos acontece; e Lobo Antunes, apesar de tudo, não estava ali a escrever um relatório para enviar a um qualquer chefe do Estado-Maior. Feitas estas distinções e abertas estas disponibilidades de circulação pelo sentido da obra de Lobo Antunes, aquela e outras do mesmo índice de acutilância, atrevo-me, sem querer assumir-me como advogado de defesa de um escritor que muito admiro, a adiantar mais duas ou três questões de valor substantivo: a) Em Angola, anos 60, uma companhia era constituída por 3 grupos de combate, cerca de 160 homens, entre soldados, cabos, sargentos, alferes, um tenente e um capitão, comandante da unidade. O tenente em geral era o médico, e os alferes milicianos concretizavam a cadeira superior hierárquica, com vértice no capitão. Os sargentos comandavam secções de 9 homens, integrando o grupo de combate. O problema posto pelo texto de António Lobo Antunes, enfrenta os seguintes (possíveis) problemas: ou o sistema de pontuação por acções desenvolvidas em combate e similares situações era circunscrito a um grupo de pessoas, secreto, e nesse caso a transferência do que mais pontuasse seria negociada por subterfúgios, ou esta roleta implicava toda a companhia, facilitando a transferência do vencedor para uma «unidade pacífica», o que coloca dentro da sigilosidade da operação toda a gente, desde o capitão ao último dos soldados. &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Apesar de tudo o que me foi dado ver, negociatas, abastecimentos directos e sem a menor transparência, escolhas de materiais passando por percentagens, desgaste não explicado nos géneros entregues às companhias, promiscuidade entre militares e civis em preparações especiais de aquartelamentos, pressão disciplinar sobre aqueles que não acatavam trocas obscuras entre chefias consoante interesses pessoais e vantagens financeiras, violência aplicada a dois prisioneiros, a verdade é que nunca estive perante situações tão abjectas quanto as referidas por Lobo Antunes. Podemos duvidar delas na base de um raciocínio técnico como aquele que sintetizei atrás, mas não podemos condenar o seu relato, mesmo que em relação directa com a realidade passada. Porque o contexto, o género da crónica, absorvem o significado dos conteúdos para o domínio do símbólico, da analogia com outras possíveis crueldades, em metáfora capaz de desmontar o real e a sua &lt;em&gt;verdade&lt;/em&gt; numa outra &lt;em&gt;verdade.&lt;/em&gt; Em termos litrários, Lobo Antunes pode ter-se socorrido de um jogo promocional cruel para dizer&lt;em&gt; outras verdades, &lt;/em&gt;assinalando a brutalidade de muitos meios bélicos, aceites como norma. O próprio treino militar, antes de qualquer prontidão, chega a ser cínico e bárbaro, e bem me lembro disso em Mafra. Já não falo das mortes de jovens em instrução militar ligada aos &lt;em&gt;comandos &lt;/em&gt;nem da criação de sistemas de dependência psicológica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Resta talvez anotar que a forma dos artistas se assumirem como testemunhas empenhadas perante desvios sociais, políticos, religiosos, militares, seja qual for o grau de possível sanção (ilegal) que as corporações accionem contra eles, tem sido entre nós muito pobre. Há mais casos na literatura do que nas artes plásticas, e há uma infinidade de documentos expressivos em cinema, com graus aterradores de verosimilhança perante casos históricos amplamente conhecidos. De resto, quem são os portugueses ainda vivos, participantes sem escolha numa guerra dita colonial com 14 anos de extensão, que não tenham percebido como esses milhões de factos e resíduos traumáticos foram omitidos até ao maior dos desrespeitos por um povo assim sacrificado, com muitos dos seus mortos enterrados no teatro de operações e que só agora, lentamente e sobretudo pelas famílias, começam a ser resgatados, em recato, sem pompa nem circunstância. Todos as pequenas intrigas futebolísticas com que as televisões nos intoxicam sem medida, entre outras coisas idênticas, deveriam desde há muito ter sido substituidas em parte por debates, revelações, a história da guerra travada teimosamente por Portugal em Angola, Moçambique e Guiné. Muitos ainda esperam por isso, mas só lhes cabe ouvir as migalhas de programas com filmes de arquivo e testemunhos de patentes superiores. A guerra não foi nada disso. E Lobo Antunes, que era tenente miliciano no teatro de operações e sabe que não é preciso mentir num universo com tantos exemplos reais para abordar, tem de facto razão quando lidera frases assim: &lt;strong&gt;eu poderia escrever que na minha companhia, formada por 150 homens, morreram 150; e no batalhão, de 600 homens, morreram também todos eles, isto numa forma de exprimir que ninguém se salva após tão terrível experiência. &lt;/strong&gt;O escritor, na correspondência travada com o Etado-Maior, diz que &lt;strong&gt;quanto mais simbólica é a linguagem mais verdadeira se torna. &lt;/strong&gt;E asseverou que o tema acarreta &lt;strong&gt;«reacções emocionais fortes»,&lt;/strong&gt; até porque &lt;strong&gt;«a guerra colonial foi profundamente injusta. Pode esquecer-se a guerra mas ela não nos esquece. Deu cabo da nossa juventude e há-de dar cabo da nossa velhice. A negação de nada serve e a guerra continua a ser uma experiência muito dolorosa para mim. Quando venho de um almoço com os meus camaradas, essa noite é muito difícil. Todos nós morremos um bocadinho na guerra».&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;foram consultados materiais publicados no blog de ALA e por José Roldão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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Tem-se falado muito, também, num dos autores mais favoráveis aos processos de descolonização, Franz Fanon, que alertou, apesar disso, para os enormes riscos que se corria ao lançar povos inteiros, de súbito e ainda largamente impreparados, para a contemporaneidade. O desajustamento seria, em alguns casos, de efeitos devastadores, entre o desenho das fronteiras e a divisão das etnias ou nações. E foi afinal isso que se fez, apesar de alguns territórios privilegiados por prolongamentos coloniais enviesados, como no caso da antiga Rodésia, hoje um país vandalizado, sem ordem nem produção ordenada, esmagado por uma das mais patéticas ditaduras do Continente. Angola, por sua vez, entregue, por acordo institucional, aos três «movimentos de libertação, em breve se lançou numa terrível guerra civil, muitas vezes mais grave do que a guerra colonial, após a qual cidades haviam desaparecido, populações tinha percorrido fracturas enormes de deslocalização e outras, enquanto Luanda inchava de gente, de perturbação e um vasto tipo de carências, enquanto um núcleo em volta do Presidente e de outras entidades militares ou políticas, enriquecidas desproporcionalmente já nessa época, se entricheiravam na maior grandeza, entre o luxo, os bens e a força sobre todos os que caminhavam esforçadamente, estropiados, num largo horizonte de perigos ocultos e miséria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; DISPLAY: block; HEIGHT: 228px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513785608770634626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TITmzEJvQ4I/AAAAAAAAHpA/pPm8rwhhjUc/s320/IMG_0330.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Há sempre semelhanças entre estes desastres: Moçambique dividiu-se, logo após o cessar fogo das tropas portuguesas e o seu abandono do território, em duas forças opostas, em litígio bélico de intensidade muito menor do que o de Angola, mas, apesar de tudo, largamente danoso para o país. A FRELIM, desde o início da guerra colonial, apostada nos ditames libertadores, teve à sua ilharga, ainda durante esse tempo, o movimento homónimo RENAM, débil, menos municiado e ideologicamente impreciso. Mas, quando vieram as eleições de tipo democrático, a FRELIM foi vencedora, tendo na Assembleia Nacional de confrontar-se comos deputados que a RENAM conseguiu eleger. Esse perfil das forças que iniciaram os caminhos da independência não era preocupante e a sucessão dos vários presidentes tem decorrido com consensos quase nada pertrubadores. O problema, dada a escassez de meios imediatos de riqueza, coisa já existente em Angola, passou a residir nas políticas de de contenção, realidade agravada pela explosão populacional em Maputo, em termos por vezes capazes de provocar repugnância, desde o lixo, às sujidades dos imóveis e dejectos em avenidas principais. Tudo isto foi sendo combatido, como quem rema contra a corrente, pois o tipo de cultura das populações do interior não era ajustável às regras da vida citadina nesta escala. A situação, há pouco tempo, começou a degradar-se. Até que, em revolta contra o aumento dos bens básicos de consumo, a população, recrutada por SM S, entrou em estado de revolta, bloqueou a cidade, o próprio achefe de aeroporto, acabando por cometer alguns desacatos sobre lojas e pessoas. O governo reagiu em termos de espera, socorrendo-se da PSP para situar algum recato. algumas dispersões. O Chefe de Estado falou em &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;nome do apaziguamento, sublinhado o dinheiro que se perdia em cada dia de paralisação da cidade, o que ocorreu, de forma completa, durante pelo menos dois dias. Apesar dos destroços, mortos e feridos, este incidente esbateu-se depressa: seja como for, não deixa de ser um sério aviso para aqueles que vivem acima de maior parte das pessoas, em assimetrias monstruosas, fio em certa medida anunciador dos erros cometidos nos anos 70, por Portugal e pelas Colónias. Esvaziadas dos quadros técnicos e administrativas competentes, o esforço de equilíbrio e de ordem social gerou ou agravou diversos tipos de «epidemias» que este género de subdesenvolvimento costuma tornar crónico. É o salto na contemporaneidade, seguido de catástrofes indizíveis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513785418164305906" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TITmn-Fpf_I/AAAAAAAAHo4/SzF2EyBQazU/s320/IMG_0333.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513784931085646274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TITmLnlC-cI/AAAAAAAAHoo/gzKILFFQuX4/s320/IMG_0336.