sábado, janeiro 10, 2009

OS IMPERDOÁVEIS MUSICAIS DE FELIPE LA FÉRIA


Não saberia fazer melhor e por isso (por achar culturalmenre relevante) transcrevo parte da crónica que Alberto Gonçalves publicou na «Sábado» (8.01.09) a propósito das produções de La féria em music-hall e similares, obras que cavalgam imperdoavelmente algumas grandes realizações no cinema e no palco.
Embora Alberto Gonçalves (sociólogo) comece por afirmar que não lhe parece difícil cimpatizar com Felipe La Féria, sobretudo «quando enfurece as luminárias do nosso teatro sério», acresnta pouco depois «como custa manter a simpatia quando pensamos no teatro que ele próprio faz.»


do texto Juizo Final:
«Há dias vi na televisão uma reportagem sobre o West Side Story segundo La Féria. Quer dizer: percebi tratar-se do West Side Story porque o disseram explicitamente. De resto, nada o levava a crer. Dos cenários às coreografias, das interpretações à orquestração, os vestígios do original eram dúbioa, e isto sou eu a ser delicado. No máximo, reconheci a cena da varanda, em que dois jovens talvez tentassem cantar Tonight e um pedacinho de America, no qual o título rimava com histérica e pindérica.
«Mesmo que a redução de uma maravilha do teatro nusical ao Sabadabadu não seja grave, é um sintoma da tendência nacional para emprestar a tudo o que tocamos um peculiar toque de amadorismo, um ar de pastiche desajeitado do que daz "Lá fora". Cá dentro, faz-se o que se pode e, pelo que se constata nos espectáculos, nas artes, nas letras, na arquitectura, e, se quisermos alargar o leque, na economia ou na política, não se pode grande coisa. Grosso modo, o País está para o mundo civilizado como o carnaval de Ovar está para o do Rio, uma imitação ingénua que, não obstante, chega e sobre para nos sonsolar.
«Aqui, no consolo, o factor fundamental é a portugalidade. É claro que La Féria, o teatro "alternativo" que temos e o engº Sócrates seriam escassamente considerados em qualquer outro lugar do Hemisfério Norte. Para portuguses, porém, impõ-se admitir que não são maus. Para portugueses, aliás, ninguém é mau, mesmo os que são péssimos de acordo com os restantes critérios, Além de exibir a baixíssima conta em que os portuguses se têm, isto prova que a conta é a apropriada»
Procurando minimizar esta visão sombria do português, Alberto Gonçalves evoca personalidades que escapam à nossa menoridade genética, e considera que «há excepções à mediocridade sentida» e, nesse sentido, aponta (sem nomear senão Amália) os que, «graças ao rigor, ao talento, à inspiração ou ao que quer que os distinga, não parecem portugueses (apenas na literatura, Pessoa e Eça são bons exemplos) E há, que me ocorra, uma única excepção às excepções: chamou-se Amálias Rodrigues, era integral e visceralmente portuguesa; e, ainda assim, roçou a perfeição. O mistério de Amália consistir justamente em conciliar o que, por definição, não é conciliável, leia-se Portugal e o génio»
Mais à frente, depois de zurzir com paciência à direita e à esquerda, incluindo falas, cerimónias oficiais, filmes biográficos, Alberto Gonçalves esclarece: «Não é disso que falo. Falo de regressar sem intermediários ao significado daquela vez, tão explicável que português nenhum é capaz de a merecer ou macular. E olhem que, conforme as homenagens, muitos tentam. E, naturalmente, La Féria já tentou»


Terminamos nós, em rodapé, a fim de que tanta desgraça não nos afunde: é que, ao que parece, há frente de cada português está sempre um abismo. Fiquemos perto de Amália, que quase roçou a perfeição, e consideremos La Féria um artesão megalómano do teatro de revista à portuguesa

4 comentários:

sticker disse...

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Anónimo disse...

quer criticar ?se voce nem sabe escrever, corriga os erros , é uma vergonha, meu caro senhor dor de cotovelo custa não é? pois fique a saber que o musical o west side story é uma grande produçao e o Sr Filipe La Feria um grande homem do teatro e do espetáculo , ao menos investe n o Teatro e dá trabalho a muitos actores .

Anónimo disse...

O senhor deve estar, como já atras foi referido com dor de cotovelo, pois, do bom teatro que se faz em portugal, Filipe La Féria consegue sempre superar e ter salas cheias, como de resto fica á sua disposiçao de perceber.
Eu modificaria um pouco o titulo deste post para " AS COISAS IMPERDOAVEIS QUE SOU CAPAZ DE FAZER,(por não saber o que hei-de fazer e querer assunto para colocar no blogue)"

Resta-me dizer-lhe que, se mora em Portugal, primeiro, antes de criticar o bom trabalho de qualquer cidadão, procure saber escrever e copiar aquilo que em outros orgão de comunicaçao está presente.

João disse...

Este post é notóriamente de quem vive na total ignorância em relação ao que se faz culturalmente em Portugal. E não falo só de Filipe la Fèria mas de todos os outros HOMENS (subentenda-se homens e mulheres) DE ESPECTÁCULO portugueses. É absolutamente imperdoável que venha para aqui escrever sobre o que não conhece nem, pelo que é percebido, tem interesse em conhecer. Acrescento, meu caro amigo que a versão portuguesa de Filipe la Féria de MY FAIR LADY foi considera a melhor produção a nível MUNDIAL pela revista Time, acima das produções realizadas na Broadway e no West End. É motivo de orgulho para Portugal que se tenha um senhor como Filipe la Féria e uma equipa de extraordinários actores, cantores, bailarinos, técnicos, etc que consigam atingir um nível de espectacularidade digno de tão merecida ovação internacional. É só triste que em Portugal ainda existam ignorantes como o senhor que para além de escreverem terrivelmente (releia o seu texto e note a quantidade exorbitante de erros ortográficos que tem) não sabem do que falam. Informe-se e aí sim, escreva algo realista com base em factos reais.