domingo, maio 04, 2008
LIBERTAR A LIBERDADE, É PROIBIDO PROIBIR
sexta-feira, maio 02, 2008
ROSTOS HUMANOS EM VIAS DE EXTINÇÃO
Não resisto à tentação de publicar aqui duas belas fotografias de Lobo Henriques, aliás divulgadas em série nums colecção visualizada na internet. Julgo não ferir nehum direito de autor. Desta forma, garantida a identidade da obra, é possível alargar a partilha, tornar mais «itinerante» algumas destas obras. O retrato, mesmo na fotografia, é uma arte difícil: as pessoas que vivem no interior de cada «máscara» são entidades profundas, surpreendentes quando espreitam pelos olhos os nossos olhos. As vias de registo e comunicação de que dispomos, como no caso da «câmara clara», são preciosas a vários títulos, e aqui guardando bem a essência do instante. Mas o mundo, dizemos desconfiadamente uns aos outros. Pois sim: a massificação até lhe normalizou tonalidades, minutos de família, a face dos meninos e dos velhos. No caso das fotografias que transcreve para este blog, um dos desafios que se nos coloca é o seguinte: imaginar cores e tons adequados para tornar os retratos mais verosímeis. Não dá resultado: o preto e branco, com as suas meias tintas, parecem conferir mais autenticidade às imagens, por momentos como se estas mulheres velhas nunca tivessem pertencido a outro contexto além do nos espreita aqui.
quarta-feira, abril 30, 2008
AS VELAS DOS MOTORES E SUA MORTE SUJA
quinta-feira, abril 10, 2008
ARTISTAS PORTUGUESES CONTEMPORÂNEOS | Eduardo Nery
Eduardo Nery: além do rigor gráfico-pictórico, o imagináro fantástico da fotografia
Eduardo Nery: aspectos da obra pictórica e valor experimental
A experiência do bidimensional e do tridimensional aparece tratada em efeitos ópticos de perspectiva sobre a tela, mas em que o verdadeiro relevo da moldura ironiza a simulação do trompe l'oeil.
Eduardo Nery: aspectos da sua obra em azulejo

Eduardo Nery: obras de tapeçaria no seu melhor entendimento, incluindo a solução op
segunda-feira, março 31, 2008
TECTOS PROVISÓRIOS E LIXO DE ZINCO
terça-feira, março 25, 2008
ATÉ OS ACTORES VIRAM ESTEREÓTIPOS


sexta-feira, março 21, 2008
O LONGO CAMINHO PARA AS ESTRELAS
terça-feira, março 11, 2008
NA MORTE DO PINTOR ROGÉRIO RIBEIRO
domingo, março 09, 2008
ENSINAR NA RUA: O SACRIFÍCIO
terça-feira, março 04, 2008
ARTISTAS PORTUGUESES CONTEMPORÂNEOS | Pedro Chorão
É provável que a História da pintura contemporânea portuguesa tenha sido escrita um pouco sobre o joelho. A rara escrita de Pedro Chorão, arte abstracta de elevado grau de despojamento e cultura gestual, aliás consagrada em muitos estudos até hoje, acaba por vezes nas bolsas de ostracismo ou indiferença características dos caprichos da nossa aprendizagem. Nos anos 80, sob a estridência da crítica de vanguarda (nova crítica, aliás velha à partida) arrasava todos os autores quanto podia, artistas como Chorão, Dourdil, Resende, entre outros, apesar de a Júlio Pomar e Paula Rego ter sido concedido o atravessamento da cortina de ferro. Ainda vivemos nessa fronteira, enquanto os novos curadores escolhem 50 anos de pintura portuguesa a sua belo gosto, sempre ou quase sempre a partir dos anos oitenta e mediatizando adolescentes como figuras de proa, segundo a sua distorcida cultura prospectiva e museológica. Mas observemos agora Pedro Chorão, nesta altura com uma exposição em Lisboa, trabalhador incansável das artes e porventura de uma forma muio rara, no próprio panorama internacional, dado o grande despojamento que a caracteriza as suas propostas plásticas, esde representações gráficas e breves até à evanescência dos gestos gravados, liquefeitos na tela, entre cores terrosas