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Tudo isto poderia ser diferente, pausado, seguro, equilibrado, partilhado, num Continente que, em vez de entrar em agonia, deveria ser tomado pela humanidade como &lt;em&gt;fundo de garantias em diferentes plataformas de produção e comservação? &lt;/em&gt;Por mim, penso que sim, não por achar que a descolonização estava fora do projecto nacional. De resto, a ditadura teve todos os sinais para salvar a face e os povos. Um «génio» chamado Salazar castrou toda um país com as suas sobrevivências e referências através das colónias. O que penso é que a descolonização não devria ter sido feita sob uma espécie de efeito de derrota, sem nada se preservar, indústrias, fecundação da terra, organização social, disciplina. Os portugueses e moçambicanos brancos que tiveram de abandonar de súbito aquele país, como aconteceu ao mesmo tempo em Angola, foram apenas martirizados por slogans e dirigentes cobardes que não souberam negociar e agilizar as tropas numa ajuda pós-militar. Alguém me poderá garantir, com razões técnicas e humanas de valor indesmentível, porque carga de água um exército que combate em três ferentes sem destruir os territórios e as populações tem de se retirar à pressa, com a tralha mal atada à cintura e uma cerveja para refrescar o «regresso» a Metrópole? Tratou-se de um erro grotesco, o que aliás veio reflectir-se em Portugal, num PREC maníaco-depressivo, falsamente chamado de revolucionário, proletarizando o campesinato e procurando mesmo a tomada do poder por um golpezinho patético, o qual o país conseguiu travar em pião -- e sem sanear verdadeiramente os que haviam ensandecido pelos quartéis e pelas quentes veredas do Alentejo. Assim ficaram as coisas, pela teimosia inerente a Salazar, pela incapacidade assombrosa de Caetano, pelo varrimento de toda a ética militar dos chefes que tinham «trabalhado» nas ditas colónias durante 14 anos, conhecedores dos problemas e do apoio que podiam dar no próprio espaço da independência e durante os primeiros tempos da mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Franz Fanon tinha razão. Mas, como muita gente naquele tempo, achou mais rico o espectáculo das bandeiras desfraldadas pelas anharas fora e guardou no bolso as consequências que ele mesmo anunciara. Os militares portugueses, que não queriam meter-se na política, apoiaram um dos maiores desastres políticos sofrido pelo país. Hoje queixam-se de relatos que espreitam a história, como no recente caso de Lobo Antunes, mas esquecem sempre de olhar-se ao espelho e de relembrar uma guerra sobre a qual também se teceram elogios e aceitações de brandura. Não direi tanto, sobretudo nos costumes, até porque uma década dá para ensaiar uma civilização e os seus poderes ou armadilhas encobertas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513784654155969010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TITl7f73cfI/AAAAAAAAHog/2DQ6iC94u_k/s320/IMG_0334.JPG" /&gt; &lt;span style="color:#660000;"&gt;um pouco de sangue, nada mais, os motins acabam depressa, mas o futuro ainda não chegou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-810832340787526972?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/810832340787526972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=810832340787526972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/810832340787526972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/810832340787526972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/09/mpaputo-redesciolonizacao-em-violencia.html' title='POR MAPUTO: REDESCOLONIZAÇÃO EM VIOLÊNCIA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TITnA7IZ9sI/AAAAAAAAHpI/SYk0ylBYXEQ/s72-c/IMG_0335.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5612873183176108954</id><published>2010-08-29T18:52:00.012+01:00</published><updated>2010-08-30T16:37:21.954+01:00</updated><title type='text'>DO TERROR RELIGIOSO AO ABUSO DO DINHEIRO</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqhLklufSI/AAAAAAAAHoY/RyOUZjGhFIk/s1600/IMG_0246.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510894314213768482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqhLklufSI/AAAAAAAAHoY/RyOUZjGhFIk/s400/IMG_0246.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; liturgia católica fixa demasiado a circunstância do poder que salva &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Diante das realidades que constituem a estrutura e a substância do nosso sistema civilizacional, entre crises e cristalizações, devemos estabelecer algumas questões sobre a razoabilidade do que nos é dado ver. É preciso que indaguemos a natureza dos vários desenvolvimentos, que fundamento têm e que futuro proporcionam. A análise crítica de Husserl sobre o estado das ciências e das culturas, tendo em conta o propósito filosófico relativo ao século XX, parece mostrarà que a ideia de crise não se circunscreve ao domínio do económico. O mundo em que vivemos é afinal um espaço extremamente dividido quanto vasta qualificação do trabalho e isso obriga-nos a indagar a natureza das directivas do fazer, dos factos produtivos, como é que se projectam, quais as suas referências humanas e vitais, quadro sobre o qual se espalha uma névoa baptizada com o nome de crise (crise financeira e económica) no qual muitos pensadores actuais, perplexos, encurralados, crentes ou ´cada vez mais envolvidos em diversos processos de dúvida. Porque foram impelidos a pensar se a crise pode ser avaliada e desmontada como um dado &lt;em&gt;em si&lt;/em&gt; ou deve enquadrar-se em planos que superam a fixidez do binómio onse se juntam as razões financeiras e económias. A passagem do estilo românico ao gótico, ligada às edificações de carácter religioso, teve certamente uma base económica consoante a realidade financeira (executante) dos tempos. Contudo, a caracterização dos projectos, que implicava pesquisa e orçamentação, tinha por raiz mais funda intuitos ou satisfações de base cultural, a demarcação de um imaginário largamente religioso, vontade sócio-política de garantir o poder &lt;em&gt;para a salvação. &lt;/em&gt;À superfície, o próprio consumo, materializado através dos sonhos e dos desejos viciosos ou culturalmente definidos, tende a ser distendido ou controlado por duvidosos métodos de natureza moral -- limite sempre a dissolver-se pelo aumento de &lt;em&gt;necessidades inventadas&lt;/em&gt; e pela permissividade onde o poder se justifica, entre a tolerância calculista e a defesa totalitária dos sistemas mais conservadores ou orientados para a estabilidade das escilhas maniqueistas. Esta questão foi aborada pelo professor Weber no sentido de uma pesquisa a montante, onde começa e engrandece a riqueza, tendo ele preferido ligar a crise a causas ainda mais remotas, embora hoje dissipadas pelos métodos de análise, ou seja: o esforço de compreensão da crise, mesmo na sua perspectiva actual, deve integrar outros afctores além dos habituais -- factores psicológicos, culturais e teológicas. Em entrevista ao expresso, Weber evocou então um esquema que relaciona a teologia e a economia na «questão do dinheiro». Disse ainda: «Um dos motibos do fascínio pelo dinheiro é a especulação financeira, o facto de usar o dinheiro para produzir mais dinheiro. Já citei uma frase muito conhecida de Benjamim Franklin, que Max Weber comentou no seu livro sobre a relação entre o calvinismo e o desenvolvimento do capitalismo. Aí já temos uma relação entre teologia, religião e economia. Retomei essas teses de Weber (anotou Samuel Weber para tentar saber se o fascínio pelo dinheiro estaria ligado à tradição teológica, sobretudo a cristã) que tanta pensar ao mesmo tempo um Deus único e criador imortal e as suas criaturas humanas, imortais na origem mas que se tornaram mortais devido ao pecado e à culpa». 1&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 261px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510893567652981234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqggHbw6fI/AAAAAAAAHoQ/5Th_hl2yW9w/s400/IMG_8250.JPG" /&gt; o banqueiro multiplicador .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta perspectiva da origem do capitalismo liga-se ao problema da ética, que tem persistido. Em boa verdade, a única regra para produzir mais riqueza e o máximo lucro no manor limite de tempo, é uma das lógicas que tem levado ao descontrolo do sistema, perto do abismo terminal, donde não haverá verdadeiro retorno. Foi esta, de resto, a lógica que comprometeu a estratégia da Emrom, nos Estados Unidos, pois aí, contra toda a ética, «implantara-se um sistema sem orientação e que funcionava unicamente para produzir mais lucro e riqueza a favor de um número reduzido de pessoas».&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqgKfN9pLI/AAAAAAAAHoI/VSbhqKFKNnE/s1600/IMG_8252.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510892998416087650" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqf--3HOmI/AAAAAAAAHoA/4ZNPxfvbL-Q/s400/IMG_8218.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;o banqueiro duplamente multiplicador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaque incontornável:&lt;strong&gt; a acumulação de riquezas sem limites escita uma resposta defensiva contra o medo de que o tempo caminhe para a destruição do indivíduo. &lt;/strong&gt;Basta observar as grandes catedrais (o Vaticano é exemplar)&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;e o poder de certas Igrejas para se perceber quanto o fascínio por tal exibicionismo tentava impor aos crentes na doutrina por elas representada a ideia da &lt;em&gt;salvação material,&lt;/em&gt; a única &lt;strong&gt;capaz de assegurar a pertectuação à &lt;em&gt;posteriori &lt;/em&gt;do indivíduo. Algumas das mais abjectas alucinações do capitalismo selvagem assentaram no cavo arbítrio antropofágico que o dinheiro comporta, deificando o seu detentor. Bernard Madoff, embora pudesse ter atingido, na legalidade, a maior fortuna de todos os tempos, prosseguiu pela ilegalidade, dei a si mesmo o privilégio de se considerar Deus.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510892376060052066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqfawZ3wmI/AAAAAAAAHn4/XgnsB8t_EBQ/s400/IMG_8417.JPG" /&gt; o esmagamento pelo jogo do dinheiro 2 &lt;em&gt;rocha de sousa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 97px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510892089520809538" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqfKE9l5kI/AAAAAAAAHnw/qveJmg9OExk/s400/IMG_8418.JPG" /&gt; entre dois blocos desmuserados do império financeiro 3 &lt;em&gt;rocha de sousa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________ &lt;p align="left"&gt;1. &lt;em&gt;baseado em «Samuel Weber», entrevistado por António G uerreiro&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;2. &lt;em&gt;plano de um filme de Anthony Hopkins&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;em&gt;Plano de um filme de Anthony&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5612873183176108954?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5612873183176108954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5612873183176108954' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5612873183176108954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5612873183176108954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/do-terror-religioso-ao-abuso-do.html' title='DO TERROR RELIGIOSO AO ABUSO DO DINHEIRO'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THqhLklufSI/AAAAAAAAHoY/RyOUZjGhFIk/s72-c/IMG_0246.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6917644933509394600</id><published>2010-08-27T15:34:00.009+01:00</published><updated>2010-08-27T19:32:09.914+01:00</updated><title type='text'>UM PAÍS ARRASADO PELA LAMA E APESAR DA FÉ</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THfObI_nj0I/AAAAAAAAHno/E9oM6zhY1CU/s1600/IMG_0319.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510099634777198402" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THfObI_nj0I/AAAAAAAAHno/E9oM6zhY1CU/s400/IMG_0319.