domingo, agosto 10, 2008

RUÍNAS ANTIGAS, CIVILIZAÇÕES PERDIDAS

Efeso

pelo Médio Oriente
e a força das gentes
convictas do poder divino








dos egípcios,
Karnak.
e um faraó
refém do
poder dos
sacerdotes







Não me lembro se visitei estes lugares, ruínas antigas, memória de trabalhos que duravam séculos. Mas tenho visitado documentos e legendas que se completam com um registo bem poderoso, o da fotografia, entre olhares de hoje para ontem. Nestas imagens mal lembradas, o registo fotográfico mostra-nos formas rigorosas, imensas por vezes, suspensas pelas forças arquitecturais e o belo traço da geometria, além de edifícios inteiros, nus, fortes, monumentais, inacreditavelmente assentes em terrenos arenosos, tudo no trânsito das civilizações, ou de gente que queimava vidas inteiras para apurar e sobrepor tantos materiais do puzzle ilusório, a eternidade procurada numa precariedade desconhecida. Mas a verdade é que nem os deuses são eternos, nunca sobreviverão ao apagamento das espécies, incluindo a humana. As ruínas antigas, de civilizações perdidas, são em parte a demonstração de que já não passam disso; são visitáveis pelos últimos homens, numa curiosidade mórbida de saber quem fomos há milhares de anos, mas não mais como última prece do seu poder, agora que os pedaços de templos e palácios só servem imagens parcelares do mundo outrora, o esforço e a inteligência de uma espécie, que é entretanto presumível, nem sequer sobreviverá aos insectos. Levo as fotografias para casa, para os filhos. Se calhar para os netos, ou para os netos dos netos, num tempo previsivelmente aquecido e tormentoso, em que as prioridades terão pouco que ver com o crescimento físico e o dinheiro, material de jogos e tentações avassaladoras.

4 comentários:

gambling disse...

i'm also into those things. care to give some advice?

jawaa disse...

Sempre a busca da eternidade. Qual eternidade? É só uma palavra bonita.

copa-rota disse...

APARÊNCIAS

A aparência das coisas
Vive tão depressa em nós,
Como nelas próprias morre
O que sentimos ao vê-las.


( Ruy de Portocarrero - Hora Interrompida )


A existência das coisas é com efeito, éfemera,... mas, por outro lado: se o tempo do TEMPO é determinado pela memória humana, (onde por vezes se forma uma espécie de vácuo) considero que um breve momento é a ETERNIDADE EM SI. Só perpetuada por um abismo interminável... de reflexos humanos.

Mais que uma palavra excêntrica ou bonita, a ETERNIDADE: é um pensamento solto, livre...vagueando indefinidamente, onde cada um de nós coloca a estética da alma.

Anónimo disse...

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