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;fotos publicadas na Sánado, do Sundy Times&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O inefável tecto do mundo, aravés do qual Deus nos espreita, desfez-se em água, na maior quantidade de sempre, e arrasou em larga medida o Paquistão, submergindo paisagens inteiras e dizimando pessoas, animais, plantas, culturas, como nunca acontecera até ao mais remoto índice destes fenómenos. Cerca de sete milhões de hectares arável ficaram submersos numa cheia sem precedentes. Cem mil cabeças de gado morreram nas inundações e as que sobreviveram estão a ser roubadas por grupos de ladrões, no mais cruel dos males fratricidas. A contagem das pessoas atingidas mortalmente por esta catástrofe parece ultrapassar os dois milhões, enquanto vinte milhões de desalojados têm errado em trágicas derivas ou sido socorridos pelos mais diversos meios, embora muitos se acantonem em pequenos rectângulos de território, na esperança da sobrevivência, num último alento quanto ao possível auxílio. De resto, setecentos e noventa milhões de euros correspondem à estimativa das colhietas destruídas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510099437098226082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THfOPolR0aI/AAAAAAAAHng/VszrCI-0C2M/s320/IMG_0314.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Todos aqueles, povos e governos, que se distanciam destes problemas e jamais os desejarão relacionar com males cíclicos, desta vez entrosados e precipitadas pela acção humana, terão de suportar um dia (nem sequer muito longínquo) em que a sua sbrevivência se encontrará perto do ponto zero de algum amanhã, como que entrando na mais pobre de qualquer verificação substantiva. A cadeia de incêndios, todos os anos repetida nem sequer pelo poder divino, continuará a ser ateada por negligência, falta de civismo ou mãos assassinas ao serviço de obscuros «projectos» e dos mais sórdidos interreses, numa ganância que também se globaliza. E enquanto ninguém pensa nisso, retardando políticas ambientais profundas, os sistemas de sustentação planetária vão começando a caducar, mares subindo, gelos escorrendo, territórios desertificando-se, a atmosfera como que mudando de natureza. A brutalidade do que aconteceu no Paquistão em nada demove os terroristas do «saque». No norte do país, os agentes da polícia têm ordens para disparar sem aviso contra os saqueadores. Enquanto isso, e onde ainda se podem tentar resgates materiais, a população retira das suas casas em ruínas parcos haveres, coisas utilizáveis, guardando tais bens onde for viável, já que os ladrões se atiram a quaisquer valores transacionáveis, aparelhos, frígoríficos, fogões, tudo o que, nessa linha, cai na sua aproximação. Os agricultores têm sido os mais atingidos por esta praga não menos odiosa do que a diluviana.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510099290219941042" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THfOHFaxDLI/AAAAAAAAHnY/-0y5p-pmWJI/s320/IMG_0317.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;Tanta desolação, em tão grandes áreas, é realidade que merece grande reflexão da parte de toda a gente, dos próprios paquistaneses agora vítimas dos seus compatriotas profissionais das armas, da guerrilha, do saque seja a quem for. Enquanto o actual sistema económico mundial agrava crises e promove trocas imensas nos corredores do banditismo internacional, das lutas religiosas e sectárias, parece que os homens desafiam os deuses da sua fé, perdendo-se entre causas atroadoras, entre várias hipóteses de fomentarem um inqualificável confronto civilizacional.&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510099085667342738" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THfN7LZoGZI/AAAAAAAAHnQ/CSzFgyjeGBo/s320/IMG_0318.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Malik Fiyyaz, um agricultor de 50 anos que perdeu dez hectares de plantações e teve um prejuizo de setenta e três mil euros, queixou-se da seguinte forma: «Estamos a viver na miséria». Ele recordou a morte de um dos seus vizinhos ao ver todas as suas colheitas perdidas e a história de outros dois que perderam todo o seu gado, sobretudo roubado por saqueadores. Também eles comentaram, segundo a revista «Sábado»: «Vai levar tempo até conseguirmos reconstruir os nossos recursos, mas havemos de o fazer. Não temos outra opção».&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 303px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510098789963421042" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THfNp90UVXI/AAAAAAAAHnI/AGcRFVS-Fsw/s400/IMG_0311.JPG" /&gt;&lt;strong&gt;E as crianças, que opção têm elas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-6917644933509394600?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/6917644933509394600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=6917644933509394600' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6917644933509394600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6917644933509394600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/um-pais-arrasado-em-lama-apesar-da-fe.html' title='UM PAÍS ARRASADO PELA LAMA E APESAR DA FÉ'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THfObI_nj0I/AAAAAAAAHno/E9oM6zhY1CU/s72-c/IMG_0319.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5689258954451889733</id><published>2010-08-22T11:51:00.005+01:00</published><updated>2010-08-22T15:46:34.032+01:00</updated><title type='text'>RUY DE CARVALHO:VOU LÁ VISITAR PASTORES</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THEBx2yx_eI/AAAAAAAAHlw/n05JzHxeGxA/s1600/IMG_0303.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 312px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508185775284551138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THEBx2yx_eI/AAAAAAAAHlw/n05JzHxeGxA/s400/IMG_0303.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Ruy Duarte de Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;FALECEU RECENTEMENTE RUY DUARTE DE CARVALHO &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;ANGOLA &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ele o disse: «Eu cumpri a minha tarefa cívica, que é a de alertar para uma outra percepção das coisas»&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tive o privilégio de conhecer pessoalmente Ruy de Carvalho e de me sentir seu amigo. Foi naqueles anos 60 de uma guerra antecipadamente perdida, conversando em Luanda, num  dos meses em que nos davam disponibilidade, e depois no fim da comissão, quando aguardava embarque e privava de perto ccom um outro grande amigo, engenheiro Anibal Fernandes, branc natural de Angola, que fez o favor de me dar a conhecer muitas das coisas que não pudera sondar enquanto andava pelo mato, nos exílios de Zala, Nambuangongo, ou na bela costa do Ambriz. Ruy de Carvalho arrancava a sua viagem africana e cultural, escrevia muito, poesia, depois estudos sobre o que via e ouvia, já nómado, partindo e regressando de mais à frente, conhecedor de Angola como ninguém, observador das gentes, dos seus percursos e formas comunitárias de vida. Ruy fazia uma clara caminhada de antropólogo e etnógrafo, áreas do saber que viriam a integrar parte da sua formação universitária. Ele deu aulas em Coimbra, deu aulas noutros pontos e de outro modo, observando, registando, atravessendo línguas e linguagens. Deixou uma obra&lt;em&gt; &lt;/em&gt;icontornável nesse domínio, um legado científico, poético e literário, à terra a quem se ligou, angolano por escolha, institucionalmente. Por dentro também, num bem-amar de filho cujo território &lt;em&gt;maternal&lt;/em&gt; tinha em si nome de mulher, alma de toda a sua vida.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;«Morreu inesperadamente. Deixa análises antropológicas, ensaios, quase romances, poemas, filmes, esculturas, fotografias. Era como um príncipe, altivo, simples mas pertinaz, quer entre  homens do poder e senhores da guerra, quer entre ou pastores» &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Estas são palavras lapidares de António Lopes Neves, que entrevistou Ruy Duarte por ocasião da saída do seu livro «Actas da Maianga - Dizer da(s) Gerra(s) em Angola.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Adeus, Ruy, sei que perguntaste por mim várias vezes. Notícias tiveste, mas não pudemos partilhar melhor o que ambos fizemos. Eu não sou figura pública. Isso não me impede de resgatar aqui a tua memória, como a senti naqueles dias de brasa.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5689258954451889733?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5689258954451889733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5689258954451889733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5689258954451889733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5689258954451889733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/ruy-duarte-carvalhovou-la-visitar.html' title='RUY DE CARVALHO:VOU LÁ VISITAR PASTORES'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/THEBx2yx_eI/AAAAAAAAHlw/n05JzHxeGxA/s72-c/IMG_0303.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-1839792018575850992</id><published>2010-08-08T14:06:00.004+01:00</published><updated>2010-08-08T14:37:35.177+01:00</updated><title type='text'>A CONDIÇÃO HUMANA EM MEMÓRIA DE J.BOSCH</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF6swBiZEQI/AAAAAAAAHk4/zlUS74qTDww/s1600/IMG_0256.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 334px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503025735739707650" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF6swBiZEQI/AAAAAAAAHk4/zlUS74qTDww/s400/IMG_0256.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Chegámos de muito longe e conservamos, da nossa remota origem, certas marcas, memórias difusas e liturgias indecifráveis. A condição humana implica um conjunto de actos, desejos e relatividades entre os membros de cada comunidade, sob a chuva que molha, na passagem por situações idênticas a muitas outras, e aqui a ganhar valor simbólico, a evovar as personagens de Bosch, seres insulares, oblíquos, desterrados do reino dos cubanos nesta florida jangada de pedra. Alguém se embrulhou no insólito caso das escutas, em plena campanha para as legislativas, em Portugal, bem se vê, e perdeu eleitorado ao promulgar a lei do casamento homosexual e resumiu a situação do país numa só palavra, aliás terrível: «insustentável». Falamos de Cavaco Silva, (o Silva, como dizia D. Jardim), Cavaco presidente de todos os portugueses, um político que parece ter compaixão por esta figura boschiana, ajudando-a a &lt;em&gt;sustentar&lt;/em&gt; o barrete, a enfrentar chuvas e tormentas, a ponderar as eleições presidenciais que certamente serão protagonizadas pelo homem de Belém. Este documento jornalístico (Expresso, incluindo algum vocabulário) tem uma grandeza pictórica, uma obscuridade medieval, e é capaz de cavalgar muitas larachas insulares, multas, zangas, contradições, dívidas no estilo&lt;em&gt; cubano&lt;/em&gt;, obras e obras que a jangada quase não suporta, uma coisa, em grande, mas a lembrar a anterior ilha de Faro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-1839792018575850992?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/1839792018575850992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=1839792018575850992' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1839792018575850992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/1839792018575850992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/condicao-humana-em-memoris-de-jbosch.html' title='A CONDIÇÃO HUMANA EM MEMÓRIA DE J.BOSCH'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF6swBiZEQI/AAAAAAAAHk4/zlUS74qTDww/s72-c/IMG_0256.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6471443497301090216</id><published>2010-08-08T11:51:00.003+01:00</published><updated>2010-08-08T12:12:09.480+01:00</updated><title type='text'>O SACRIFÍCIO DE TÂNTALO OU O SER DE HAMLET</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF6M6wSxqQI/AAAAAAAAHkw/KcczMlrFza4/s1600/IMG_0259.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 397px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502990735717280002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF6M6wSxqQI/AAAAAAAAHkw/KcczMlrFza4/s400/IMG_0259.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; Sócrates, Primeiro Ministo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Tântalo foi um mitológico rei da Frígia ou da Lídia, casado com Dione. Era filho de Zeus e da princesa Plota, o que não é poca coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Como sempre, Tântalo ousou, certa vez, testar a omnisciência dos deuses, pelo que roubou os manjares divinos e serviu-lhes carne do próprio filho, Pélope, num festim. Como castigo foi lançado ao Tártaro onde, num vale abundante em vegetação e água, acabou sentenciado a não poder saciar a sua fome e a sua sede, pois os ramos onde havia frutos erguiam-se para fora do seu alcance ao pretender chegar-lhes e o mesmo é com a água: se se acercava dela, o líquido escoava sem apelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Felizmente há outras versões em que Tântalo é admitido na mesa dos deuses por ser filho de Zeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Assim seja com esta personagem que parece esperar poder saciar a sede com a ajuda deste copo solitário. As histórias sobre esta personagem e as mitologias lusitanas são por vezes tão cruéis como a tremenda tentação de Tântalo -- desafiar os deuses. A perplexidade expressa nesta imagem deve fazer-nos meditar mais na nossa mitologia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-6471443497301090216?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/6471443497301090216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=6471443497301090216' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6471443497301090216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6471443497301090216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/o-sacrificio-de-tantalo-ou-o-ser-de.html' title='O SACRIFÍCIO DE TÂNTALO OU O SER DE HAMLET'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF6M6wSxqQI/AAAAAAAAHkw/KcczMlrFza4/s72-c/IMG_0259.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-2820093464185133780</id><published>2010-08-08T10:34:00.004+01:00</published><updated>2010-08-08T11:37:22.069+01:00</updated><title type='text'>MUITA GENTE AZOUGADA E PODERES INQUIETOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF57Koiuh9I/AAAAAAAAHko/Sgy36kgMY2A/s1600/IMG_0267.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 133px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502971217305307090" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF57Koiuh9I/AAAAAAAAHko/Sgy36kgMY2A/s320/IMG_0267.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;Pinto Monteiro, P.G.R&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF561uX_JTI/AAAAAAAAHkg/RTlvENrtBMQ/s1600/IMG_0261.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 105px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502970858093618482" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF561uX_JTI/AAAAAAAAHkg/RTlvENrtBMQ/s320/IMG_0261.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;A caravana risonha da oposição, o homem que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;aspira ser 1º Ministro e um 1º Ministro Sombra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Pinto Monteiro, P.G.R, diz que, apesar dos latidos que se ouvem entre as caravanas mais diversas, não se vai demitir (era o que mais faltava), embora haja em Portugal o hábito de resolver questões políticas pela via judicial. Conforme, senhor Procurador, como ainda não temos hipermercados para excepções de natureza e execução judicial, o mais certo é a vontade típica ceder à derrota antecipada, porque os actos que chegam às cerimónias da audição, coacção inquérito e julgamento, sem contar com uma possível condenação, custam tudo aos olhos da cara ou a venda clandestina de um rim. Isto está pelas horas da morte, senhor Procurador. Veja aqui mesmo, nesta nota resgatada à imprensa, o espírito laico e divertido dos próximos zeladores da nossa democracia e certamente pagadores de dívidas. Não têm o futuro que julgam, mas é preciso não os desanimar. Aliás, é o que faz o tal senhor de cabelos brancos, das finanças, que os jornais apelidam de 1º Ministro Sombra. O senhor Procurador não é sombra nem o quer ser, daí repudiar qualquer postura idêntica à da Rainha de Inglaterra. Eu, se fosse ao senhor, não desdenharia aqueles poderes, assentes, sempre que preciso, em assessores exímios e seguranças capazes de calarem o Dr, Louçã só com um sopro (de arma, está claro). Em geral, concordo que o aparelho da Justiça e suas próteses mais conhecidas estão com hábitos talibaneses, o que descredibiliza a famosa civilização ocidental. Mas devagar se vai ao longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Vou aconselhar a quem me lê, a leitura da sua entrevista ao expresso em que todas estas coisas (dos poderes, sobretudo) vêm, a meu ver, bem explicadas, claras e com a nobreza que não ficaria mal a uma Rainha -- ou a um rei, obviamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Não, não se preocupe com o Paulo. Ele tem os submarinos às costas, como todo o polítivo, em Portugal, tem sempre qualquer carga explosiva sobre os ombros. Mas o Paulo Portas já fechou as portas do Independe, o «tomba ministros». De resto, como escreve o Sousa Tavares, «há quase cem anos que Portugal é governado em obediência ao poder das corporações e a pergunta é: valeu a pena?»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Eu não sei, mas há quem saiba. E o senhor Procurador talvez pudesse esclarecer-me uma outra&lt;em&gt; sequela&lt;/em&gt; que me intriga: que paixão é esta de dizer que a política é dos políticos e em nada se mustura com as questões judiciais? Eu não quero fazer cinzento da mistura entre preto e branco, mas os valores daquelas duas áreas, e seus objectivos, são como o ocre e o terra de Siena-- tocam-se, vêm da mesma terra. Há questões políticas claramente paralelas a questões juduciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Há nisso uma espécie de maniqueismo de cozinha, corte à faca, cada qual no seu galho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-2820093464185133780?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/2820093464185133780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=2820093464185133780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/2820093464185133780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/2820093464185133780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/gente-azougada-e-poderes-inquietos.html' title='MUITA GENTE AZOUGADA E PODERES INQUIETOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF57Koiuh9I/AAAAAAAAHko/Sgy36kgMY2A/s72-c/IMG_0267.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7949886070488163624</id><published>2010-08-07T17:02:00.009+01:00</published><updated>2010-08-07T18:12:23.272+01:00</updated><title type='text'>CHUMBOS PARA A CAÇA, ADIA-SE QUEM NÃO SABE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF2ExpPq7WI/AAAAAAAAHkY/b6wNeG-tKMI/s1600/IMG_0257.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 141px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502700308136652130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF2ExpPq7WI/AAAAAAAAHkY/b6wNeG-tKMI/s320/IMG_0257.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Isabel Alçada, Ministra da Educação&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF2EoO8iWmI/AAAAAAAAHkQ/pQYnE4s_H9c/s1600/IMG_0258.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502700146458253922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF2EoO8iWmI/AAAAAAAAHkQ/pQYnE4s_H9c/s400/IMG_0258.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Apesar dos elogios que o Expresso dedidcou à nova decisão da Ministra Isabel Alçada, a maioria dos comentadores não percebe porque razão o todo poderoso Ministério da Educação envereda agora com a medida que acaba com os «chumbos» (expressão popular) no decurso dos estudos básicos do secundário. Esta ideia vem de longe, de um ministro engenheiro, procurava destramatizar a aprendizagem e torná-la mesmo um pouco lúdica. Desde a «invasão dos pedagogos» e das famosas «Ciências da Educação» que toda a superfície da área dos &lt;em&gt;ensinos&lt;/em&gt; e das&lt;em&gt; aprendizagens,&lt;/em&gt; abalada por ventos inesperados e «contranatura», ficou assim arrepiada, ora febril, ora gelada por várias tormentas. A ideia de chumbo e de um passarinho caindo ferido na asa, é brincadeira. Se pronunciarem com a tonalidade de qualquer carioca percebem logo. Quando não fui capaz de convencer o professor Delfim Santos, historiador e filósofo, de que sabia o que era o humanismo nas artes, ele interrompeu o meu exame. Daí a uma hora, na pauta, vinha a seguinte expressão a seguir ao meu nome: &lt;em&gt;prova adiada.&lt;/em&gt; Fiquei perplexo, mas depressa compreendi que o professor era tão sofisticado e inovador naquele acto (de reprovar) como o era nas brilhantes palestras que se alargavam às áreas comuns. E percebi mais: percebi que estava a cometer um erro, contra o meu próprio estatuto de futuro pintor e professor, ao ter-me apresentado a exame com tão poucas bases em ordem ao que ouvira durante o ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Diz Miguel Sousa Tavares que a anterior ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, experimentou começar a mudança por cima: pelos professores. A sua longa e desgastante tentativa de avaliar pelo mérito, responsabilizando também os professores por desajustes abaixo do razoável quanto às falhas gritantes dos alunos, foi derrotada na rua (que não na opinião pública). E foi derrotada pela mais poderosa força em defesa da mediocridadae a que já assistimos em trinta e seis anos de democracia. Diz ainda Sousa Tavares: «todos os que tiveram medo de enfrentar o lóbi dos sindicatos dos professores, com assento diário numa imprensa que prefere tomar partido pelos que berram e não pelos que têm razão», todos esses talvez venham a sofrer o desabar dos nossos interesses formativos após o rompimento da razão profunda de todas as aprendizagens. Claro que é preciso haver, durante o ano lectivo, processos de estratégia pedagógica permitindo ao professor explicar &lt;em&gt;antes&lt;/em&gt; o que torna imperativo &lt;em&gt;adiar um ano&lt;/em&gt;, entre conteúdos e respostas, a responsabilidade em precariedade do lado do aluno, procurando ainda algum acompanhamento atempado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Daniel Oliveira considera que a &lt;em&gt;retenção &lt;/em&gt;é uma questão meramente metodológica e prática. Não é uma questão de princípio. Podemos ser muito exigentes e não chumbar quase ninguém. Basta sermos bem sucedidos a transmitir conhecimento. Podemos ser facilitistas e chumbar toda a gente. Basta acharmos que a nossa principal função não é ensinar, &lt;em&gt;é &lt;/em&gt;avaliar».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;O problema da relação &lt;em&gt;ensinar/avaliar&lt;/em&gt; terá de valer por um melhor aprofundamento do sentido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;da própria vida. Não se ganha por se fazer sempre batota. Podemos&lt;em&gt; adiar &lt;/em&gt;uma jogada, porque só dessa forma, em muitos planos do ser, seremos capazes de viajar, com clareza, pelo valor humano e técnico da jogada &lt;em&gt;adiada.&lt;/em&gt; Falamos, enfim, de jogada &lt;em&gt;ganha.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7949886070488163624?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7949886070488163624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7949886070488163624' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7949886070488163624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7949886070488163624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/chumbos-para-caca-adia-se-quem-nao-sabe.html' title='CHUMBOS PARA A CAÇA, ADIA-SE QUEM NÃO SABE'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF2ExpPq7WI/AAAAAAAAHkY/b6wNeG-tKMI/s72-c/IMG_0257.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-6736928062895646557</id><published>2010-08-07T15:27:00.006+01:00</published><updated>2010-08-07T17:01:38.238+01:00</updated><title type='text'>OS EVENTUAIS BEATOS DO FREEPORT NATURA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF1uFaXAQ9I/AAAAAAAAHkI/vWi4aUggO5M/s1600/IMG_0253.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502675358970823634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF1uFaXAQ9I/AAAAAAAAHkI/vWi4aUggO5M/s320/IMG_0253.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Mário Crespo&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF1t1_ZxjGI/AAAAAAAAHkA/dN_MMDPtvOI/s1600/IMG_0255.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 40px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502675094036647010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF1t1_ZxjGI/AAAAAAAAHkA/dN_MMDPtvOI/s320/IMG_0255.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;A pergunta não se dirige a Mário Crespo, obviamente, figura respeitável do nosso universo televisivo. A pergunta deve ser colocada por ele, que todos os dias, semanas e semanas a fio, tem indagado o Processo Freeport até à exaustão, um pouco em surdina, como é agora seu hábito, outras vezes interrompendo de razões algum dos muitos convidados: políticos, juristas, ecologistas, gente do mundo e do estrelato. Eu não percebo porque é que um homem desta craveira, que estudou lá pelas Américas ou coisa semelhante, se obstina desta forma com um tema vulgar, enovelado em telenovela pelos jornais e pelas malfeitorias dos julgadores de rua. Fala-se (isso já percebi) em políticos implicados, porventura o próprio 1º Ministro, na concessão de licença para a obra, colada a uma área de conservação natural, processo esse que teria trazido às mãos de alguém quantias significativas. Agora, como toda a gente já sabe, do processo resultaram dois incriminados, sendo o mesmo arquivado, resmas e resmas de papel com inquéritos e audições em torno do tema, nos quais foram ouvidas muitas e muitas personalidades de nome solene. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Mas, ao darem ordem de arquivar todas essas inquirições, que sobraram da gesta do Seixal, dois procuradores vieram a correr juntar, da sua parte, 27 perguntas dirigidas ao 1º Ministro, mais um &lt;em&gt;acontecimento por acontecer &lt;/em&gt;na corrida dos boatos e tempo disponível, cerca de seis anos. Penso: cá está o gato com o rabo de fora. Era o 1º Ministro que toda aquela gente farejava, para ser pelo menos arguido e se vendesse mais papel, se arranjasse um longo processo em caso de haver provas q.b. capazes de abalarem algum juiz, ou, enfim, se fechasse tudo, uma década mais tarde e sem indemnizações, por alegada falta de provas, porque as que pareciam bastar não comoveram uma Justiça de olhos vendados. Será esta a história do &lt;em&gt;ensaio da&lt;/em&gt; &lt;em&gt;cegueira&lt;/em&gt;, presumido para o futuro por Saramago? O Jornal de Sexta, da TVI, interpretado por Manuela Moura Guedes, caíu por causa desta história e ficou tudo mal contado, incluindo o desabafo do 1º Ministro, já então personagem nebulosa da história, personalidade que, desde o Freeport e do comentário feito àquele especial magazine de TVIsexta, nunca mais deixou de ser zurzida em canal aberto e até interrogado por uma Comissão de Inquérito, nomeada, para esse assunto, pela Assembleia da República.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Eu estou inocente, garanto. Estou a interrogar interrogando-me, a fim de ver para além da névoa que esconde, desde há séculos, D. Sebastião. Parece-me óbvio que Sócrates não tem condições para ousar parecer o rei sem norte. Mas, certamente, há-de perguntar a si mesmo, porque carga de água anda o Mário Crespo neste imenso pantanal, sem se cansar, descurando as suas virtudes técnicas e culturais.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-6736928062895646557?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/6736928062895646557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=6736928062895646557' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6736928062895646557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/6736928062895646557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/08/os-eventuais-beatos-do-freeport-natura.html' title='OS EVENTUAIS BEATOS DO FREEPORT NATURA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TF1uFaXAQ9I/AAAAAAAAHkI/vWi4aUggO5M/s72-c/IMG_0253.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-8691252815573834925</id><published>2010-07-30T15:10:00.018+01:00</published><updated>2010-07-30T16:46:00.525+01:00</updated><title type='text'>MORREU ANTÓNIO FEIO: DAQUI JÁ O SAUDAMOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 295px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499702086224677698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFLd6KPli0I/AAAAAAAAHjQ/PZolmSc6HxI/s320/IMG_0234.JPG" /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;em&gt;António Feio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Morreu o artista António Feio, vítima de um cancro no pâncreas, contra o qual lutou de forma corajosa e usando os seus próprios meios de actor, um homem de vocação precoce e nos últimos tempos, apesar da doença, trabalhando com intensidade, com um humor de denúncia, a gritar a vida que afinal saudava contra todos os absurdos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFLeVhPt8II/AAAAAAAAHjg/1siMUfQFVCc/s1600/IMG_0232.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 146px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499702556255711362" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFLeVhPt8II/AAAAAAAAHjg/1siMUfQFVCc/s200/IMG_0232.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFLeGRvyfeI/AAAAAAAAHjY/kDncwgMKl8U/s1600/IMG_0233.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 126px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499702294397222370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFLeGRvyfeI/AAAAAAAAHjY/kDncwgMKl8U/s200/IMG_0233.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFLe_pDRgsI/AAAAAAAAHjo/4foJ_hzjHe0/s1600/IMG_0231.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;___________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;António Feio, lembrado hoje, desde cedo, na televisão, foi sendo &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;conhecido por quem (porventu-ra) só o descobrira tarde. Ali es&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;tava o menino &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;a contracenar &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;com Rui de Carvalho há muitos anos . Foi recordada a sua vida, o seu tempo em&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt; Moçambique &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;e as prestações &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;lá desenvolvidas, como depois, num outro tem&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;po, aqui, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;fazendo drama (excepcional na peça onde se tratava &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;o tema da droga). Devotado também à comédita, trabalha como encenador e professor de expressão dramática. Aprofunda &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;largamente o vasto espaço do humor, abrangendo o seu lado absurdo, o &lt;em&gt;non-sense&lt;/em&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;sem abdicar de sinais de denúncia, em diferentes paralelos, visando o real humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Aqui fica a nossa voz, por António Feio, sem lamentação e apesar da perda que significa a sua morte, numa altura em que o vazio acontece, injusto, na &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;hora de uma idade ainda fecunda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-8691252815573834925?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/8691252815573834925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=8691252815573834925' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8691252815573834925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8691252815573834925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/07/morreu-antonio-feio-daqui-ja-o-saudamos.html' title='MORREU ANTÓNIO FEIO: DAQUI JÁ O SAUDAMOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFLd6KPli0I/AAAAAAAAHjQ/PZolmSc6HxI/s72-c/IMG_0234.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7364459813940120892</id><published>2010-07-29T16:29:00.006+01:00</published><updated>2010-07-30T09:46:20.197+01:00</updated><title type='text'>MUSEU DO CÔA COM GRAVURAS AFUNDADAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFGfDxwuu3I/AAAAAAAAHjI/dcBaZTSd-k8/s1600/IMG_0223.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499351507242236786" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFGfDxwuu3I/AAAAAAAAHjI/dcBaZTSd-k8/s320/IMG_0223.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; MUSEU DO CÔA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;O MUSEU DO CÔA será inaugurado amanhã, sexta-feira, 30 de Julho. A grandeza e originalidade deste projecto, além de todo o parque cuja visão de futuro e abertura ao conhecimento dos testemunhos civilizacionais da humanidade enobrece o país dos Descobrimentos, não parece capaz de resistir à crise, uma vez que, tanto quanto se sabe hoje, 29, só a Ministra da Cultura presidirá ao decorrer da cerimónia. Mas não é isso o mais importante. O mais importante (e desconcertante) é o sinal enganador com que as autoridades nos presenteiam: uma inabalável exposição temporária de gravura («Gesto e Inscrição»), com obras coleccionadas pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. São 38 trabalhos, entre os quais nove artistas portugueses, nomeadamente Pedro Cabrita Reis, Fernando Calhau, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Michael Bibertein, Alberto Carneiro, Carlos Figueiredo, Ângelo de Sousa e Francisco Tropa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Sendo o Museu e o complexo do Côa uma forte realidade que marcará muitos reconhecimentos de vários períodos relativos aos riscos iniciais, à emergência encantatória da arte na marcha evolutiva do Homem, terrível é o modo como os portugueses de hoje, abúlicos e manipulados pelos que julgam ser vértices da nossa &lt;em&gt;inteligência&lt;/em&gt;, parecem incapazes de um gesto de indignação perante aquela não escolha de obras, todas de artistas respeitáveis, conhecidos sobretudo &lt;em&gt;fora &lt;/em&gt;da gravura que nos honra, embora capazes de surgirem ali, sem regra nem abertura, pois a sua reputação curricular não os classifica como gravadores e nem é sábio Portugal fazer-se notar no início deste património com nove artistas apenas, no quadro de uma omissão irreverente e descuidada da verdade. Nem sequer é preciso ir muito longe para nos tornarmos maiores: ali faltou a coragem de nomear objectivamente GIL TEIXEIRA LOPES, BARTOLOMEU CID e DAVID DE ALMEIDA. Esta nota precisa de que se diga haver muitos mais gravadores portugueses da época moderna, mas, dedilhando as ranhuras dos antiquíssimos desenhos que nos distinguem, mais atrás e justamente poderíamos chegar ao ponto de distinguir outras figuras de outros tempos, espíritos que nos honram ainda, bem como a nossa fecundidade criadora, a arte que tanto esquecemos e dividimos. É grave que o hábito de usar cassetes modernas mas irremediavelmente afundadas além das outras faça com que as instituições próprias inaugurem este importante património com um gesto de pequenez, incapaz de se tornar velame de 500 ou lâmina da primeira implantação de um povo de pouca força, mas cuja diáspora, hoje, vale bem um resto de indignação perante arranjos com este perfil, nem crise nem sonho, gente enfim disfarçada, sem convencimentos, gente borboleta, de breve vida, nomes de ontem e de agora colocados no canto de nada, como se o mundo não os tivesse visto antes de nós mesmos. Bom era que abrissem os museus tumulares, nos quais há património de gravura que bem poderia (aqui) fazer a ponte entre a grandeza de um fragmento da nossa verdade artística específica e o horizonte longínquo no qual tanta gente retratou tantos animais, entre o desejo e da esperança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7364459813940120892?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7364459813940120892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7364459813940120892' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7364459813940120892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7364459813940120892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/07/museu-do-coa-com-gravuras-afundadas.html' title='MUSEU DO CÔA COM GRAVURAS AFUNDADAS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TFGfDxwuu3I/AAAAAAAAHjI/dcBaZTSd-k8/s72-c/IMG_0223.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-8516156741073146843</id><published>2010-07-21T10:51:00.007+01:00</published><updated>2010-07-22T15:27:45.763+01:00</updated><title type='text'>CONSTITUIÇÃO MEIO RASGADA, AINDA DE NOME SOCIALISTA E JÁ AMPUTADA DA JUSTA CAUSA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TEbEEDVgNZI/AAAAAAAAHjA/xnr5rr2A7Zg/s1600/IMG_0216.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 349px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496295969146287506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TEbEEDVgNZI/AAAAAAAAHjA/xnr5rr2A7Zg/s400/IMG_0216.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Passos Coelho, alternativo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O rapaz pareceu-me dotado de bom senso e os portugueses em geral apreciaram que ele tivesse estendido a mão ao vilipendiado Sócrates. O país precisava disso como de pão para a boca e os sonhos de vencimento da crise iam e vinham nos passeios do nosso desencanto, apesar das festas, mega concertos, viagens para ilhas encantatórias e outros continentes. País (outrora) de marinheiros, Portugal engorda uma colossal e helénica mitologia das praias e do bronze. Qualquer crise passa sempre um bocadinho ao lado e os partidos, olímpicos, sectários, opacos, ensandecidos com a competitividade, o clubismo cego, a petrificação programática, quase nem perceberam o forte &lt;em&gt;enfarte de miocárdio&lt;/em&gt; de que o capitalismo (selvagem ou assim-assim) foi vítima. Convalescente, ainda nos cuidados intensivos, ninguém ao certo pode garantir que este &lt;em&gt;sistema&lt;/em&gt; está livre de perigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas eu tinha começado por falar do líder PSD, Passos Coelho. Ganhou com razoável limpeza o lugar, batendo dois adversários contrastantes: Rangel, sobretudo, rangeu quanto pôde e meteu medo a muita gente, porque a retórica e os gritos, ainda que com algumas razões, desertificam senados e nivelam a modernidade por certezas a duas dimensões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Partem pessoas para férias, a crise ferve, Medina Carreira, com a sua &lt;em&gt;cassette,&lt;/em&gt; nunca mais acaba de multiplicar diagnósticos, arrasando os cérebros miniaturais dos políticos, dos deputados, mas sempre sem um plano bem estruturado para dizer onde se corta e como, onde se esfola e de que forma, onde se constrói e com que parcimónia, de que lado está Portugal, enfim, no mundo da globalização aberrante. Qual é o nosso novo caminho marítimo para a Índia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E então, na pior altura táctica e estratégica, algumas veladas palavras de Passos Coelho, foram pingando para a sociedade civil. E de súbito, com os carros a aquecerem para a primeira volta, o rapaz derrama sobre o país uma espécie de revisão constitucional, quase uma substituição da nossa Carta de Nação. Claro que o documento, que altera mais de cem artigos, foi &lt;em&gt;grelhado &lt;/em&gt;por uma comissão de «peritos». Mudando tanta coisa, por vezes com algum cinismo, deixaram a palavra socialismo a encimar o nosso Pórtico de 76. Esqueceram-se ou procuraram derrubá-lo com o esmagamento e nova redação dos artigos? Os maiores constitucionalistas, ao comentarem ontem à noite este tufão, mostraram, urgentes, que era tempo de &lt;em&gt;desnomear &lt;/em&gt;ideologicamente a Constituição e fazer os ajustamentos e actualizações necessárias, com &lt;strong&gt;bom senso&lt;/strong&gt;, e aliás noutra altura mais apropriada, porque uma tão grande &lt;em&gt;enchurrada &lt;/em&gt;de letras só vai atrapalhar tudo, criando manobras contra a concentração no combate à crise que é preciso apurar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dando uma vista de olhos pelos jornais (desta vez não para usufruir de mais um boato ou escândalo centrado em Sócrates), vemos que os partidos da esquerda consideraram a proposta do PSD « um ataque aos princípios da democracia.» O comunista António Filipe denunciou que o fim da "justa causa"&lt;em&gt; &lt;/em&gt;levaria à arbitrariedade dos despedimentos. José Manuel Pureza alertou para o fim da gratuidade (mesmo tendencial) da saúde e da educação, lembrando que a responsabilidade de travar este projecto cabe ao PS, cujos votos são necessários para fazer a maioria de dois terços e para aprovar as alterações ao texto. À direita, o CDS acusou o PS e o PSD de tratarem a revisão com "tacticismo político", simulando um desacordo depois de terem chegado a acordo no PEC».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde esta surrealidade do CDS à despropositada artilharia do PSD, Portugal, sem necessidade dos Sindicatos, devia invadir em massa os partidos e clamar pela voz do povo, que&lt;strong&gt; é quem mais ordena.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coelho, ao criticar ontem, na televisão, a mania de uma Constituição inamovível, o que é mentira rasca, quase lhe fugia a boca para dizer que daqui a uns anos teriamos uma&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Carta terceiromun... e logo atalhou para antiquada, imprestável. Mas ele devia saber que há períodos constitucionais determinados para as revisões correntes e que o texto português ainda é um dos mais avançados do mundo: coisa que se diz, naturalmente, com verdade histórica, política, e sem sectarismos de uma qualquer cegueira (mesmo branca) que ande por aí.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Proença, da UGT, considerou que este documento «é o pior ataque ao Estado Social desde o 25 de Abril.» Ao falar sobre a frase que substitui &lt;strong&gt;justa causa&lt;/strong&gt;, uma das mais cruéis e hipócritas mudanças ao texto cnstitucional, tanto esse sindicalista como os verdadeiuros peritos da matéria alargaram a voz e o gesto, sem patetices como «olhem que isto é mais profundo do que parece e tem de ser bem estudado». Coelho acha que de justa causa se deve passar para causa atendível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jorge Miranda, eminente constitucionalista, que fez parte da Assembleia Constituinte em 76, afirmou ontem (à Renascença) que a substituição de «justa causa» nos despedimentos «não pode ser aceite» porque viola os limites materiais da Constituição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além do aumento dos poderes do Presidente da República, que passaria a poder demitir o Primeiro Ministro sem haver eleições, e teria mandatos de 6 anos, entra em cena a «moção de censura construtiva» que daria lugar, perante o aceitamento dos conteúdos construtivos, à possinbilidade de prolongar-se a acção governativa, mesmo com vitória do acto censório. Paulo Otero denuncia a contradição entre reforço dos poderes presidenciais e a criação da figura da moção de censura construtiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, entre tudo isto, os ganhos da Assembleia da República são, no mínimo, curiosos: A Assembleia da República iria alcançar o poder de se auto-dissolver, provocando eleições antecipadas sem constrangimento de prazos, além de ter o poder de substituir o Primeiro Ministro, sem ouvir o Presidente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passos Coelho escorregou e arranjou alguns eufemismos para se defender. Esta última disposição aqui citada faz-nos pensar, afinal, que há nesta aventura mazelas de &lt;strong&gt;terceiro mundo&lt;/strong&gt; (com os nossas desculpas a quem luta nessa penosa condição civilizacional e cultural). Mas oiçamos ainda a voz de um homem do PSD, com lomga carreira, actual presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, ao comentar o processo &lt;em&gt;kafkiano &lt;/em&gt;de Passos: «&lt;strong&gt;Penso que se podia ter ido mais longe».&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-8516156741073146843?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/8516156741073146843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=8516156741073146843' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8516156741073146843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/8516156741073146843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/07/constituicao-com-socialismo-e-sem-justa.html' title='CONSTITUIÇÃO MEIO RASGADA, AINDA DE NOME SOCIALISTA E JÁ AMPUTADA DA JUSTA CAUSA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TEbEEDVgNZI/AAAAAAAAHjA/xnr5rr2A7Zg/s72-c/IMG_0216.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5401536795330089877</id><published>2010-07-02T15:08:00.005+01:00</published><updated>2010-07-02T16:41:18.123+01:00</updated><title type='text'>BONS OFÍCIOS DOS MERCADOS LIVRES E CEGOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TC3zn20ILfI/AAAAAAAAHi4/2moGIHM10Xg/s1600/IMG_0153.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489311386889104882" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TC3zn20ILfI/AAAAAAAAHi4/2moGIHM10Xg/s400/IMG_0153.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; ERA PARA COMEÇAR AQUI UMA PROVA &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;SOBRE A BONDADE DOS MERCADOS LIVRES &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E CEGOS DE CONTROLO MAS O&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;BLOG ENTROU NUM REGIME DE PROIBIÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;DE CARACTERES QUE DESCONHEÇO&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E TORNOU IMPOSSÍVEL INTERVIR ASSIM &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;____________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;recomeço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Parece não haver forma de convencer as transnacionais (monstros já de si impróprios da natureza humana ) de que tais formas de concentrar riqueza, poder de compra, sempre no apetite de abocanhar os outros, são sempre anunciações de derrocadas futuras, a famosa fórmula dos mercados livres, totalmente livres de todas as circulações, incluindo as maiores trocas de dinheiro por patrimónios de grande valor monetário e cultural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois eu ia falar da história (não sei se remota se contemporânea) de um multimilionário que descobre certa empresa de telecomunicações, assaz desenvolvida para o pequeno país em que se implantava. País pobre mas tranquilo. O multimilionário foi junto das autoridades mostrar o seu interesse em comprar aquela companhia. Os governantes do país liliputiano responderam com todo o polimento que não estavam interessados em vender aquele património activo, uma das suas maiores plataformas estratégicas. Mas o homem rico não os largava e foi lançando dinheiro em propostas cada vez maiores sobre a mesa que ele chamava de negociações. Claro que, após dezenas de recusa, e chamados os accionistas umareunião decisória, estes concordaram com a venda. O homem mostrou-se satisfeito e, ao assinar o título e compra, revelou que iria manter todo o passoal, embora acrescentasse alguns seus representantes no Conzselho de administração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo o país se ressentiu de vários formas usadas na avaliação das tabelas, novas compras, a electricidade produzida por uma barragem de valor vital. Claro que uma coisa idêntica a esta alastra avassaladoramente pelo mundo. &lt;em&gt;O menino quer, o próprio menino compra. &lt;/em&gt;O nosso multimilionário era um pouco assim. E ainda ameaçou com &lt;em&gt;opas agressivas&lt;/em&gt; que pareciam mesmo um filme de ficçao científica, com espiões sonre empresas atacáveis. Mas a história deste pequeno país foi passando por essa guerra surda, virtual, enquanto o multimilionário esplhava gorjetas por todo o lado, eventualmente corruptoras, investindo em fábricas que só ele podia gerir e vender. Tudo isto contaminou o país inteiro, controlando o sistema de ensino, traficando conhecimentos e universidades, abaendo embarcações porque o peixe começava a escassear e havia possibilidades de criar alternativas a partir do estrangeiro. Até a religião (católica, neste caso) ficou em risco: o senhor todo-poderoso queria melhorara assistêmcia espiritual à sociedade e inciou uma operação de compra das igrejas, agrupando noutras as mais pequenas. Tomou conta dos artesanatos, deslocou populações, das grandes propriedades abrículas. Terra Nossa incluia cem importantes herdades, com uma sede milionária na capital. Opas sobre opas, cada vez as pequenas e médias empresas mais fiacavam isoladas, sem verdadeiro financiamento, até porque o país já se endividara, através dos bancos e do exterior, a fim de socorrer os deslocados, embora mitos casos não tivessem implicado isso, nem mesmo a saída dos donos patrimoniais. Os pobres aumentaram, rodeados de novos ricos um pouco por toda a parte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este país já não existe enquanto tal. Ficou dominado literalmente por um grande Consórcio nomeado Oceanoportocali. O governo, escolhido entre dois partidos, restos do que havia vinta anos atrás, alterna com aquelas forças, estas sim, vivendo na abastança. Havia uma política dupla e livre quanto aos orçamentos. Os técnicos dessa especialidade viviam a maior parte do ano em ilhas do EStado, embora haja quem diga que faziam por aí a sua economiazinha doméstica. Para lá das furnas da parte virada ao Pacífico, populações caçavam baleias e produziam óleos diversos, coleccionando também, e por outro lado, peles previosas de animais em vias de extinção. Deus, como habitualmente, estava distraído. Mas há uma zona do Universo que parece merecer-Lhe um particular interesse, sobretudo por haver aí um planeta habitado por seres inteligentes e que em pouco mais de 6.000 anos arrasaram mais ecosistemas do que os seus semelhantes ao longo de épocas remotas, há cerca de 40.000 anos. Tudo se vai alterando no planeta e a uma velocidade inquietante: ressurgem vulcões, multiplicam-se tufões e tornados, ventos roçando os 300 quilómetros por hora, terramotos no interior dos oceanos e fora, tsunamis assim desencadeadis que já destruiram cidades inteiras na Ásia e nas Américas, enquanto regiões polares se desfazem e aumantam o nível dos oceanos. O aquecimento da atmosfera leva continentes de gelo para zonas do Atlântico ou Pacífico, comunicando-se numa média aterradora.Este fenómeno tem fortes ligações com indústrias e máquinas dependentes do petróleo, sendo certo, por outro lado, que os países de cota baixa estão quase sempre inundado e a Estações do ano deixaram de fazer-se sentir: um tempo mais ou menos frio a norte e verões de um só mês, calor capaz de matar gente, o mar, mais alto, invadindo e comendo praias inteiras e destruindo grandes estruturas sobretudo dedicadas ao turismo. Nova Orleães, destruída pelo mar e por tornados incontornáveis, nunca mais foi reconstruída e por lá vive gente solitária, empobrecida, corando o ritmo da sua música de outrora e o pitoresco da invenção comunitária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;a propósito desta história, lembrei-me agora do negócio megalómano que estava para se fazer em Portugal. Não sei o que se passa. Mas vão ganhar certamente os mais fortes. Os accionistas defendem-se, com dinheiro, dos tsunamis, não defendem um certo conceito nobre de soberania, porque esse conceito também está em vias de extinção.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5401536795330089877?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5401536795330089877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5401536795330089877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5401536795330089877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5401536795330089877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/07/os-bons-oficios-de-livres-e-cegos.html' title='BONS OFÍCIOS DOS MERCADOS LIVRES E CEGOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TC3zn20ILfI/AAAAAAAAHi4/2moGIHM10Xg/s72-c/IMG_0153.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-5964763568661039793</id><published>2010-06-28T11:39:00.002+01:00</published><updated>2010-06-28T12:05:06.022+01:00</updated><title type='text'>AS TERRAS QUE NOS FALAM DE OUTRAS TERRAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCh8OluAa-I/AAAAAAAAHiI/zclDyv6hEss/s1600/IMG_0143.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 312px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487772736036039650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCh8OluAa-I/AAAAAAAAHiI/zclDyv6hEss/s400/IMG_0143.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;foto de Manel Armengol&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os cineastas que, desde cedo, procuram sugerir paisagens &lt;em&gt;claramente &lt;/em&gt;de outros lugares noutros planetas, a fim de encenarem as cenas do nosso imaginário de encontros fora da terra, voos gravitacionais a planetas próximos ou longínquos da nossa galáxia, depois de uma longa investigação drecta e automática do sistema solar, procuram por vezes lugares como este. É um lugar que parece deserto e impróprio para a vida humana, não passa de uma paisagem, aliás deslumbrante, de certa zona da Islândia. Os trabalhos de produção de um filme naqueles termos exigem deslocações a sítios destes, registos, documentação, correspondências, o menos  onerosas possível, relativamente ao projecto e determinadas se quências.                                                          Mas o que faz com que outros homens, sem qualquer função criativa, se aventurem a desbravar caminhos para terras assim, a montanhas inenarráveis, perdendo-se ou morrendo, chegando em muitas situações a pontos da Terra onde ninguém mais chegou? Esse é outro mistério: talvez simplesmente o desejode superação de obstáculos que caracteriza o ser humano. Talvez ainda, e por outro lado, a remota memória que há em nós todos de um paraíso, de um lugar fora do planeta, a quietude, a grandeza dos espaços, o anonimato dos seres. Há quem diga que os portugueses estão possuídos deste mal ou desta interior grandeza -- porque se espalharam por todas as terras que lhes evocam terras escondidas dentro de si. O enfrentamento, aliás metódico, dos oceanos pode ser um indício de uma transcendência que só há poucos anos estamos a escavar, através de telescópios colocados em órbita, e que, apontados a certas zonas do Universo, acabam por nos mostrar milhares de fotografias de acontecimentos colossais verificados há milhões de anos luz. A luz chega-nos entretanto de outras terras e já nos falam substancialmente delas. O mistério resta no próprio Universo, para o qual na há hipótese de explicação, nem mesmo pelo embate de partículas circulando no espaço negro. E circulando ou movendo-se porquê, para quê? Um padre disse que falara com Deus a esse respeito, ao que Ele teria respondido: «Não sei nada de Partículas. Isso são invenções do homem»&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ele também, como se sabe.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-5964763568661039793?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/5964763568661039793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=5964763568661039793' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5964763568661039793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/5964763568661039793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/06/as-terras-que-nos-falam-de-outras.html' title='AS TERRAS QUE NOS FALAM DE OUTRAS TERRAS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCh8OluAa-I/AAAAAAAAHiI/zclDyv6hEss/s72-c/IMG_0143.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-944856695862783526</id><published>2010-06-28T11:10:00.003+01:00</published><updated>2010-06-28T11:38:08.141+01:00</updated><title type='text'>O MISTÉRIO INIMITÁVEL DOS ESPELHOS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCh1j5Kt2CI/AAAAAAAAHiA/0NDsZujVHkU/s1600/IMG_0144.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487765405452589090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCh1j5Kt2CI/AAAAAAAAHiA/0NDsZujVHkU/s400/IMG_0144.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;foto de rocha de Sousa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por vezes as imagens projectadas nos espelhos e reflectidas por eles parecem insinuar que todo aquele regresso da coisa enviada, &lt;em&gt;é impossível, &lt;/em&gt;mesmo que virtual, e mais se assemelha a um mistério dos prestigitadores em sala de recreio, algo como se fazia há um século. Os macacos, seres de grande inteligência na escala darwinista, ainda não perceberam, embora já saibam agitar a sua própria imagem para que o seu homónimo o imite de imediato. Mas até isso é inimitável. E há momentos de impaciência, como acontece durante a aprendizagem humana, em que o macaco percebe o limite da imagem, espreitando à direita e à esquerda, passando mesmo para o outro lado do espelho, onde, estranhamente, nenhum irmão seu se encontra.                        Na guerra colonial, havia soldados que fitavam longamente as fotografias da família, da namorada, deles mesmos. E levavam muito tempo para se reconhecerem, presos de angústia quando o registo da sua imagem pertencia a um tempo recuado e eles eram &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt;, perdidos numa rua da aldeia ou levando  fato de domingo para o alto dos penhascos. Alguns desses homens, mais sombrios e menos capazes de aceder ao sentido intemporal da imagem, isolavam-se na depressão e chagavam a suicidar-se.                                                                                         Aqui não, descansem os espírtos sensíveis: aqui vemos a coisa projectada e a imagem reflectida: são siamesas e não há ninguém que as separe verdadeiramente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-944856695862783526?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/944856695862783526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=944856695862783526' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/944856695862783526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/944856695862783526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/06/o-misterio-inimitavel-dos-espelhos.html' title='O MISTÉRIO INIMITÁVEL DOS ESPELHOS'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCh1j5Kt2CI/AAAAAAAAHiA/0NDsZujVHkU/s72-c/IMG_0144.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29200252.post-7936959177910839595</id><published>2010-06-24T13:51:00.008+01:00</published><updated>2010-06-25T14:13:21.444+01:00</updated><title type='text'>MANUELA, CONTRA SÓCRATES, DESAFIA JUSTIÇA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCNVZDZg1XI/AAAAAAAAHh4/OreW4frbZao/s1600/IMG_0107.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 324px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486322659964802418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCNVZDZg1XI/AAAAAAAAHh4/OreW4frbZao/s400/IMG_0107.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt; &lt;em&gt;Manuela Moura, Guedes contra Sócrates,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;desafia, pelo ex-jornal de sexta-feira, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;a lentíssima justiça portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Este jornal da TVI, às sextas feiras à noite, com a apresentação encenada de Manuela Moura Guedes, era de facto truculento. Conheço desde há muito, através da televisão, a figura e a acção desta apresentadora e lembro-me do seu lado algo risonho e gracioso, inclusivamente a cantar numa festa da Estação. Fazia-se, para muitas pessoas, apresentadora de referência. E assim durou até uma súbita passagem do tempo, incidentes da natureza ou da vontade. Quando voltou aos ecrãs da TVI, parecia um pouco estranha, na fisionomia, mas sobretudo na forma de &lt;em&gt;dizer. &lt;/em&gt;Não em tudo, com certeza´, mas de certeza no famoso jornal de sexta-feira, à noite, com o tempo todo para ela e um só assunto da política portuguesa: o governo socialista, o desgoverno do país, a inaceitável maneira de decidir do 1º Ministro, as obscuras relações dele com outros, o seu enleio na Freeport, numa licenciatura de «aviário», no desnorte das escolhas e na queda em crise, algo de perturbante, de mistura com o processo da «face oculta», cuja existência era bem antiga e até infligida pelos gastos de Gueterres, um homem brilhante que esteve, contudo, quase a afogar-se no &lt;em&gt;pântano, &lt;/em&gt;donde se furtou a tempo e em nome das Grandes Causas. Durão Barroso, que calhou na sequência de poderes, fugiu antes de pronunciar a perigosa palavra pântano. Limitou-se a dizer que o país estava de tanga (ele também) e tratou de lutar para que o fizessem presidente da Comissão Europeia, onde se tem mantido, afrancesado, falando em inglês e metendo o português no bolso. Não era tanto o trabalho de Moura Guedes que feria a nossa sensibilidade, quer apreciássemos ou não José Sócrates: eram os esgares que fazia com todo o rosto, olhando de soslaio, em pausa, para acentuar um &lt;em&gt;sentido pseudo-oculto &lt;/em&gt;do que acabara de dizer. Saramago concorreu com ela em questões mais sérias e numa simples entrevista: Deus havia cometido erros grosseiros e o caso de Caim empolgara o escritor de «Levantados do Chão». Devagar, nem sempre a ganhar, ele procurava levar a água ao seu moinho e descobrir que bispos usavam capachinho. O Presidente da Ordem dos Advogados foi questionado, no tal jornal de sexta, pela então já renovadamente famosa, Manuela Moura Guedes. O homem não é de ficar aterrado, fala em rajadas de velocidade apreciável, cala as interrupções vibrantes de Manuela Guedes, e diz coisas que o Pº Ministro nunca lhe disse: «o que a senhora faz não é jornalismo, não tem nenhuma dignidade, esboroa-se em ataques soezes e longe do mínimo respeito deontológico na dignidade dos actos públicos, profissionais, institucionais, com a postura a que devia aspirar». Ponho aspas para sinalizar o muito que esse senhor disse, a reprodução não é à letra, mas o sentido sim, além do muito mais que ele disse. Não houve réplica no outro número, Sócrates desceu ao proscénio, a face oculta, tudo isso mas nem tudo isso, porque os eventuais personagens dessa «Nova Ordem do Mundo» nunca eram citados por inteiro, a horas, em percentagem. Vejamos um pouco desta telenovela: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Acham que aquilo [o jornal sexta] é um telejornal? É um telejornal travestido feito de ódio e perseguição pessoal (...) A liberdade de imprensa quando é utilizada para injuriar está afinal a difamar essa liberdade.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt; &lt;strong&gt;Manurla M. Guedes&lt;em&gt;:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Não me senti incomodada por outros governos.&lt;/em&gt; (reagindo à pergunta)&lt;em&gt;De alguma forma, mas eles são uns anjinhos, comparados com este Governo. Meu Deus do Céu, verdadeiros anjinhos»&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: Tenho tomado conhecimento da divulgação pela TVI de uma gravação contendo referências ao meu nome a propósito do caso Freeport e esclareço o seguinte: No que me diz respeito, essas afirmações são completamente falsas, inventadas e injuriosas».&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;Manuela M. Guedes: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Sócrates não cala os jornalistas da TVI com ameaças e críticas. Tentou tirar credibilidade ao jornal mais visto pelos portugueses. Não vai conseguir e vai responder em tribunal.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;E assim por diante, sem dizer chega. Sócrates defendeu-se com o direito que lhe cabe quando é objectivamente atacado pelos orgãos da comunicação social. Nem sempre o fará da melhor forma, mas o que lhe compete não é escrever colunas de resposta por tudo quanto e sítio (de má língua). O que me espanta, neste &lt;em&gt;tricot&lt;/em&gt; à portuguesa é a volubilidade de tudo, a perda de tempo e de ideias, o lado tendencioso das colunas de jornais, das «colunas» das televisões. Falam em audiências e competitividade: é coisa que não há, porque começa por não haver bem cultural nem competência: como é que se concorre com outros publicando o mesmo que eles (mal) e à mesma hora? Como é que o jornal de sexta queria respeito das pessoas mais sérias se não fazia televisão séria, levantando (sobre os problemas de Sócrates e da Governação) questões de fundo, problematizando métodos, sistemas, relações económicas, concepções sobre o mundo e a globalização, entrevistando (sem medo da régie no último minuto) personalidades bem posicionadas sonre essas questões -- e mesmo sobre alguns comportamentos do 1º Ministro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Anjinhos, Manuela? Quem são os anjinhos se você não batia as asas, batia os lábios?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;second blog
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www.rochasousa02.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29200252-7936959177910839595?l=rochasousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rochasousa.blogspot.com/feeds/7936959177910839595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29200252&amp;postID=7936959177910839595' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7936959177910839595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29200252/posts/default/7936959177910839595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rochasousa.blogspot.com/2010/06/manuela-contra-socrates-desafia-lenta.html' title='MANUELA, CONTRA SÓCRATES, DESAFIA JUSTIÇA'/><author><name>Rocha de Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01147371530547244335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WR_zYiebAkk/TCNVZDZg1XI/AAAAA
